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10/out

Ah, mas olhem quem andou lendo biografias. Ela mesma, Stefs Lima. Sempre tenho receio de ler livros desse gênero porque, geralmente, não me agregam. Porém, todavia, entretanto, o que trago hoje agregou demais. Juro que assim que terminei de lê-lo queria ler de novo. As ironias da vida que podem ser quebradas quando títulos desse tipo envolvem uma celebridade muito querida.

 

Mas, antes, uma história.

 

O início do meu ano de regeneração começou na companhia de Sara Bareilles e de seu livro autobiográfico Sounds Like Me: My Life (So Far) in Song. Um livro que não me pertence, mas que teve seu marco: o reencontro com minha Person em 2016. Um dos poucos momentos incríveis que tive no 2º semestre do caos.

 

A primeira pergunta que fiz quando minha Person empurrou tal título no meu colo foi: você aguentará ficar tanto tempo sem ele? Afinal, essa senhora mora atualmente na Irlanda e eu permaneço firme no Brasil. Afinal², Sara é a musa inspiradora dessa mesma senhora que me empurrou tal título e sei como ninguém o que é ter apego ao que se relaciona às minhas musas inspiradoras. Rola sim aquela abstinência de ter qualquer coisinha que remeta quem admiro por perto e imaginei que essa pessoa passaria pelo mesmo antes do Natal chegar.

 

Digo por mim: preciso ter as minhas musas por perto. Por isso que recusei o empréstimo de primeira. Mas, quando canceriano insiste, você aceita que dói menos.

 

Em um primeiro momento, e considerando que minha Person mora longe nos tempos atuais, me vi abatida pela necessidade de lê-lo às pressas. Bem, tendo em vista que eu seria a pessoa que cobraria o livro em menos de 5 meses, parte da minha mente estava feita sobre engoli-lo em um mês. Estava prontinha, mas isso não ocorreu. E digo felizmente porque abri essa autobiografia na hora certa.

 

Dias passados a esse reencontro, coloquei esse livro em cima de outros que vivem no meu criado-mudo – porque a estante está apinhada para meu próprio desespero. O empréstimo foi feito em novembro de 2016 e só fui engatar a leitura em março de 2017. Imaginem se rolasse drama da devolução? Ah, mas a senhora minha pessoa esperaria. Ninguém mandou emprestar!

 

I could try and build songs that might serve as monuments to my own private revelations, and make them into something that wouldn’t terrify, but enlighten me.

 

Contei no post de retorno sobre o quanto o 2º semestre de 2016 foi um tanto ingrato e o quanto seus desdobramentos me paralisaram. Parei de ter contato com tudo que amo, que me preenchia, e a leitura estava inclusa. Não tinha gosto de pegar um livro e passar um tempo do meu dia em sua companhia. Na realidade, eu não conseguia ir muito longe com qualquer coisa que intentava fazer. A única diferença veio na escalada de vários turnos em um RPG que ocupou um grande espaço do meu limbo e que conseguiu me distrair um bocado do que vivia naqueles meses.

 

O último livro que peguei em 2016 foi If You Feel Too Much, do Jamie Tworkowski. Nem passei da primeira página. A leitura morreu pendente lá no meu Goodreads e, ironicamente, esse título se tornou o segundo livro lido em 2017. Parei totalmente com essa e outras atividades, mas, quando decidi retornar ao meu estúdio Limbovich, a paquera entre Sara e eu deu início.

 

Uma paquera que durou no decorrer de fevereiro deste ano. O mencionado criado-mudo fica ao lado da minha cama e foi lá que o livro bateu e ficou. Cada olhadela se tornava mais intensa com o passar das semanas e eu fingia que não era comigo. Meu subconsciente sabia que deveria começar meu ano com tal leitura, mas evitá-la vinha do fato de que temia o processo. Como assim?

 

Sabe quando você evita algo porque sabe o que pode provocar? Ou, ao menos, imagina? Não precisa ser gatilhos, mas a mensagem certa na hora certa – e que você acha que não quer ouvir. É aquela puxada de orelha que o universo dá um jeito de inserir quase discretamente no nosso cotidiano. E eu não queria passar por isso.

 

No início deste ano, eu ainda estava muito sensível devido aos desdobramentos da virada do ano. Sem um equilíbrio que me faria lidar melhor com o que tivesse que se desdobrar a partir do instante em que decidi retomar minhas atividades. E, claro, deixar de ser boba e aceitar Sara como companhia. Esse meu relacionamento com as musas sempre dá em outro nível, como encontrar conforto. Eu sabia que Sounds Like Me me traria conforto, mas o receio do puxão de orelha foi maior.

 

De certa forma, eu sabia que encontraria algo importante nesse livro. Isso deveria ter acelerado a morte da minha curiosidade, mas protelei. O receio de pegá-lo foi fortíssimo, o que fez a biografia morar no meu criado-mudo, sendo um lembrete de que eu precisava começar a leitura logo. Principalmente porque tinha que passá-lo pra frente (e não era na direção da minha Person).

 

Eu sabia, mesmo sem a espiadinha para dar a famosa aquecida, que 90% das coisas escritas naquelas páginas renderiam identificação imediata. Sara é compositora, sempre se impôs em causas que acredita, pontes já similares devido à minha experiência anterior com essa rainha. O que diabos ela teria escrito se tornou um tantinho preocupante. Inclusive, assustador para quem estava despedaçada.

 

Para quem ainda se via perdida e encolhida, mas decidida a dar um up, lidar com conselhos nesse quadro poderia ser uma catástrofe. Por essas e outras que relutei, mas me rendi. Ao final da leitura, não me deparei com 90% de verdades, mas 100%.

 

Como disse, eu tenho, ou ao menos tinha, uma relutância tremenda com biografias. Acabei descobrindo, e meio mundo deve ter descoberto isso antes, que esse tipo de leitura só é proveitosa se você tem afinidade com quem escreveu. Engatar Sounds Like Me foi inesperadamente fácil. Não apenas por ser indicação de uma pessoa que amo e que confio, especialmente no âmbito gosto, mas também pela existência de um background entre Sara e eu. Fatos que me impediram de dar uma segunda recusa na hora da sugestão de empréstimo. Quis dar a chance e valeu a pena!

 

Sounds Like Me

 

Sara Bareilles em estúdio

 

Who I am as songwriter had always been the most pure part of myself. She connects me to my deepest truth and says things I don’t always feel the courage to say in my own life. I felt so much distance from her in that moment, I just wanted help to find her again. I asked for guidance in writing something that wasn’t for anyone but me and my muse. I asked for the strength to release feeling responsible for making anyone else happy with what I created.

 

A história entre Sara e eu começou em 2009, de acordo com dados coletados no meu Last.fm. Um contato brevíssimo que rolou no mês do meu aniversário, embalando Love Song e My Love. Algo que tinha esquecido porque só me recordava do boom de Bareilles na minha vida entre 2010 e 2011. Na época, escutava no repeat o Between The Lines: Sara Bareilles Live At The Fillmore (e esse álbum foi lançado em 2008, eu mesma sempre sendo a cidadã que age do avesso).

 

O que pesou na hora de abrir Sounds Like Me foi essa história aí em cima. Apesar da minha demora em começar a leitura, eu conhecia a pessoa que contaria a história. Um reconhecimento que definiu minha regra crucial quando me deparar com livros desse gênero: se você não curte quem escreveu, não gaste dinheiro e tempo.

 

Não entrarei em detalhes sobre o livro porque percebi que não consigo pensar no aspecto resenha-de-livro-manda-sinopse-e-parágrafo-de-comentário. Isso é um ponto de mudança daqui para frente. Não que eu fizesse isso antes, mas, sério, isso me deixa de testa quente. Sou incapaz de não me aprofundar e, nesse caso, seria um desrespeito só mandar a sinopse. É sim uma biografia linda e cheirosa. Que me fez ler com gosto, além de compreender essa necessidade de ter afinidade com quem escreve esse gênero. Se eu não conhecesse a Sara, não sentiria metade do que senti.

 

Sendo bem breve, Sara Bareilles é cantora e compositora em grande parte do seu tempo. Porém, sua existência e seu trabalho vão muito além disso. Ela é uma rara serumaninha que quer sempre tocar a vida das pessoas e essa é uma das grandes menções desse livro. Tudo que ela faz tem uma intenção e essa intenção visa mover algum tipo de mudança. Acalentar um coração perdido. Estimular. Posso até arriscar o empoderar porque me senti empoderada várias vezes ao longo da leitura.

 

Sounds Like Me se divide entre alguns fragmentos da vida e da carreira de Sara. Cada capítulo recebe um título de uma música, que serve de aquecimento sobre o que ocorrerá assim que você virar a página. De início, ela pincela a infância e a adolescência, que cimentam o caminho rumo à sua vocação: ser musicista. Depois dessa introdução, o percurso segue com as primeiras experiências com gravadoras até alcançar seu auge na adaptação de Waitress para a Broadway.

 

É bom vocês saberem que a biografia não se trata apenas do recontar de um sonho que deu certo. Há muitas passagens intimistas, como os problemas de autoimagem e a treta externa e interna de Sara em não querer ser apenas um produto nesse ramo extremamente competitivo. Há trechos de enfrentamento de adversidades para, assim, a artista conquistar seu lugar ao Sol.

 

Há fotos bem bonitinhas, se querem saber. Inclusive, não tem como não querer lê-lo ao mesmo tempo em que se escuta as canções escolhidas por Bareilles para ilustrar os capítulos. Dá um embalo que gera inspiração e reflexão.

 

E tem a parte das cartas que ela escreveu para si mesma. Suei pelos olhos.

 

O ano de publicação de Sounds Like Me é 2015 e isso não faz a menor diferença. A diferença real aqui é o quanto esse livro teve a capacidade de me mover. Igual ao que ocorre quando escuto qualquer música da Sara. Não sou tão fangirl quanto minha Person, admiro o trabalho e aprecio sempre quando posso. Porém, ao ler a biografia, me senti como a maior fanzoca do condado. Isso também não é tão relevante, pois, como disse, Bareilles se saiu como uma voz amiga e ela me impulsionou ao caminho da minha reivindicação. Alá o universo causando!

 

Essa biografia me fez sentir que Sara sempre esteve na minha vida. Como ter um café da manhã combinado todos os dias com ela e minha presença só servir para ouvi-la. Seus relatos trazem esse fator íntimo. Fiquei chocada, pois, normalmente, esse gênero não me deixa feliz. E terminei essa missão feliz demais. Foi uma autodescoberta, especialmente sobre quem escreveu. Literalmente, tenho um novo olhar sobre essa mulher. E que mulher incrível!

 

Além da mensagem empurrada pelo universo em forma dessa biografia, descobri que Sara e eu temos pontos similares. O maior de todos, obviamente, é a escrita e o como usar esse fator para contar histórias relevantes. É aqui que o título faz jus a sua autora. A artista sempre batalhou para soar como ela mesma, um impasse para quem é iniciante no mundo musical. Afinal, muitos precisam se adaptar ao mercado para ser rentável e ainda sim não é garantia de sucesso.

 

Em Love Song, ela reconta sobre o início da sua carreira e a “petulância” em não querer escrever uma música de amor para sair do limbo. Nasceu um hino, com sentidos dúbios que nunca remetem a verdade por detrás da letra. Mas, essa é uma letra que passei a tratar como de reivindicação. A mensagem de que, independente, é melhor seguir seu instinto e, acima de tudo, ser verdadeira.

 

Apesar da relutância, foi muito triste chegar ao final da leitura. Senti-me sozinha, mas engatada criativamente. Fiquei menos de 2 semanas na companhia de uma voz amiga que se reproduzia na minha mente. Foi reconfortante tê-la ali, imaginariamente ao meu lado, depois de tanto receio em dar meu novo start.

 

Sou um tanto difícil em dizer que algo (e alguém) é maravilhoso na caruda. Sempre tenho aquela fila de poréns e, quando me dou por mim, nem cheguei ao maravilhoso. Para quebrar paradigmas, aqui está uma leitura maravilhosa. Nada fútil, compassada, organizada no objetivo de transmitir vários mottos da própria Sara. Meus capítulos favoritos são Love Song e Brave por motivos de escrita. Foi com esses dois arcos que dei de cara com o receio de ter um botão apertado.

 

Botão apertado: a escrita

 

Letra - She used to be mine

E o botão foi apertado com extremo sucesso.

 

Sara conta em seu livro que escrever é algo íntimo. Ela compõe as músicas para que soem como uma conversa entre ela e quem ouve. Um toque especial que se refletiu em Sounds Like Me.

 

Uma de suas maiores dificuldades foi a coautoria. Ela se encontrou na beira de um rio de receios, algo que também cabe quando a própria sofreu julgamentos no início da carreira. Cada feedback ganhava o peso de um elefante que conseguia colocar seu talento em cheque. Há muito mais, com certeza, Love Song é um capítulo completo sobre esse quesito.

 

Inclusive, foi esse o capítulo que me deu vários tapas na cara. Um literal: vamos reagir? Ao lê-lo, tomei o lembrete de que abria mão de muitas coisas e, de novo, lá estava a escrita. Nisso, voltei ao capítulo que vocês conhecem, a da querida editora. Para derrubar esse empecilho eterno, só mesmo abrindo qualquer editor de texto ou pegando um caderninho e mandar bala. Algo que Sara seguiu fazendo apesar de ter escutado que deveria ser mais pop e etc., etc., etc..

 

A partir do momento que você escreve algo verdadeiro e que vem do coração, a última coisa que se deseja é que alguém invada esse espaço e seja troll. É uma regra: meio mundo que faz da escrita uma âncora tem que sofrer com trollador. No caso da Sara, foi o business propriamente dito. Ela nunca intentou ser menos que sua música. Além disso, ela não queria mudar para atender uma expectativa da gravadora, pois isso a empurraria a ser outra pessoa. E essa outra pessoa se refletiria em suas canções, o que aniquilaria a sua verdade. Nada melhor que soar como você mesma, a melhor moral que dou para essa biografia com base no título.

 

A dificuldade dela em se encaixar em um gênero musical me fez lembrar dessa santa casa chamada Random Girl. Desde o primeiro momento que sentei para montar essa casinha, não tinha a menor ideia do que ela se transformaria. O único ponto que tinha muito esclarecido em minha mente é que não queria ser só mais uma pessoa escrevendo. Fato que me fez notar o quanto meu processo de escrita é muito igual ao de Bareilles. Partimos de experiências que se transformam em histórias. Vejam só o tamanho desse texto, gente, e tirem suas próprias conclusões!

 

Uma escrita sensível e genuína tende a me custar um bocado de tempo porque eu preciso de transparência. Preciso me transferir para as palavras e sempre me interrompo quando isso não está acontecendo. Preciso sentir a verdade em cada linha escrita. Preciso de intenção porque parto do escrever para fazer a diferença. Bem, foi exatamente por isso que rolou o tapete do flop na minha relação com o jornalismo, vejam bem.

 

I am a creature of habit and I live most comfortably inside intimate writing. I write songs about the nuance and minutiae of the heart’s condition, and when I imagine sharing those songs it feels like a conversation between my listeners and me.

 

Sara queria projetar conversas em suas músicas e eu tento fazer basicamente o mesmo. Gosto de criar histórias sobre quase tudo desde que haja significado. Pode ser uma inspiração oriunda de um livro, de um filme ou de uma música.

 

A carreira dela começou de pequenas em pequenas performances até chegar aonde está hoje. Carregando uma bagagem de muita verdade. Longe de mim almejar o mesmo caminho, até porque não sou destinada a fazê-lo, mas é fato que esse trecho da trajetória dela me fez pensar em tudo que botei um pouco de esforço até aqui. Vi-me pensando no quanto seria injusto deixar os tempos ruins me emperrarem de vez. Deixar simplesmente de mão tudo que criei e que mantive por conta.

 

Pelo papo de escrita, obviamente que Sounds Like Me me moveu demais. Em me sentia inspirada após o virar de cada página e isso se tornou gasolina no meu sistema. Na época, estava completamente empacada. Por mais que tivesse ideias do que fazer em seguida, eu não via o como começar. Parecia que tinha desaprendido o processo, sabem? Ao aprofundar da leitura, tudo que pensei foi no projeto de reconquista que iniciei no ano passado, que durou uma semana porque depois me rendi a minha quebra emocional. Por isso que batizei este ano como da regeneração e Sara foi o chute para que eu começasse a correr atrás desse processo.

 

Tudo começou com meu diário. A partir daí, me vi fazendo coisas das quais queria e que havia postergado por não me sentir encorajada e boa o bastante.

 

Meu reinício não teve uma ordem, mas sabia que queria uma reconexão com tudo que tinha em mãos. Aos poucos, fui entendendo porque esse livro me chamava. Era um chamado para que eu reagisse. Foi um chamado com palavras sutis, engraçadas, tocantes. Sara me aconselhou nesse início de processo e, quando a leitura chegou ao fim, não senti o típico vazio. Daqueles de ficar na bad e se lamuriar por todas as coisas da vida. Senti que enxerguei o vazio e o que fazer com ele.

 

Cada passagem trouxe uma pincelada positiva em meu universo. Por ainda estar fechada à época, sei que não haveria o mesmo tipo de troca se estivesse frente a frente com alguém. Eu precisava desse momento introspectivo, e que ainda ando tendo aos baldes enquanto trabalho nas minhas vontades e nos meus projetos.

 

Esse livro foi a primeira luz no meu 2017, que reacendeu a força que eu não sabia que ainda existia em mim. Especialmente quando converso sobre criatividade e escrita, meus dois motores que falam muito mais por mim que qualquer outra coisa.

 

Sara se tornou minha melhor amiga por semanas. Uma conselheira que cobrou ação para começar a preencher esse vazio. Aos poucos, sigo pintando esse vácuo e cheguei à conclusão de que não era um vácuo ruim, mas cheio de possibilidades.

 

Livros, como o da Sara, têm sido minha prioridade para reencontrar o melhor de mim. Agora, posso dizer com certa propriedade que meu projeto de regeneração se alimenta de inspiração. E é muito bom ter esse tipo de reconhecimento.

 

Eu tinha me esquecido dessa importância de fazer para tocar vidas e não fazer porque eu preciso ou porque qualquer coisa aí serve. Sempre me senti um tanto menor por não seguir o fluxo da minha ex-turma de jornalismo, por exemplo, mas sempre me recusei a ser mais uma na maré. Sara me relembrou que dá sim para ser fiel a quem sou e, de quebra, fazer um bom trabalho. E isso rebate em tudo o que eu faço, até um bolo que tem que ser feito se eu estiver inspirada, é sério.

 

Concluindo

 

Sara Bareilles - Billboard Photoshoot

 

If you lose sight of what is at the center of it all, you run the risk of losing yourself completely.

 

Não se engane porque Sounds Like Me não soa como autoajuda. Repetindo: biografias refletem no seu conhecimento e na sua afinidade com quem escreveu.

 

Sara entregou a sua verdade nessa autobiografia. Ela realmente carrega essa ideia de exercer seu trabalho com amor e não porque precisa de um tipo de buzz para ter uma carreira. Seu livro é uma jornada muito além da música. O divórcio dos pais, o bullying pela aparência na escola, o relacionamento fracassado, os passos rumo ao sonho… Trechos de uma vida que viram/viraram música.

 

Pelo pouco que acompanho, Sara sempre acarreta algo potente que toca várias vidas de uma vez só. Esse é um tipo de relação que igualmente me alimenta e que tinha me esquecido – meramente porque parei de falar com as pessoas também.

 

Acredito que arte salva vidas e esse livro salvou um bom pedaço de mim. Meu valor estava no tártaro e me ver desbloqueando esse meu dom de escrita, pouco a pouco, é tudo culpa de uma pessoa chamada Sara Bareilles. Aff, sou muito agradecida por minha Person ter me confiado um de seus bens mais preciosos.

 

Sounds Like Me: My Life (So Far) in Song manda a mensagem de você soar como você é. Sem mudanças, sem atropelos. É um pedido para que sejamos verdadeiros tanto com quem somos e com quem queremos ser. É uma leitura de propósito sobre pequenas e grandes conquistas de um alguém que também não se achava boa, bonita, inteligente o bastante. Nessas tretas interiores e exteriores que Sara decidiu ser fiel a si e as suas emoções. E acreditem em mim quando digo que essa é uma das melhores maneiras de seguir a vida.

 

Bareilles quer que seus leitores sejam bravos e que persigam seus sonhos. Esse é seu trabalho aqui e que tem sido realizado com extremo sucesso.

 

Essa autobiografia só existe em inglês no momento. Fiz pesquisas, mas nem sinal de publicação por aqui. Independente, prometo que vale muito o investimento. Especialmente se você aprecia Sara Bareilles, e nem precisa se fazer de íntima.

Stefs
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