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14/out

Chicago Fire entrou em mais uma semana sem uma storyline pertinente. Pontuando no papel, nada de relevante aconteceu, a não ser a promoção de Casey. Uma novidade que me deixou contente, sem dúvidas, mas ainda sim pareceu uma atravessada para dizerem que está rolando alguma coisa diferente. Inclusive, desenvolvimento. Assim, reflito se este é o momento adequado para se entregar ao desespero porque essa falta de main plot, aquele que une os personagens principais, incomodou um tanto mais. Essa necessidade de dar atenção a quem não agregará nada no futuro cria sempre um vácuo tremendo na rotina do Batalhão.

 

O episódio abriu daquele jeito desrespeitoso. Quando não é o Molly’s em excesso, tem Severide exposto. Situação que entregou o foco da vez: Hope. Investida que desmoronou meus ânimos. Afinal, está aí uma personagem que com certeza não influenciará em nada na série e estou no aguardo da queridona sair de cena. Sad but true.

 

Na semana passada, julguei que Hope sentia inveja de Brett, mas, na verdade, o que move essa jovem é pura dissimulação. Em sua fofura, ela se passa de inocente sendo que de inocente não tem nada. A personagem é completamente capaz de puxar o tapete por grana e fica o questionamento como tal ato é realizado. Bom é que esse revelar respingou em alguns comportamentos que podem ser considerados como início do ataque. O emprego no Batalhão. O súbito “término” com Severide, pois sua intenção é tombar o homem que ocupa o cargo mais alto. No caso, Boden, a quem explicitou um súbito interesse em “cuidar”. Se já não ia com a cara antes, agora piorou.

 

Essa personagem me faz lembrar de Chili. Algo que se traduz em memória ruim. Algo que também se traduz em inserções desnecessárias para tapar a falta de main plot. Ambas têm uma única expressão para diferentes acontecimentos e tentam convencer sendo gente boa demais. Sendo simpáticas demais. Não seria um problema, claro, mas os roteiristas seguem com aquela bela mania de trazer personagens secundárias unidimensionais. O que soa bom visto que é uma participação curta e que não pede desenvolvimento. Contudo, fica intragável, empurrado, porque, apesar desse detalhe e dos fins serem díspares, as moças engatam mais do mesmo.

 

Chicago Fire 6x03 - Hope

 

Chili e Hope pertencem à mesma categoria de que não precisavam existir em Chicago Fire. Elas foram empurradas para o cerne dessa série sem caracterização tragável e sem uma motivação decente. Inclusive, impactante, que dá gosto de acompanhar. Puro desperdício, principalmente porque encostam as personagens que estão há mais tempo nesse universo. Algo que não me incomodaria se as moças secundárias realmente contassem com plots relevantes.

 

Bastam ver o que fazem com Kidd. A atriz foi promovida a regular, mas sua personagem conquistou uma pegada extremamente medíocre em comparação a S5.

 

Vamos nos lembrar da cara de pau de escalarem a mesma atriz da gêmea sumida vista em Chicago P.D.. A mesma cara de pau para promover Dora e, do nada, ela vazar da série. Tudo bem que a situação é totalmente oposta a de Eloise, mas não foge da verdade de que sua personagem é barca de praia também. Pelo padrão, Hope é gasto de energia e que afetará Brett, quem está a mais tempo em cena e não tem contado com nada legal desde sua inserção na série.

 

Pelo que ficou subentendido neste episódio, Hope só sabe roubar dinheiro. Dessa forma, ela se usa da sua fofura angelical para conseguir o que quer. Para mulheres, ela é um amorzão e faz até café. Para homens, lê-se Severide, a manipuladora nata – e julguei que seria carência ou algo assim. A personagem é pilantra e, no fim desse ciclo, meu medo é dar de cara com uma justificativa empática. Principalmente para Brett ceder perdão. Quem merece?

 

O anúncio do emprego me deixou só a Sylvie tão quanto o já mencionado término com Severide – situação que me fez rir porque não é possível. Invasão de espaço too much? É, poderia ser, unicamente se o real intento não se apresentasse. E o papo de Melrose Place que deixou nas reticências se Hope é ostentadora? Connie quase nunca aparece, mas, quando se faz presente, só lança hinos em Chicago Fire. Eu dei um grito com esse comentário.

 

Só sei que, se o Batalhão fosse gente, teria o dedo mais podre do mundo. Nunca vi um lugar para atrair gentalha e penso que está na hora de inovar isso daí também.

 

Chicago Fire 6x03 - Casey

 

Falando em gentalha, temi muito sobre o “novo” chefe. Não é de hoje que Chicago Fire, a fim de criar uma tensão em início de novo ano, chama algum homem para se prestar ao papel de ser uma figura de liderança tacanha. Que detesta o 51º por nenhum motivo. Se uma personagem como Hope irrita, o mesmo se aplica a esses chefes que não possuem justificativas para seus atos contra os profissionais desse Batalhão.

 

E há o verso dessa história que é a surrealidade desses profissionais não se habituarem a ninguém a não ser Boden. O que vi nessas horas temporárias de Mullins foi uma sala estudantil que resmunga sobre o professor substituto.

 

O que me alivia é que não teve nenhum agravante, mas não quer dizer que os comentários desse cidadão não tenham sido menos frustrantes. Porque foram sim.

 

A presença de Mullins era isolada e intencionada a dar uma enaltecida em Casey. O segundo chamado foi um presente para o Tenente virar Capitão, com uma dosagem de angústia e de tristeza que deu uma balançada em mais uma semana vazia de Chicago Fire. A reunião na salinha me deixou prontinha para furar uns olhos, mas o resultado foi gratificante.

 

Está certo que esperava um pouquinho mais de desenvolvimento nessa de Capitão Casey. Uma batalha mesmo, suor e cansaço, como ocorreu ao longo da carreira política desse personagem. Enfim, só sei que todas as vezes que Chicago Fire engatou um novo ano sem main plot, só restou aos roteiristas empurrar um monte de historinha paralela. O que nisso dá? Ladeira! Por não ter um miolo para se desdobrar no ritmo de subplots, consigo ver a turma toda perdida, sem saber o que inventar, antes do meio da temporada. E quem é obrigado?

 

Outros comentários

 

Chicago Fire 6x03 - Cruz

 

Eu gostaria de ter ficado mais contente com a presença de Leon, mas não consegui. Mouch e Cruz possuem um histórico que se tornou pesadíssimo depois do incêndio. Ver que o rapaz, anteriormente coagido a sair de Chicago para não morrer, retornaria sem a menor dificuldade me deixou de testa quente. As chances disso dar em desastre, como pontuou Herrmann várias vezes, eram altíssimas. Desacreditei até da brincadeirinha no Molly’s, pois me dei o direito de ficar ofendidinha com a piada de mau gosto. Pergunto qual é a chance desse cidadão ser capotado no futuro devido a essa irresponsabilidade. Nem chamo de camaradagem, mas de burrice descomedida.

 

Kidd e Brett precisam ser salvas urgentemente. De novo, queria estar morta ao vê-las entre Severide e Hope. Fico rangendo os dentes ao vê-las investidas nesse engodo e espero que esse pesadelo acabe logo.

 

Bom é que Stella ainda tem um ótimo humor, mas, neste episódio, esse detalhe começou a passar do ponto. Afinal, Kidd caçoa de Severide em efeito ao que ocorre entre Hope e ele. Ciúme, talvez. Como ela soa sempre brincalhona, rola aquela normalidade. Só que está chato.

 

Já Brett ficou ciente das artimanhas de Hope e, literalmente, não tenho esperança. Sem contar que, apesar de não gostar da não mais recém-chegada, poderiam ter estendido esse mistério também. De novo, história aleatória para encerrá-la rapidamente. É assim mesmo que Chicago Fire vai enrolando sua própria corda no pescoço.

 

Concluindo

 

Chicago Fire 6x03 - Resgate

 

Um ok resume bem este episódio de Chicago Fire. Houve momentos e não pago a internet para curtir momentos. Já me basta o Twitter com essa ferramenta. Amo sim ver a turma se dando bem, mas os arremessos de história impedem desenvolvimento. Parece que Casey avançou cinquenta passos, mas será só mais um título. O personagem se manterá no mesmo lugar e, provavelmente, lidará com problemas nada atualizados para se provar. Nada de novo sob o Sol.

 

Para não dizer que a semana foi de completo vácuo, este episódio teve sua moral: respeitar a vítima em vez da técnica. O 2º resgate me deixou orgulhosa aqui em minha casa. A dança sincronizada para salvar Dan foi linda demais. Eu mesma não esperava que a corda funcionaria daquela forma. Fiquei chocada! Qual a chance de dar certo na vida real?

 

Uma mensagem que caiu na promoção de Casey e na escolha de Brett e de Dawson em colocar dois pacientes na mesma ambulância. O 51º tem problemas sérios com regras, mas, como Mullins bem disse, taí um povo que preza mais a vítima que a carreira.

 

Não digo que saí infeliz depois da experiência deste episódio, mas a falta de liga começa a ser incômoda. Onde está o percurso que empurra os personagens para uma nova evolução? Que não seja de carreira? Lidar com os mesmos problemas não amadurece ninguém, vide Severide.

 

E é isso. Semana que vem Gabby sofrerá e só peço que respeitem essa mulher.

Stefs
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