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16/jan

Hoje trago para vocês o retorno da minha coluninha mais pessoal e que batizei de Pessoalidades. O clima do Random Girl é de sair da órbita e tracejar caminho rumo à evolução. Uma ideia que tem rendido várias experiências, como vocês podem ler abaixo sobre meu início de amadurecimento emocional. É, algumas coisas ocorrem tarde, mas melhor que nunca.

 

É realmente bizarro quando você dá de cara com uma mensagem que resume praticamente muitas coisas das quais você viveu ou vive em determinado instante. Em dezembro do ano passado, rolou um encontro do I Am That Girl (excelente, a propósito) e uma das coisas que disse sem um pingo de dor no coração é que eu não estava na bad. Com isso, não sabia muito bem o que trazer à mesa com base no tema do mês (que foi Kriptonita). Não me referia a uma bad econômica, amorosa e afins, pois a maioria das bads me envolve exclusivamente. Em outras palavras, vivo no ringue de eu vs. eu, um duelo que não tinha hora para acabar. Há pausas, mas a luta existe sempre.

 

Tal anuncio foi extremamente aterrorizante de entoar em voz alta. Sou dessas pessoas que sente um receio tremendo de admitir uma coisa boa por medo de ver a casa ruir completamente.

 

Sabem quando você tem medo de contar algo bom por achar que abrirá uma grande brecha para um grande caos? Ou que alguém “roube” essa alegria? Ou aquela sensação de que o universo é testemunha e, por isso, não se pode dar motivo para deixá-lo ver que você está feliz? Porque, se souber, você será sabotada em seguida? É mais ou menos isso que ocorre comigo. É mais ou menos isso que penso, abrindo a boca várias vezes, na tentativa de dizer que estou bem. Sem drama algum.

 

Sabem o papo de preservar energia? Aqui também cabe. Principalmente na hora de omitir projetos. A última “autopreservação” que fiz se relacionou ao meu emprego atual. Só contei para poucos e abri para o mundo quando a minha carteira estava registrada. Contenção de riscos contra a bad!

 

Desde que arrumei um emprego, as coisas começaram a voltar ao seu devido eixo. Era uma das coisas que mais queria desde 2015 e só no meio de 2017 o desespero – agora sendo redundante – deixou de ser desesperador. Não é o trabalho dos sonhos – algo que já considero como mito –, mas é o bastante para me dar o que não vinha tendo nos últimos dois anos: liberdade monetária. Como vivo dizendo, o jornalismo segue cada vez mais morto e as oportunidades dessa área estão cada vez mais vergonhosas.

 

Até aí tudo bem. Normal. Mas e o dinheiro?

 

Apesar de ter embasamento sobre os entraves em torno do meu desemprego passado, ainda não sei qual parte desse contexto mais me afundou com a Samara. Tudo rolou de uma vez só. Formando uma bola de neve. Mas o dinheiro sempre estava ali no topo das causas da minha bad tão quanto a imensa vergonha de não ter o ganha pão. De qualquer forma, eu simplesmente me entreguei ao meu caos interior.

 

Nesse redemoinho, um dos pontos que mais me retraiu ao longo de 2016 foi a falta de independência. E isso inclui a financeira. No geral, não gosto de depender de ninguém e pedir grana para fazer isso e aquilo (ainda mais para minha mãe) me deixava nos nervos. Aliás, passar tudo no cartão que eu não pagava também cabe nessa situação porque, bem, eu estava desempregada. Uma situação que sempre me leva aos meus 16 anos, uma época em que minha vida mudou drasticamente.

 

Certas coisas você toma gosto na vida e uma delas é dinheiro (vai me dizer que não é bom olhar seu saldo positivo na conta corrente?). Feliz ou infelizmente, dinheiro é importante sim e meu conceito sobre essa importância vem justamente dessa palavrinha mágica: liberdade. É bom tê-la de volta.

 

Popularmente, seria chamada de pessoa mão de vaca, mas as intempéries da vida me fizeram aprender a dar valor a cada centavo que entra na minha conta. E senti falta de cada centavo que juntei em 2014 para ficar de boa e para repensar minha vida. Para vocês terem ideia, uma compra de R$ 200 de livros me deixa apavorada, como se eu fosse ficar endividada para o resto da minha vida. Mas esse não é o tema de hoje, então, voltemos ao ponto em que consegui um emprego.

 

A conquista do emprego tirou o peso de uma bad, que era intermitente, dos meus ombros. Do meu coração. Da minha mente. Vale até dizer que fiquei com medo de ser demitida porque rolou vários contratempos. Os dois primeiros meses foram regados de desânimo, mas consegui encandecer a luz dentro de mim ao me impor diante de um impasse que poderia se tornar um elefante. Uma luz que também usei para não deixar a insegurança com a minha escrita penetrar de novo na minha vida.

 

Esses foram poucos passos que eu dei ao longo de 2017, mas que abriram espaço para a reflexão de muitas coisas. A maioria delas sobre mim, a pessoa que acreditava que amava uma tal de bad (isso mesmo, acreditava, no passado). Ao me permitir lidar com novas pessoas, conhecer novos ambientes, me aventurar por conta, descobri que ter minha própria companhia não é horrível. Ela é incrível se eu assim quiser. Se eu assim tornar esse encontro o mais saudável possível.

 

E uma dessas redescobertas é representada pelo poder do “não”. Cansei de custar meu bem-estar em nome de outras pessoas. É um processo em andamento e que tem rendido ótimos resultados até então. Tudo começou com essa de se impor. De se negar a fazer o que fulano acha que “seria ideal”. De se negar a deixar pensamento negativo dizimar um talento que você sabe que domina.

 

Evoluções.

 

A última vez que me impus foi ao passar um texto na frente ao que meu antigo chefe fizera, em outro emprego. No atual, deixei claro que não gosto de ninguém decidindo por mim. Nem muito menos sou a pessoa que abraça uma quantidade insana de trabalho, ato que algumas pessoas cedem para “mostrar serviço”. Dá alívio quando você bota todos os pingos nos is porque algumas pessoas não sabem respeitar limites. E você tem que mostrar o poder da sua cerquinha pessoal.

 

Até porque eu não suporto quando definem o que supostamente posso fazer. Quando a conversa é construtiva, como sobre a escrita, por exemplo, sempre estou pronta. Mas decidir por mim? Não.

 

Foi esse ato de rebeldia-de-uma-proletariada-recente que rendeu a impressão de que eu seria demitida. A mesma sensação se aplicou diante de um estresse gerado pelo cliente, os dois meses conturbados, que picotou todo um texto por uma “questão de gosto” (e se a pessoa em questão escrevesse bem, ok, mas não é o caso). O “não” é uma palavra poderosa e é normal sentir medo de dizê-la. Negar-se nos coloca naquelas categorias típicas, como a da chata. A chata que resmunga.

 

Quando você se nega a fazer um trabalho é porque você está com preguiça. Não é nunca pela honestidade de que você não tem interesse na proposta.

 

“Não” pode ter seu teor negativo, especialmente porque funciona como uma navalha. A pessoa do outro lado do discurso se sente atacada porque, geralmente, espera o comportamento padrão: sim, senhora! Eu senti sim medo de ser enxotada. Matutei se não tinha falado demais. Sofri no caminho para casa. No fim, concluí: pior seria se tivesse abraçado a causa. Eu seria infiel comigo mesma.

 

O que abriria brecha para outro tipo de bad.

 

Esses pequenos atos de imposição me fizeram refletir. Dizer o que sinto me deu a sensação de que perderia tudo, mas não me vi abatida por ter negado. Senti-me poderosa. Afinal, eu não me permiti navegar na cilada de autodepreciação para acatar alguém ou algo que não me apetecia. Se tivesse dito “sim”, muito provavelmente estaria infeliz. Outra evolução importante porque, sem dúvidas, eu teria deixado esse veneno entrar. Teria ficado calada quando queriam me sobrecarregar. Em ambos os casos, dormi satisfeita comigo mesma e está aí uma coisa que quero para sempre.

 

Depois desse vendaval do início da minha não tão mais nova experiência profissional, que pareceu testar minha fraquíssima resiliência (porque meu processo de regeneração foi interrompido no meio e fiquei totalmente desnorteada), me senti confortável na minha própria pele. E isso tem refletido em vários pontos, como minha autoestima. É uma nova experiência como um todo.

 

Lá, as pessoas ao meu redor inspiram certa comunhão, o que torna o ambiente saudável. O que tornou meu posicionamento ainda mais confiante. Pontos influenciadores visto que só trabalhei em lugares em que não havia um só ser humano pronto para puxar tapetes ou para sobreviver por meio de fofocas ou para tornar um “não” em uma catástrofe. Vale uma ressalva às mulheres da onde eu trabalho. Elas me deixam segura para exercer minhas tarefas.

 

É bizarro falar que tenho agora muitas coisas das quais não tive em outros empregos e que isso tem contribuído demais para o que comecei a chamar de amadurecimento emocional. Agi como jamais pensei que agiria (e venho agindo). Partes significativas que contribuíram para interromper a corriqueira bad. Se eu for calcular, a última bad que tive foi realmente nessa fase de dois meses.

 

Talvez, posso reafirmar uma das minhas crenças que é a atração. Uma vez que você está no seu centro, é quase impossível não atrair pessoas e coisas boas. Não me sinto amedrontada. Nem meu valor está comprometido. Parece que, finalmente, me convenci de que nesta vida sou eu por eu mesma e que tudo que vier ao meu caminho será sinal de que alguma coisa estou fazendo certo.

 

E essas coisas maravilhosas continuaram a acontecer e, como disse, dá medo de perder isso. Principalmente porque as coisas ruins suprimem as boas muito rapidamente. Roubam em um relance. Capaz que o universo leia este texto e diga: está na hora de testar esse muro contra a bad.

 

Não se preocupem porque isso ocorreu. Na véspera de Natal.

 

O que calha em outro ponderamento constante por eu me sentir bem comigo mesma nesses últimos meses: quando e como serei abordada para botar meu conforto emocional à prova?

 

Como disse, isso aconteceu. Na véspera de Natal. A treta de rotina com mamãe.

 

E o que uma coisa tem a ver com a outra? Penso que é o marco do início da minha saga chamada amadurecimento emocional. Hoje, tento me esclarecer cada vez mais quanto à decisão de não querer a bad. Enfrento-a, desde que seja por um evento totalmente fora do meu controle. Ou porque preciso reanalisar algum ponto da minha vida. Ou porque meu mental está tão exausto que preciso curtir um instante em humor amuado. É uma evolução gradual que penso que batalhei inconscientemente por anos para iniciar. Agora, reflito muito mais sobre deixar ou não o que é nocivo entrar. Pelo que vale a pena ficar na bad sendo que posso apenas seguir o baile.

 

A minha magia tem sido o “não”. Aprendi, e tenho aprendido, que não quero que coisas ruins entrem apesar dos pensamentos negativos serem furtivos e me pegarem de jeito. Não quero a bagunça emocional, embora esse fator não seja um apito que a gente controla o tom. Tenho mantras e faço atividades para não perder o foco. Além disso, passei a cultivar o que há de positivo em meu entorno e em tudo que tenho feito no transcorrer dos meus dias.

 

QuoteÀs vezes, você passa por algo e machuca e você não sabe se as coisas ficarão bem novamente. Mas então os dias passam e você não sente vontade de chorar e você quer saber o que significa estar bem. Você acha que, talvez, esteja ignorando suas emoções e que elas voltarão do nada. Até que ao dirigir para casa depois do trabalho, cantando junto com o rádio e se perguntando o que haverá no jantar, você percebe que está feliz. Talvez aquela coisa não tenha quebrado você porque você é mais forte do que isso. Talvez você possa sobreviver a qualquer coisa. Talvez você finalmente queira.

 

Essa foi a mensagem que inspirou este post. Dei de cara com ela um dia depois de tretar com a minha mãe. Peneirando os desdobramentos da virada de 2016 para 2017, mais o que vivi no decorrer desses últimos meses, foi um tanto assustador ver que a ação de não estar na bad sofria uma ameaça. E que eu tinha uma escolha. Entrar no furacão ou deixá-lo ir. Depois do atrito, automaticamente esperei o momento de quebra, pois me vi em um déjà-vu de fins 2016. Período em que quebrei e disse coisas horrendas para a mesma pessoa em questão.

 

Dessa vez, houve uma mudança do personagem que herdou o discurso, mas nada disso afugentou o quanto eu não queria me ver embaixo da cama por me sentir culpada sobre o que disse.

 

E, sério, eu senti muita firmeza no que disse a minha mãe. Esse papo de imposição também ensina a você falar quando tem muita convicção do que sente e do que pensa. Não que eu não tenha culpa no processo, pois, na discussão, notei que preciso aprender a ser mais maleável.

 

Se impor também tem seus probleminhas, por assim dizer. É tanto poder em mãos que pode fazer com que você reaja ao calor do momento e diga coisas nem um pouco legais ou construtivas.

 

Eu esperei a minha quebra emocional e parece que ainda espero por esse momento (mas já virei a página). Depois da treta, fiquei vigilante ao meu comportamento e aos meus sentimentos. Apurei os pensamentos negativos vindo à tona. Aguardei, aguardei e aguardei e nada me empurrou para debaixo da cama. Porém, não quer dizer que essa discussão não tenha impregnado. Impregnou sim e tive sonhos que, traduzidos, remeteram ao sentimento de culpa. Uma culpa que não existia.

 

Perdi as contas das vezes em que me senti culpabilizada pelo que disse em demasia e/ou pelo que não disse. Isso, mais centralizado no antro familiar. Ter discussões com a minha mãe não é uma novidade, mas, em final de ano, tudo fica intenso e queremos vomitar tudo que ficou trancado em um ano. Em contrapartida, percebi que ouvia a mesma coisa e não me deixei vencer. O disco arranhado, cujas canções são destinadas a afetar negativamente. Não deixei que essas canções me perpetuassem em mais um encerramento de ciclo.

 

Principalmente porque eu me sentia muito bem e me agarrei demais a esse meu estado de espírito.

 

Decidi que não queria que meu precioso fim de 2017 ecoasse o pesadelo de fins de 2016. Não queria estar nesse throwback e assim o fiz. Não rebobinei nada, deixei um dia de cada vez rolar. Eu queria meu ponto de tranquilidade visto que não disse nada extra que criaria feridas desnecessárias. Pelo mal, o bem ocorreu, e minha mãe precisou ver para crer a fim de comprovar o que eu dissera.

 

Eu bem esperei o instante em que me veria chorando depois da leva de disparates ao som daquela música chamada culpa. Sem intervalos porque remoeria o assunto pelo tempo que fosse necessário. Mas me vi estranhamente firme. Não entrei na bad. E é bizarro demais, não nego. Parece que falta uma parte de você, não sei. Parece que fiz da tristeza um hobby (parafraseando o meme).

 

Não é recente o fato de ter essa consciência de que eu posso sobreviver a muitas coisas, mas nunca dei atenção ao meu emocional e meu mental. Considerando tudo que já me ocorreu, mais 2016 que foi o suprassumo do abandono e do trauma, cobranças que não me apetecem demonstraram não ter influência sobre mim. Não como antes. Às vezes, penso que é uma reação natural porque eu sempre tive a dita necessidade de bancar a fortona. Mas, dessa vez, eu tive que pensar no ano que tive. No quanto terminei grata por tudo que ocorreu. Depois da briga, o que me restou foi esperar uma luz divina iluminar os pensamentos da minha mãe, algo que rolou e ouvi-la admitir isso deixou meu coração mais quentinho. Além disso, me mostrou o quanto evoluí emocionalmente em 2017.

 

universo

 

E.v.o.l.u.ç.ã.o: movimento harmonioso e progressivo. 

 

Uma das definições mais bonitas da palavra evolução vem inspirada no universo. Um movimento harmonioso e progressivo. Uma cronologia. É algo assim muito apaixonante de se pensar.

 

Colocando em palavras terráqueas, e mais particulares, a cronologia vem do movimento que nos empurra rumo à evolução. E evolução tem vários sentidos. No meu caso, seria uma evolução emocional da qual eu jamais pensaria que engatilharia. Não quando a bad era minha primeira opção e que abria caminho para o fundo do poço (o que rolou em fins de 2016).

 

Hoje, relendo e revisando este post, estou muito bem. Acordei junto com os galos, meditei, repeti meus mantras. Tomei um café delicioso e fui trabalhar. Essa é uma cronologia que me foi dada em 2017 e sou grata. Gratíssima por essa porta ter se aberto e me extraído da inércia. Não me sinto mais o astronauta rodopiando, mas um agindo em busca de novas descobertas.

 

É verdade que estamos em constante evolução e penso que o que me faltava (dentre várias outras coisas que ainda preciso buscar e alcançar) era reconhecer que não devo abraçar o cruzeiro. Não quando seu conteúdo está claramente destinado a me agregar em absolutamente nada. Posso escolher ficar bem sem me sentir culpada ou remoer cenários negativos depois de uma discussão. Posso me impor sem medir esses mesmos cenários negativos já que se botar em primeiro lugar é uma missão para toda a vida (e ninguém fará isso por você e é maravilhoso quando você o faz). Não há problema ficar bem depois de uma intempérie. A meu ver, é o início de uma jornada em que você decide suas batalhas – e nem sempre pode dar certo, claro.

 

Obviamente que tudo isso não vem de uma hora para a outra. Eu mesma tive que sofrer primeiro.

 

Posso dizer que estou em uma trajetória à procura do constante amadurecimento emocional. Algo que nunca imaginei que seria tão importante, pois ficar na bad havia se normalizado dentro de mim. Bastava comprar umas comidinhas, se afundar em séries e acreditar que o outro dia seria melhor. Não é errado se dar esse momento. Eu mesma o aprovo. Nem todo dia estamos bem.

 

Às vezes, você precisa sentir a bad para mudar de perspectiva.

 

Eu me encontrei no quote deste post. Reconheço com mais clareza que posso ser mais forte que algumas adversidades tão quanto mais maleável. Nem sempre terei esse poder, mas, se eu tiver chances de me preservar da exaustão desnecessária que aflige meu bem-estar, eu o farei. É minha regra número um de cuidado e demorei um bocado para ter essa conscientização. Antes eu me deixava engolfar. Agora, eu digo “não”, pois não quero mais que bagagens negativas me definam e me deixem mais insatisfeita. Reconhecer esse poder e usá-lo destrói o medo que constantemente existe quando não queremos magoar ninguém ou ser um empecilho, por exemplo. Mas é importante que fale. Você se liberta no processo e não abraça carga desnecessária.

 

Há muito poder no “não”. Você se prioriza e não quer largar essa sensação. Você impõe o seu limite. Dado o “não”, você nota ao seu redor como tudo começa a se direcionar, a se cultivar e assim evoluir. É um processo lento em cima de uma descoberta demorada também, mas não impossível.

 

Imersos na cronologia das nossas vidas, evoluir é uma constante e o “não” se tornou meu fator para esse desenvolvimento e amadurecimento emocional. Um ponto de partida que é diferente para todo mundo. No meu caso, foi o despertar diante de uma sequência de experiências horríveis. Devo dar todos os créditos a esse escudo que não deixou nenhum veneno aleatório entrar desde então. Os que entraram, dei conta de abraçá-los temporariamente para compreendê-los e os deixei partir.

 

Botar-me em primeiro lugar é algo novo e sempre imaginei que seria a base do “sim” (e o “sim” também é um processo). É assustador dizer “não”, mas, feito isso, a bravura estala no teto. É você se dando opinião, cuidando de si, se priorizando. Atos que não são de egoísmo, mas de amor-próprio. Autorrespeito. Autopreservação. E uma vez evoluindo nessa direção, a cronologia da vida trará presentes formidáveis. Além de dificuldades para testar o quanto estamos comprometidos com quem somos e com a nossa própria melhora. E está aí uma meta alcançável para 2018.

 

Nossa existência é única. Precisamos fazê-la valer a pena. Deixar ir o que não presta. Nos ver como realmente somos. No fim, eu não quebrei na véspera de Natal por, talvez, ter um tantinho mais de controle de situações e de emoções (2016 me deu uma surra). 2017 veio com a proposta de ser uma reprise na minha vida. Um reiniciar de jogo mimicando 2016 para que eu combatesse o que deu errado. Eu não queria que 2017 fosse 2016 e lutei para que não o fosse.

 

Impor-me pode ter me dado o conhecimento de que as emoções negativas não me afetam como antes. Dá aquela tremida nas pernas, mas eu ando pensando antes de me deixar naufragar. E eu não fazia isso. Simplesmente ficava nervosa e triste com tudo, e me fechava. Resultado? Muita emoção internalizada, a razão de ter perdido o controle em 2016.

 

Passos de bebês têm sido meu motto também. Como cuidar da minha cama, outrora antro desesperador da bad. O canto do sofrimento. Até ali se transformou em cultivo positivo.

 

É fato que eu posso ter a bad. A questão é como a vivenciarei. Tinha essa de dar 24 horas para meu sofrimento, mas, essas horas, tinham seu próprio poder de se tornarem dias, semanas e meses. 2016 descarrilou dessa maneira, fato.

 

Não posso me esquecer de outros créditos: o meu processo/projeto de regeneração. Para me sentir bem de novo, voltei a cuidar dos meus sites e afins. Ato que me fez rever o por quê de não ter desistido e isso é apenas um exemplo dessa jornada que estabeleci para mim. Por ter sofrido mais que o meu esperado em 2016, deixando tudo de lado, imagino que minha mente tenha amadurecido diante da ideia de se deixar cair. 2017 veio com a face de uma nova chance. Uma chance que, de certa forma, me fortaleceu.

 

E 2018 parece que vem com o desafio de manter a prática do que aprendi em 2017.

 

O que mais me tocou nesse quote foi a parte de que, finalmente, eu posso sobreviver a tudo e que, talvez, eu finalmente queira isso. Sobreviver. Um desejo que me foi tomado em 2016. Apesar do emprego ter aberto portas, foram as experiências que me fizeram ver o quanto a existência é maravilhosa e o quanto a cronologia da minha vida atingiu pontos dos quais eu jamais imaginaria.

 

Como dizer “não”.

 

E, se você encontrar seu ponto de evolução, deixe fluir. Você verá coisa incríveis. Você se sentirá incrível. Você terá experiências das quais nunca imaginou.

Stefs
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