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08/set

Ao contrário dos episódios anteriores de Teen Wolf, nesse quase final de S6B, esse aqui arriscou um pouco mais ao dispersar seus personagens e ao investir mais em ação a conversa fora. Já era tempo, apesar de sentir a falta da liga mitológica. Muito se falou de que esse seria o definidor do futuro, o que não deixou de ser uma intrigante (e trágica) verdade. Com uma comunidade humana inteiramente armada, como prosseguir de maneira inteligente? Não tenho ideia. Porém, é hora de Scott ser mais esperto, pois essa de agir de novo com o coração lhe cobrou caríssimo. Tal ótima qualidade desse jovem que começa a ser um impasse que chegou perto de custá-lo no processo junto com Malia. Está na hora da maldade!

 

A princípio, a continuação da perseguição de caça e de caçador me deixou com a sensação de que a S6B só tratará desse assunto e nada mais. Sigo considerando o viés interessante, especialmente porque pesa, depois de tantos anos, o fator humano contra o sobrenatural. Contudo, penso que teremos que dar um voto cego de confiança daqui por diante. Meramente porque não tem o que elaborar a não ser atacar/fugir – ao menos é o que aparenta. Por essas e outras que a mitologia começa a fazer muita falta e sua ausência já torna essa segunda parte da temporada mais fraca que a primeira. Parece que todos correm em círculos, nada avança, nem mesmo a trama.

 

Apesar desses comentários, o rebuliço criado esta semana visou dois focos. O primeiro, ressaltar que, mesmo com a falsa partida de Scott, a escola segue como palco de perseguição. O segundo, trazer à tona o mapa de um Gerard que quer aniquilar o sobrenatural não só de Beacon Hills, mas do mundo. Processos que funcionaram graças ao peso da ação, o que deu pouco tempo para assimilarmos e para raciocinarmos sobre os novos desdobramentos. Digo isso porque houve espaçamento em demasia no desenrolar do roteiro, o que significa que parece que rolou muita coisa, mas só que ao contrário.

 

Tratou-se de uma volta no mesmo eixo que poderia ter fracassado, mas contou com a movimentação constante dos personagens. Artifício que contribuiu para que o grande vácuo na história não fosse tão sentido. Inclusive, para que o tédio não entrasse visto que não há mistério a se agarrar.

 

Aproveitaram o episódio também para colocar o principal ponteiro no cerne dessa storyline. No caso, Gerard. O vovô Argent estava um tanto omisso da treta desde o início da S6B, até então a treta central, empurrando tudo nas costas de Monroe. Finalmente, ele resolveu se fazer presente em nome dos velhos tempos e seu destaque o posicionou como se deve, o personagem indesculpável e convicto de seus ditos valores justiceiros. Convicto de sua dita busca de pureza que o fez armar irresponsavelmente os humanos de Beacon Hills. O mais legal é que esse senhor disputou espaço com Chris em meio a tramas em paralelo que visavam o novo grande definidor: o mapa.

 

Enquanto um dava aulas de poesia sobre a importância de assassinar um Beta, o outro queria saber o que havia na Armory, além dos armamentos. Uma união que destacou a diferença de ambos, embora não seja uma surpresa para quem assiste. Mas, serviu para voltarmos ao que comentei na semana passada: a desconstrução do Código, o sinônimo de preconceito e de opressão.

 

De graça, Chris e Gerard destacaram um tapado McCall que precisa se mexer ou seguirá como joguete de uma briga que envolve caçadores. Se houve algo bom nesse episódio foi deixar claro que os Argent mandam na S6B, mas é fato que ambos precisam de mais caldo nessa sopa. Como disse no início dessa 2ª parte, estamos calejados dessa família. Falta uma novidade, além de exterminar o mundo do sobrenatural, que resgate a essência da série. Que nos faça relembrar os motivos que fizeram cada homem dessa linhagem caçar desesperadamente. Por essas e outras que volto na minha campanha de que deveriam ter inventado um parente. Monroe foi perdendo o apelo ao longo das semanas, especialmente por soar repetitiva. Chegou-se no ponto que ela parece forçada.

 

Resenha Teen Wolf - Edgar

 

Não posso deixar de comentar novamente sobre o tom de crueldade para cima dos adolescentes sobrenaturais que escala a cada semana. Marcá-los daquele jeito me deixou de testa quente tão quanto o terror psicológico. A adolescência já tende a ser cruel por si só e Teen Wolf segue na apelação.

 

Essa perseguição seguiu indiscriminada, o que me faz pontuar a ausência de mais professores na escola. Sério que só existe a de Ciências, o Treinador e Monroe? Onde está a diretora que pagou de cética no 6×11? A Sra. Martin precisa ter acesso ao que ocorre para assim ver que o sobrenatural existe e que é problema seu sim. A escola está em um bom momento para dissolver descrenças e é preciso destacar seu papel dentro da instituição. Vejamos o Xerife e Melissa, até mesmo Rafael que foi pertinente à sua parca maneira nesse episódio. A orientadora seguiu cantando de advogada, como vimos diante de Nolan, o peão para abrir uma das tramas da semana. A continuação da opressão mostrou mais uma dose de extrapolar limites e cadê os docentes?

 

Um buraco de trama igualzinho ao aparente subplot que centraliza essas aranhas nojentas que seguem sem resposta. Seguem na repetição, como a caça e o caçador, rumando para canto algum. Apenas, deram uma nova isca: o que aquele garoto quis dizer com a busca de alguém que não saiba apenas se transformar? Aqui existe uma brecha de mistério, ofuscada pela repetição de perseguição. Troca de animosidade entre adolescentes não sustenta uma temporada sozinha. Alguém, por favor, poderia avisar que faltam poucos episódios e que a mitologia pode entrar?

 

A escola foi apenas o simbolismo do que veria a seguir com essa de armamentos. Os perseguidores do sobrenatural tinham lá a sua própria defesa e seu próprio apuramento para amedrontar quem é sobrenatural. Porém, nada se equiparou ao ritmo que Gerard finalmente impôs na trama. Desde sua primeira aparição, não havia muito que esperar desse senhor. Argent me pareceu confortável em deixar todas as tramoias na mão de Monroe, um relacionamento que mostrou pontos de interesse diferentes. Ela quer aniquilar o bando de Scott e ele quer detonar o mundo todo.

 

No fundo, o episódio não quis assentar nada além de motivos para conseguir seguir em frente e ter uma finalização condizente. Era preciso montar outra âncora no roteiro, depois de inserir os caçadores na trama, e conseguiram com extremo sucesso. Mas, repito que o jogo nessa S6B está super no seguro. O que torna o ritmo repetitivo. Parece que não está rolando desenvolvimento, embora entreguem algo a se pensar no final de cada capítulo. Falta o aprofundamento da S6A.

 

Esse episódio transmitiu fortemente a sensação de que, de novo, não iria a canto algum. Ao contrário dos dois anteriores, que criaram um único arco que culminou na dita clandestinidade de quem é sobrenatural. Dita porque a escola se incumbiu de fortalecer que a meta é revelar e aterrorizar enquanto Gerard se move para exterminar o bando principal. As coisas parecem que fugirão do controle, algo que digo desde que a S6B começou, mas perco um pouco da fé. É importante pesar o humano no fim da série, pois nunca apostaram nessa crueldade contra o sobrenatural. Contudo, deu para sentir com mais propriedade a ausência do que faz Teen Wolf, Teen Wolf: a mitologia. Algo que foi empolgante de se ver no 6×15 e desapareceu. Que pesadelo!

 

Tudo pareceu retornar à estaca zero. Muito desse episódio aparentou uma estaca zero porque precisaram de certa dose de calmaria para lançar o que norteará TW para seu fim. As novas situações não passaram de mais do mesmo vistas desde o começo da S6B. As conversinhas entre Gerard e Monroe não atraem mais e se tornaram irritantes. Bom é que o personagem mostrou sua predisposição para o crime, o que realmente faltava (e não duvidava que tal sede ainda existia). O que quero mesmo é que criem confronto de caráter entre os Argent. É meu sonho de princesa!

 

Outras considerações

 

Resenha Teen Wolf - Liam e Theo

 

Além do mais do mesmo da caça e do caçador, a semana trouxe novos entendimentos. Como Liam perceber que seu temperamento é engatilhado pelo medo. Um cutucão leve da parte de Theo sobre uma emoção em específico que reage ao efeito do monstrinho sem face – que não fez nada nesse episódio. Será que todos passarão pelo mesmo? Acho difícil, a não ser Scott que é, e está, deveras emocional. Além disso, nada se foi abordado sobre o gatilho de medo dos demais. Vamos acompanhar, especialmente porque esse foi o tema do episódio e ficou muito na superfície.

 

O entendimento também encontrou Theo que estava confortável na trama e nem precisou pedir licença. E parecia um tanto mais maduro e gostei demais. Lado a lado, houve Rafael também, se desmistificando quanto à existência do sobrenatural em nome de um trabalho que reconhece Derek como um assassino perigoso. Foi uma bela semana para colocar quem estava fora da página imersa nela, pena que já custou caríssimo. Se matarem Melissa, eu mesma vou dar riot no Twitter.

 

Mesmo sem grandes acontecimentos, independente do único plot twist, levaram bem uma trama esparsa. Envolveu, estressou e abriu mais uma margem de por quês. O caos na Armory gerou a aflição que se ritmou às premonições de uma Lydia que, de novo, se mostrou muito além da garota estepe. Esse foi o ponto que sustentou o resto porque Noal e seus motivos estão desimportantes também. Uma coisa acabou compensando a outra, o que tornou tudo muito bom de acompanhar.

 

Mas… Vazio de riqueza de mistério. Sem mitologia, fica a sensação de que, daqui por diante, não haverá muita diferença na proposta. Apenas caçar e fugir, mas, ao menos, o mundo abre para as participações especiais.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Gerard

 

Ressaltando de novo, o mais poético, por assim dizer, desse episódio foram os comparativos entre Gerard e Chris. Não foi algo direto, mas, sim, entremeado em detalhes. Ambos assumiram e puxaram pontas diferentes da trama e atingiram uma única pessoa: Scott.

 

A ideia é vencer McCall pelo emocional, um âmbito já abalado na vida desse adolescente graças à sequência de mortes sem respostas. Seja pela perda de Liam ou não, ou pela suposta queda de Melissa, o personagem entra a cada semana mais fragilizado. Scott provou de novo que não tem discernimento algum para a guerra e o ataque contra ele será direcionado no coração. Sabiamente, Gerard tem esse conhecimento muito bem estabelecido. A meta ainda não é aniquilar o bando de uma vez, mas quebrá-lo pouco a pouco. Algo que ocorreu e nem sei o que pensar.

 

O intuito geral desse episódio foi estabelecer um motivo para todos aqueles armamentos sondados por Rafael também. E, claro, abrir mais para as futuras participações especiais e mal posso esperar. O bizarro dessa conclusão foi relembrar que nem os compradores sabiam muito bem o que faziam a não ser acatar as ordens de Gerard. Umas amebas.

 

Com esse desdobramento, Teen Wolf mostra que essa história pertence aos Argent remanescentes e o que me encuca é Monroe não ter indagado sobre a separação pai e filho. Apesar de Scott ser o ponteiro da trama, Chris e Gerard empurram o relógio e precisam sim de um tipo de resolução. Depois de Allison e de Kate, ambos não tiveram a chance de realmente lavar a roupa suja. E a roupa suja tem codinome sobrenatural e em quem terá mais capacidade de vencer esse processo. A diferença é que o vovô pensou altíssimo e me pergunto como formarão um exército para combater os humanos coléricos.

 

Humanos que nem sabem o que ocorre, mas não pensaram duas vezes em se armar. Situação que reflete muito da nossa realidade, em que vários não estão interessados em saber o background das pessoas. Só querem atacar. Pelo diferente, basta agredir às cegas e não é assim. Porém, é o que ocorre. Há muito daqueles que simplesmente abraçam uma causa sem saber o motivo. Sem critério algum. Aqui, temos a ausência de conscientização ao se perseguir adolescentes sobrenaturais sendo que os próprios filhos desse exército desumano podem ser também. Pena que não há ninguém para representar esse tipo de choque (e, às vezes, acredito que Nolan representará esse papel).

 

E, pergunta: geral pegou arma sem treinamento?

 

A cena final me fez pensar por um momento sobre a legalização de armas na tese de que todo mundo precisa se defender. Em Teen Wolf, nada mais é que a justiça com as próprias mãos. Um impasse verossímil, cujo ataque surpresa na casa de Scott me deixou sem chão. Uma causa e um motivo que renderam um novo estopim para que essa temporada chegue ao seu fim. De fato, agora não há mais segurança porque o ritmo de se vingar, ou sei lá o quê, recebeu oficialmente sua largada (e parece que falo isso toda semana, percebam). Gerard armou seu exército e sabe que não precisará se mover para botar a cerquinha em Beacon Hills para eliminar o que despreza.

 

Enfim, não aconteceu muita coisa, a não ser um embolado com uma nova onda de angústia. Gostei das interações entre Liam e Theo tão quanto Argent contando com Lydia. Tudo lindo, mas está na hora de trabalhar essas aranhas que destoam do resto. Com a mitologia, que nem sequer deu as caras, literalmente, há três histórias em paralelo. Essa última, nem sequer encontrou o tom do fermento certo para crescer. Espero que a aparição de Deaton no episódio anterior não tenha sido em vão, pois estou sedenta pela amarração com a Wild Hunt.

 

Agora, penso que resta saber a predisposição de Monroe que mostrou de novo que não é tão firme assim. Ela oscila, embora aprove as decisões de Gerard. Ao menos, a orientadora agora sabe que não há parceria, apenas ataque, e que Argent não a tratará como a coleguinha que se toma cerveja no fim do expediente. Ele quer destruição, não importa o meio e o que custe no processo. Já a mulher, não tenho muita certeza. Ela segue cheia dos por quês.

 

É bem legal ver como a S6B pontua para a S3. Época que TW perdeu vários de seus personagens. O papo de Nemeton foi um marco e aguardarei para saber dos resultados.

Stefs
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