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27/jan

Finalmente episódio 10! Demorei um bocado para saber o que escreveria nesta resenha de Chicago Fire, pois os desdobramentos desta semana me pareceram parados no tempo. O foco se manteve em Bria, que finalmente deu as caras, sendo o único dito diferencial dessa altura da temporada. Nas laterais, vieram Cruz e os avulsos no mais do mesmo e Severide sendo perseguido pelos sempre muito interessados em salvar sua carreira. No geral, nada novo. Apenas uma reciclagem em cima da outra para dizer que rola alguma coisa. Triste, mas não surpresa.

 

O reaparecimento de Bria foi o que supostamente valeu este episódio. Supostamente porque, não sei vocês, não existia mais ligação com essa personagem. Um detalhe que foi aniquilado na semana passada, sendo que foi muito bem criado no 6×08. Podiam ter seguido esse raciocínio, mas não. Ainda sim, pensei que eu ficaria extremamente emocionada com o novo viés dessa storyline, mas me vi querendo que acabasse logo de uma vez. Nem mesmo Dawson fez cócegas no meu coração, pois, o que culminou diante do fim da invisibilidade dessa jovem, foi a saga Louie 2.0.

 

A isca deixada na semana passada foi resolvida tão rápido quanto à solução dada por Tina a fim de assegurar que a adolescente não terminasse no sistema. A jovenzinha aspirante a Louie viverá temporariamente embaixo do teto de Dawsey e gostaria de dizer que estou surpresa, mas nem estou. De duas, uma – ou Bria terminaria morta ou morando com o OTP. Os roteiristas miraram essas duas opções e optaram pela última que era óbvio que rolaria.

 

Tão quanto a morte. A série está realmente em seu auge criativo, só que ao contrário.

 

Honestamente, existia possibilidades para a trama seguir engajando o emocional e a curiosidade caso mirassem para os adolescentes que “preferem” viver nas ruas/abrigos a serem postos no sistema de adoção. Dois itens que careceram de aprofundamento e não deveria. Afinal, esse foi o miolo decisório para Bria fazer a sumida. A falta de atenção nesse quesito anulou a parte do importar, pois não se tratava unicamente do horror de cair nas mãos do serviço social. Tratava-se do por quê de não querer ir.

 

Anularam essa chance de conversa. Resultado que evidenciou o quanto o episódio anterior serviu unicamente para dar todas as supostas respostas que este não deu. No caso, respaldar a decisão de Bria que, tenho certeza, ia além de intentar se manter junto ao pai.

 

Vejam bem: fugir sempre dá uma piorada nas coisas e ela já estava no radar de Tina. O que também evidencia a falta de conflito nessa storyline. Algo que foi entregue na questão dos medicamentos e no estopim da fuga. Depois disso, a trama boiou em alto mar e atracou em uma resolução nem um pouco surpreendente.

 

Chicago Fire - 6x10 - Bria

 

Nessas horas, é possível pontuar com convicção que um enredo não é sobre mostrar, mas de falar também. Bria precisava ter mais voz para vermos, do seu ponto de vista, o quanto sua realidade é ruim. Para nos envolver mais diante das chances dela ser separada do pai. Insights que os roteiristas resolveram por ela na semana passada e detesto quando isso ocorre. Anula desenvolvimento.

 

Falaram sobre a mãe. Entregaram uma tia com a saúde mental destruída e que corroborava com o fato de Bria viver nas ruas porque seria o melhor. Entregaram o desespero do pai diante da ideia de que a filha havia morrido, ou algo assim, enquanto lutava para ficar limpo das drogas. Mas…

 

Como isso de fato a afligia ao ponto de não querer se ver livre do seu único responsável? Ao ponto de ter sumido por tanto tempo? Como Bria aceitou tão fácil viver embaixo do teto de Dawsey? Simplesmente, encontraram a solução em uma carência não capturada antes.

 

Pode ser que a preocupação de Gabby tenha despertado essa necessidade de atenção e de afeto, não sei. Inclusive, de Bria querer ser apenas a adolescente que ela mesma deveria ser. Só que a jovem entrou em cena um tanto confiante sobre o que fazia/queria. Então, fica o questionamento de como esse cenário a impactava de verdade. Essa era a real resposta que eu queria no fim de tudo.

 

Trabalharam na carência emocional de uma adolescente que não conta com um teto seguro há muito tempo. Ok. Um ponto que me faz crer que o que rolou na semana passada serviu para reforçar a preocupação de Gabby. Serviu para injetar justificativas a fim de nortear a paramédica ao encontro dessa jovem e assim culminar de ser seu abrigo temporário. Além disso, para dar tempo de Casey ver o quanto o empenho da esposa é importante e, em seguida, se engajar sem grandes considerações e sem abrir margem para grandes questionamentos.

 

O posicionamento de Bria era tudo que faltava, mas deixaram a personagem e sua história na mão. Essa coisa de dar mais peso a um alguém que ninguém conhece e que se tornou deveras importante do nada para cair na desimportância não choca ninguém. É por isso que digo que não deveriam tê-la tirado da trama na semana passada. Sua presença era essencial para mover tanto o drama quanto o conflito – que esmoreceram desse plot.

 

Obviamente que ficamos sem essas repostas e essas ações. Resta esperar o futuro.

 

Se houvesse foco nas ruas, talvez compreenderíamos melhor porque ela, assim como tantos outros, prefere viver desse jeito a cair no sistema de adoção. Bria sumiu por um episódio inteiro por esse motivo, mas penso que poderiam ter mostrado esse background que sinalizou uma “aceitação” até que ok da adolescente nas quebradas de Chicago. Houve drama sim, no comecinho, mas, ao contrário do início dessa saga, o relacionar padeceu.

 

Por essas e outras que sempre acho engraçado o fato de que Careca Haas e amigos não devem acompanhar o trabalho das outras Chicagos. Não que essas irmãs estejam ótimas, mas CPD ensinou que elo com a vítima se dá com a vítima presente praticamente o tempo inteiro. Vai entender, né?

 

Chicago Fire - 6x10 - Dawsey

Eu amei o recorte dessa cena bonito demais, aff.

 

Por terem achado que o 6×09 foi o suficiente para entregar tudo sobre Bria e para fortalecer os argumentos na hora de Dawsey lidar com Tina, a guarda temporária rolou extremamente rápido e com uma praticidade irreal. O casal já tem histórico de adoção, o que, por vezes, ajuda. Porém, precisaram apurar essa firmeza em lidar com mais um empecilho que sinalizou para Louie. Uma saga passada que colocou o OTP na ponta do penhasco e, nesta semana, houve diferença. Mais da parte de Matt que cedeu sem ser petulante ou sem agir como o magoado por estar de fora.

 

Um papel que Severide se prestou a pagar muito bem. Não entendi essa desfeita, sério.

 

Só que Casey podia ter refutado a ideia. Poderiam ter pesando em outra storyline para Louie ser lembrado. A melhor parte do diálogo dele foi ao pontuar o dito mesmo caminho e fiquei “não me diga?”. Não gosto de treta entre o casal por motivos idiotas, mas torná-los passivos a tudo também não é interessante.

 

Não havia mais intenções nessa história de Bria a não ser acarretar um novo salto Dawsey – o que não deixa de ser bom. O casal se deu bem para se dar mal depois, a regra que nunca sai de moda em Chicago Fire. E é triste porque Gabby está de novo superenvolvida e a maior prova disso foi no primeiro chamado. Imaginem como ela reagirá ao perder mais alguém que ficou sob sua custódia. Tudo que posso dizer é que será um completo pesadelo e ela não merece isso.

 

O lado bom deste episódio vem de novo do fato de impulsionar Casey a ter um comportamento diferente (se é que podemos botar dessa forma). Algo bom, não nego, especialmente porque embasou a conclusão. Gabby e ele finalmente trocaram uma ideia sobre o ocorrido e foi legal o Capitão justificar suas ações. Demonstrou um pouco de maturidade e uma revisão diante do seu comportamento no decorrer da saga Louie. Ele se saiu como o freio de mão que não precisou ser puxado na emergência e espero que isso não ocorra. Exausta demais de qualquer BO para cima do OTP. Sempre a mesma coisa!

 

Casey demonstrou 1% de evolução no que eu chamaria de fim da saga Bria. Ele fez o revés do que foi visto em fins de S4 e é assim que se desenvolve uma caracterização. No caso, foi sutilmente e nem tem como ficar um tantinho satisfeita. Afinal, qualquer brecha em Chicago Fire é motivo para um personagem dar 40 passos de retrocesso. Por agora, podemos ficar contentes.

 

Outros comentários

 

Chicago Fire - 6x10 - Kidd e Severide

 

Eu nem deveria me dar ao trabalho de comentar alguma coisa sobre Severide, mas eu preciso comentar alguma coisa sobre Severide, o injustiçado. Da mesma forma que Dawsey foram mergulhados em um plot reciclado, chegou a hora desse personagem encarar sua repescagem. O que muda é o rosto da pessoa, mas a carga do pai está presente. De novo? É, de novo. Mais um ser querendo salvar a alma do Tenente e sabemos que dará em vários nada.

 

Para piorar, Severide resolveu, assim do nada, notar que Kidd existe. Tudo para amarrar os únicos tipos de história que esse personagem recebe ultimamente. Quando não é mulher só falando de homem ou brigando pelo homem, é homem percebendo que uma mulher é atraente e tudo mais quando se está com outro homem. Aqui, temos o reencontro da história mais famosa dada a esse cidadão: ir atrás de uma mulher inalcançável. Não que Stella seja, mas se tornou ao enfiarem Zach como o second wheel dessa tragédia de subplot.

 

Kidd segue prejudicadíssima em Chicago Fire. Da boa sacada mostrada em sua introdução, um detalhe padrão já que Brett também foi apresentada até que muito bem, a personagem se resume cada vez mais a interesse amoroso. Além disso, a desfiles na série (este item não me incomoda porque Miranda segue sendo um bálsamo para meus olhos). Ela está ali como o pedaço de carne que agora Severide compreende que quer. E desculpem pela colocação imunda, mas é isso que os roteiristas estão transmitindo. É odioso!

 

Um odioso que compete com Brett seguindo o mesmo caminho. Do nada ela chega perto de voltar a ser interesse amoroso de Cruz? Me poupem! Não sei quem está na pior na turma dos avulsos, mas daí penso em Otis e decido que ele tem sido o ser mais mala/supérfluo do momento.

 

Concluindo

 

Este episódio de Chicago Fire veio para resolver o desaparecimento de Bria e para culminar em um resultado – que já vimos antes. Casey aprendeu a lição (é o que aparenta) e Gabby seguiu esperançosa e feliz. A fórmula que, logo menos, se transformará em rasteira e haja paciência.

 

No geral, os desdobramentos desta semana foram de pura apatia. Nada novo. Nada estarrecedor. Só mais um dia em Chicago Fire que remeteu ao famigerado gif do John Travolta.

 

PS: sigo me perguntando sobre a localização dos resgates de valor.

Stefs
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