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07/out

Mais uma semaninha de Chicago Fire sem grandes desdobramentos. Queria dizer que estou surpresa, mas nem estou. Apenas, o que acompanhamos neste episódio não passou de reflexo do anterior – e o anterior não agregou em tanta coisa assim. A meta era apenas responder o que ficou para trás e ainda sim não houve tanto impacto. Na verdade, estou bem indiferente porque tudo foi suave. Mas… Não quer dizer que não tenha rendido uma dose de divertimento, embora, infelizmente, deveras temporário.

 

A isca deixada por Donna na semana passada tomou conta de todos os espaços deste episódio. Ótimo porque, sem esse pequeno plot, não haveria nada a ser contado. O grande questionamento era descobrir se o 51º lidava com um incêndio criminoso ou não, nada novo também, mas serviu para ocupar o miolo da trama. Ou seja, para encher linguiça na maior cara lavada, vamos combinar!

 

Conversa vai, conversa vem, e me peguei pensando no que esse desdobramento agregaria para a tríade de Chicago Fire, já que foi centralizada nessa trama. Boden refletiu, muito singularmente, aquela sensação de ter quase perdido alguém querido. Detalhe que rebateu em Dawson, que fez um bocado de diferença ao ser inserida nesse contexto. Casey não teve relevância já que apostaram as fichas no posicionamento de Severide, que chegou perto do fora do controle. Somando tudo, não senti uma conexão entre essas crianças adoráveis. O assunto está batido e parece que acompanhei o mesmo roteiro de uma temporada anterior. Puro piloto automático.

 

Estamos calejados desse tipo de história, sem sombra de dúvidas. Deixou de ser novidade, mas parece que só sabem inserir esse tema para que Severide tenha movimento. Unicamente para isso e nada mais.

 

Fico sempre contente quando Severide conquista uma trama dita decente. Dita porque não envolve algum relacionamento romântico aleatório. Mas, de novo, a mesma proposta? Continuo a maior fã de incêndios criminosos, mas não há outro assunto que Chicago Fire possa trazer para amarrar drama e suspense? É 6ª temporada e não dá para repetir as mesmas coisas. A investigação desse chamado não foi toda ruim, afinal, reuniu o elenco principal, o que dá sempre em deleite. A questão é que Kelly segue firme no mais do mesmo. Enquanto ele depender desse mais do mesmo, não haverá inovação toda vez que o centralizarem em alguma storyline.

 

E o mesmo se aplica ao bonde do alívio cômico. Não custa nada lembrar.

 

Chicago Fire (6x02) - Severide e Hope

 

O romance de Severide, que ainda não é romance, toca a mesma música. Hope tem problemas no passado. Parece que tem inveja das conquistas de Sylvie, pois se empurra indiscretamente para se encaixar no meio de quem chama de amiga – sendo que amizade aí nem existe. Queria acreditar que essa conexão renderá em algo pertinente, mas será mais um capítulo em que Kelly se dará mal no processo.

 

O que me deixa muito de testa quente é ver Kidd sendo puxada para esse engodo. A personagem mostrou que pode muito mais que ser uma ponta solta da vida amorosa de Severide. A cena de abertura me deixou extremamente na saia justa. É ótimo ver mulher mostrar confiança em um ninho masculino, como ela fez ao longo do treinamento das Olimpíadas, mas a narrativa de mulher vs. mulher por causa de um homem, totalmente à toa, já deu tudo o que tinha que dar – na minha vida. Além disso, o comportamento da bombeira é meramente para competir com Hope. Quem merece isso?

 

E dói um pouco mais porque Miranda é maravilhosa e está rolando o famigerado desperdício de talento. Queria acreditar também que Kidd não se afundará entre Kelly e Hope, mas não é difícil prever que a bombeira será o ombro da lamúria. Afinal, esses dois episódios mostraram que Severide segue sem ter um tipo de critério e quem paga em osmose são as personagens envolvidas. É como se elas não tivessem opinião, mas são escritas assim.

 

O mesmo vale para Severide. A culpa de falta de desenvolvimento desse personagem é de quem o escreve também.

 

Chicago Fire (6x02) - Severide

 

Quando digo critério, nada tem a ver com as ficadas dele, mas a falta de propósito. A temporada passada chegou perto de sinalizar algum tipo de melhoria, pois Severide deixou claro que não quer ser como o pai – e isso ficou tão solto que nem sei. O personagem está confortável e só ganhou algo relevante na S5. Infelizmente, não por merecimento, mas para ficar com Anna, outro interesse amoroso. Da mesma forma que é chato ver personagem feminina sendo alterada por causa do seu interesse romântico, o mesmo se aplica ao masculino.

 

Disse que não comentaria nada sobre esse personagem, mas é mais forte do que eu!

 

Tirando a troca com Hope, Severide contribuiu para segurar o mistério de um episódio vazio. Sem proposta. O Tenente estava ótimo em cena, agindo com propriedade no assunto e se deixando ser o famoso insolente. Uma pena que esses arcos são temporários e não o fazem evoluir – e precisa né?.

 

A mensagem final foi bem bonitinha, mas não atingiu o nervo emocional. Não sei vocês, mas senti que os personagens principais estavam desconectados. Ver isso em um segundo episódio é como inflar um elefante no meio da sala. Não compreendi a necessidade de atacar o adolescente, considerei super off, desnecessário, e o recado de Severide não surtiu tanto efeito. Pareceu empurrado para emendar junto com a Olimpíada.

 

Sinto estranheza nesse duo de episódios de Chicago Fire, mas, como sempre digo, benefício da dúvida sempre (até chegar ao limite). Quem sabe o próximo nos ajude!

 

Outros comentários

 

Chicago Fire (6x02) - Olimpíadas

 

Eu apenas acho que as Olimpíadas deveriam ter durado um pouco mais porque, realmente, trouxe aquela sensação gostosa de união. De família. Há muitos ali que não passaram para o outro nível após o incêndio da S5 e penso que essa oportunidade renderia uma melhor recuperação emocional. Um ponto que segue me incomodando porque todo mundo parece bem, a não ser Gabby, e acho isso pouco crível. Boden veio dar um reforço no ocorrido, mas e Herrmann? Sigo cobrando!

 

Amém que Cruz recuou, mas foi engraçado demais Mouch meio que o explorando.

 

E, gente, sério que querem fazer Brett de alívio cômico também? E fazê-la pagar com ingenuidade devido à presença de Hope? Quis morrer com Kidd querendo criar ranço. Ai, gente, não sou obrigada!

 

Boden estressado me deixou estressada e ainda bem que foi por um motivo sensato. Gostei de ver Donna em cena, envolvida em um caso sério, nada de maternidade ou de casamento, o que deu uma valorizada na personagem. Algumas coisas ainda valem a pena em Chicago Fire.

 

Os chamados foram fracos, mas intencionais. O primeiro para as Olimpíadas e o segundo para fortalecer a investigação do incêndio. À procura de resgates com mais impacto.

 

Concluindo

 

O episódio teve três arcos, mas só um foi relevante. E relevante naquelas porque, de novo, repito a minha sensação de que estava todo mundo ali ao mesmo tempo em que não estava. Algo que senti em Chicago P.D. nesta mesma semana também. Pode ser meramente impressão, vale ressaltar.

 

Foi mais uma semana confortável para Chicago Fire e isso começa a preocupar. Aonde está, nesse primeiro momento, o main plot que reúne a tríade da série? Os personagens estão esparsos e essa pouca quantidade de chamados não tem beneficiado a trama até então. Parece que todos ali cumprem o expediente e nada mais, mas não nego que estou feliz – ao menos por enquanto – com a retirada do Molly’s. Exploraram demais o bar em todas as Chicagos e se tornou uma repetição chata. Sei que o point volta, mas esse afastamento dá mais tempo para finalizações diferentes.

 

Por não terem engatado nada de interessante na premiere, este episódio sentiu bastante o desfalque de história. Muito me resta torcer para que essa temporada não descambe. Seguimos adiante!

Stefs
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