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08/jan

Em nome do amor e da justiça (porque sigo firme no mood Sailor Moon), chego aqui com o post que anunciará o tema deste ano.

 

(e este texto tem mais algumas explicações que prometi dias atrás).

 

Como já contei neste site, uma das grandes batalhas da minha pessoa no ano passado foi tentar recuperar a rotina de postagens. Ato que se desenvolveu um tanto mais truncado porque arrumei um emprego no exato instante em que decidi retomar o conteúdo desta casinha. A partir daí, passei por várias fases de adaptação de horário e foi um tanto bizarro ser vencida por vários deles. Não nego que foi de um estresse tremendo olhar para o cronograma e não conseguir completá-lo como antes. Ficava me perguntando o que diabos acontecia sendo que nunca tive esse problema por já ter lidado com a experiência de conciliar trabalho e projetos pessoais.

 

Quando dei por mim, estava descontrolada. A cada dia que passava me vi acordando mais cedo que o dito normal e ainda sim não conseguia dar continuidade a vários processos. Posso culpar a idade, dizem que os 30 roubam energia, ou o grande fantasma chamado compromisso. Nesse último caso, o compromisso existia, mas, conforme fracassava, notei que não havia a euforia da entrega completa quando sentava para me dedicar às postagens. Eu preferia dormir a atualizar este espaço. Algo que tratei como gravíssimo porque me vi inclinada a deixar um projeto de mão.

 

De quebra, sem emoção eu não me concentrava. Não tinha intenção alguma. E vocês sabem que tudo que produzo precisa ter um ponto de vista e uma dose exacerbada de sentimentos. É o que traz um tanto de verdade ao meu trabalho e comecei a sentir falta disso também.

 

Em suma, estava sem inspiração. Havia uns posts prontinhos a serem postados, mas… Essa confusão me fez cogitar uma ideia famosíssima em meu escritório: fechar o site de vez. Mas como poderia sem dar uma nova chance? Isso também foi foco de angústia.

 

Quando vejo que alguma coisa não flui, largo. Sem dores. Sem dramas. O site ficou meio largado, não nego, mas, apesar dessa trava, a reconexão com este projeto desvaneceu a coragem de mandá-lo para o limbo. Dessa forma, parti para o modo mais prático (e que parece que virou costume e nem é isso): parar com a tentativa de atualizar tudo freneticamente.

 

As postagens mais recentes foram feitas em instantes aleatórios. Renovaram meu espírito. Reavivaram a euforia de estar aqui. Vi-me contente, mesmo sem ainda cumprir o cronograma estabelecido, nem que fosse com um texto por semana. Por ter deixado meus projetos de lado por meses, retornar para cada um não foi fácil. Porém, foi lindo!

 

Vi-me travada. Enferrujada demais da conta. Nisso, percebi que o problema não eram os horários, mas o fato de que eu mudei. Eu evoluí. Em efeito disso, minha obrigação para seguir foi rever as prioridades.

 

Ao longo dos meses passados, alguns posts pipocaram aqui. Queria ao menos deixar algumas palavras registradas sobre meu período de regeneração e me vi feliz à beça ao dar voz novamente às conversas mais pessoais. Retomei o ritmo parcamente, vários dias brigando com o despertador, mas, quando decidi parar de novo com as atualizações em novembro, me dispus a rever o que tinha à mesa.

 

Revisitei o conteúdo à procura do estalido que me impulsionaria a cumprir o cronograma. Houve descobertas magníficas, mas a mais importante delas é com relação às resenhas (que comentei no post de boas-vindas quem fica e quem sai). Foi um tratamento de choque para aceitar que elas teriam que ir. Pelo bem da minha saúde e do conteúdo desta casinha.

 

O grande ponto positivo de ter me distanciado dos conteúdos é que, quando retornei a eles, comecei um ato automático chamado peneiragem. Não tenho interesse em ver a série que todo mundo vê (ao menos não no mesmo ínterim de tempo que se fala sobre). Também não preciso ter essa missão de ler um livro por semana. É cansativo. Não se absorve o conteúdo. E parece que você não aproveita o que tem em mãos. Aqui está a regra do menos é mais de novo.

 

As resenhas de série não eram mais proveitosas. Viraram martírio e a culpa não é minha, mas dos roteiristas que não mudam a conversa. Quando esse período recomeçou, fiquei feliz porque tiraria o site da inércia. Em contrapartida, percebi o quanto estava nem um pouco empolgada e o quanto soava repetitiva. Fatores que engrossaram meu desânimo. De uma hora para a outra, o universo parece que me ouviu ao apurar meu incômodo. Além de me entregar várias finalizações do ano passado pra cá, me fez ver que não tenho a “obrigação” de gastar energia com o que não me deixa contente. É pedir para ficar estressada.

 

The Originals não me fazia feliz e tive que largá-la (e não tenho a menor intenção de resenhar a temporada final e par romântico para a Hope my ass!). O mesmo vale para How to Get Away with Murder que agradeço por não ter continuado devido ao quanto essa nova temporada está sem pé e nem cabeça e se apoia em situações regadas de gatilhos que me cheiram a desespero em polemizar. Chicago Med também, junto com Chicago P.D., em que a primeira me entregou um desserviço com personagens femininas e a outra protege um assediador que segue normalmente com seu trabalho. Quem aguenta isso? Eu mesma que não!

 

Abrir mão desse combo de séries me deixou aliviada, mas não nego que fiquei um bocado triste. Eu explorei vários tipos de escrita por meio das resenhas e conheci pessoas especiais. Foi a primeira vez que senti que fazia algo certo com a minha escrita. Gosto de terminar o que começo, outro ponto da minha personalidade que precisa de um chacoalhão de vez em quando, mas precisava deixá-las ir. Ao me convencer disso, tive aval mental para sair da caixinha. Encontrei minha zona de respiro e meus neurônios agradeceram por essa oxigenação.

 

Daí, entremos na promessa de se retornar às origens. Algo que estalou quando, finalmente, larguei de mão todo o conteúdo que me engessava.

 

O ano da Random Girl

 

Para quem não se recorda, o Hey, Random Girl foi criado quando eu estava em fins do curso de jornalismo. Curso esse que não me apetecia, especialmente porque eu escrevia sobre assuntos que não me agregavam. Não me estimulavam criativamente, o que me impulsionou a criar um ateliê pessoal. Este site, outrora blog, nasceu com o intento de ser um espaço intimista que explora assuntos inspiradores. As resenhas vieram do nada, um tempinho depois da “fundação” desta casinha, e tentei ao máximo torná-las pertinentes (e espero ter honrado esse período).

 

Ao decidir abandonar as resenhas semanais, vi a famigerada luz no fim do túnel para não matar este projeto de vez. Aceitar que esse trabalhinho estaria de fora me abriu um leque de possibilidades. Deu-me um novo fôlego. Ajudou-me a reorganizar este ambiente.

 

O resultado? Encontrei meu estalo de energia e é aqui que entra o tema de 2018: o ano da Garota Aleatória. É, eu menti dizendo que esse insight não seria a inspiração da vez, mas foi meramente para manter um tipo de suspense. Que gracinha eu sou!

 

Garota Aleatória é o nome deste site, o que significa que revisitarei, na medida do possível, todos os temas que passaram por aqui.

 

Tradução: iniciaremos a Origem como na saga de super-heroínas!

 

Basicamente: como uma Garota Chorona se transforma em Guerreira?

 

Caso também não se lembrem, não uso a tradução literal de Garota Aleatória. Aqui, não há essa de “garota qualquer”, mas sim de garotas multifacetadas. Com várias nuances e gostos que as tornam interessantemente divergentes. São meninas e mulheres que dão voz aos seus pensamentos. Que sabem que seu ponto forte é o que as fazem diferentes. Que não têm medo de expor o que há de mais maravilhoso de acordo com sua própria visão do mundo.

 

Como disse em 2016, nada mais sensato que vestirmos nossa capa diariamente. Essa é a hora. Nada de adiamentos. Somos nossas paixões. Somos o que emitimos ao mundo.

 

Será um ano que, além da intenção central, englobará os seguintes subtemas: Encontre sua inspiração, ExcelsiorManifesto Aleatório, Vista sua Capa e Onde você investe seu amor, você investe sua vida. Um atlas que terá em seu topo o nome Celebre a si mesma!

 

Se eu posso chamar isso de uma nova Random Girl? Talvez. Meio a meio porque não intento fugir do que este site sempre foi. O que eu preciso mesmo é me manter de vez na jornada de equilibrista porque tenho outros projetos para tocar mais um trabalho para me manter. Queria um vira-tempo, mas uma hora acertarei o compasso. Vamos acompanhar!

 

Este cantinho foi um dos maiores aprendizados da minha vida. Aqui, tive várias redescobertas. Ter testemunhado no que este projeto sem compromissos se transformou me deixa extasiada. E eu só pude ter a noção dessa magnitude quando o revisei ano a ano. Antes tarde do que nunca, percebi o quanto minhas prioridades se alteraram conforme a ordem natural de cada época. É bom demais estar de volta e com vocês.

 

Espero que voemos juntos em 2018!

 

Obrigada pela companhia e que este ano seja incrível para nós.

Stefs
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