Menu:
13/jan

Este episódio de Chicago Fire conseguiu ser um pouco Chicago Fire. Apesar dos adendos de sempre, a centralização do trabalho de paramédicos, graças à storyline de Bria, resgatou o típico drama entre um personagem e um caso. Viés que estava completamente inexistente nesta série – e na franquia em âmbito geral. Foi muito bom ter esse gostinho de familiaridade de volta. Deu aquela sensação de que as coisas estavam no lugar. Porém, tal provocação emocional se deu à custa de uma história que já foi vista antes. Mudou-se unicamente o estopim em cena.

 

Não é de hoje que resmungo sobre a falta de storyline para a tríade de Chicago Fire e eis que fomos agraciados com tal iniciativa esta semana. Poderia chamar de milagre, mas a proposta nem é assim tão criativa. Ainda sim foi muito bom revê-los juntos e focados no mesmo assunto. Porém, é frustrante acompanhar o revival de um tipo de capítulo que destruiu Gabby e que os roteiristas meio que deixaram por isso mesmo. Principalmente a parte do lidar, que passou direto, queimando etapas, como se Louie nunca tivesse existido episódios mais tarde. Algo que tem ocorrido com tudo que já a engolfou nesta temporada e é surreal. Ninguém é RoboCop, né?

 

Nem precisou Dawson mencionar Louie para sacar que Bria encaixaria no mesmo viés e resgataria determinadas emoções devido ao seu quadro precário e de abandono. Tiveram até a cara de pau de trazer Tina de novo, ato que reforçou que a meta geral dessa história foi atingir um déjà-vu com resultados nem um pouco surpreendentes. Como Gabby se envolver demais e deixar Casey estressado.

 

Embora tenha sido uma história nada inédita, ela foi esticada da semana passada para esta e funcionou. Gosto quando isso ocorre. Gosto quando desenvolvem um tema no mesmo compasso dos plots menores. Não houve sensação de truncagem, como ocorrido no episódio anterior, o que rendeu uma trama boa de acompanhar. Uma trama em que se permitiu ignorar o irrelevante – como Kidd/Severide e Brett e Antonio.

 

Bria foi o ponto de interesse da vez. Sozinha, ela envolveu, sem a menor dificuldade. A história conquistou seu ritmo crescendo ao desespero da adolescente e não houve um só instante em que não quis abraçá-la. Não teve como não se compadecer, pois, originário de um resgate, pincelaram o mistério dessa personagem em afanar potes de medicamentos na surdina. Um contraposto às jogadas da semana passada que nem sequer tiveram chance de ser memoráveis.

 

Chicago Fire 6x08 - Bria

 

Uma garota de 16 anos que carrega o mundo nas costas. É um tipo de história que, particularmente, não dá errado. A problemática de vício do pai e a proteção da parte dela, comprometida em mantê-los juntos, regou a trama de compaixão. De quebra, trouxe uma Gabby extremamente focada em tornar o mundo dessa garota um tanto melhor. E é aí que sabemos que mora o perigo porque ninguém precisa ser gênio para sacar que a paramédica espiralou devido à lembrança de Louie. Um indicativo de que os roteiristas desenrolarão como ela se sente, mas não boto minha mão no fogo.

 

Afinal, esta temporada tem se apoiado em resoluções fáceis. Por enquanto, a paramédica seguiu seu instinto básico, de agir sem freio para provar um ponto ou para fazer a diferença. E está tudo bem.

 

A premonição de Ramon, dita no 6×07, se concretizou (mais uma vez em nome da existência de Gabriela Dawson) neste episódio. Nada surpreendente, mas, quando os personagens de Fire se envolvem com uma situação que pega para o lado pessoal, os erros tendem a ser diminutos. Na semana passada, erraram feio. Nesta, tomaram vergonha na face. Sinto-me um tico recompensada.

 

Obviamente que Gabby pisaria no acelerador e transformaria essa sua nova história em um furacão. Um furacão que deu gosto de assistir porque o reencontro com Bria surtiu a entrega do background da adolescente e isso serviu para que nos importássemos com a própria. Um tipo de desenvolvimento muito importante e me “choca” quando os roteiristas “se esquecem” dessa fórmula. É uma pitada que tende a salvar um episódio, mesmo que parcamente. Agora, é impossível não pensar aonde essa garota se meteu e no quanto é impossível imaginá-la sendo nociva também.

 

Apesar de Bria ter rendido um bom roteiro, ver Dawson nesse campo minado não me deixou contente. É repeteco e ela merece sempre o melhor. Mas, como há certos males que vão para o bem, é sempre gratificante vê-la envolvida em alguma história pertinente. Com isso, puxar Severide e Casey consigo, algo que ocorreu neste episódio e que me deixou menos rabugenta. Está certo que os motivos não são muito satisfatórios e fiquei de testa quente com as pinceladas de atrito entre Dawsey. Como a adolescente tem a meta de ser um novo Louie, mesmo que temporariamente, e com Gabby já engajada para tirá-la do seu cenário de abandono, já sabemos que o casal será testado muito além da falta de comunicação.

 

E não imagino um grandioso teste.

 

Outros comentários

 

Chicago Fire 6x08 - Gabby

 

Gabby estava maravilhosa neste episódio. Seu envolvimento com quem auxilia ao longo dos chamados tem o poder de entrar embaixo da nossa pele sem a menor dificuldade. E foi exatamente o que ocorreu. Juro que acreditei que Bria seria só mais uma personagem criada à toa, mas ela me atingiu. A cena implacável do resgate do pai me deixou à flor da pele, não apenas pelo desespero da menina, mas por ter mostrado quem anda sendo as grandes estrelas do momento: os paramédicos. Não sei de onde veio a emoção, mas, quando dei por mim, estava com os olhos cheios de lágrimas. Apesar de ter sido uma cena que entregou o pico do dramatismo, pensei no quanto essa profissão é incrível. No quanto as pessoas envolvidas tendem a ser incríveis.

 

(tendem porque a gente sabe que nenhuma profissão é perfeita).

 

E a paramédica foi incrível do começo ao fim deste episódio. Uma mulher impressionante e é um saco essa “imposição” de culpá-la por se envolver demais. Como se nunca tivéssemos visto isso e querem que essa dita malice, que acaba por envolver Severide e Casey, nos deixe irritados. Não é um saco. É bonito esse engajamento – e, como disse, muito perigoso. Em vez de uni-los, como aproveitaram com o avulso Kelly, já querem criar treta ao deixar um de fora. E vão deixar de fora logo quem? Matt Casey, aquele que vai dar uns belos chutes nessa situação.

 

Até enxergar, pelo milagre da Deusa, que não é tão ruim assim.

 

É, vimos o mesmo com Louie!

 

Não sei se Brettonio acabou, mas, se acabou, sou a pessoa mais feliz do universo. Comentei na semana passada o que acho sobre esse shipper, mais empurrado que minha vontade de tentar ser fitness o ano todo. Fiquei com o estômago embrulhado várias vezes com esses encontrinhos, especialmente quando Otis resolveu ser o babacão. E acho sempre engraçado que os homens tendem a ser mais “compreensivos” com os relacionamentos das mulheres enquanto entre mulheres a porta para o slut-shaming fica a um passo de ser aberta. Não me refiro a Gabby, mas a situação de Sylvie com Laura – e eu sempre usarei isso como defesa para não apoiar o “casal”.

 

Até porque descaracterizaram Laura para ela ser a “maldita” que emperra o shipper. Me respeita! Nesse quesito, a turma de Chicago P.D. poderia ter sido mais discreta.

 

Seja como for, essa de discutir o que Brett é ou não capaz de lidar, ugh! Claro que discutiriam esse assunto porque ela é a “bobona” do Batalhão e quem não tem critério. Fico possessa sempre que colocam Cruz e Otis para dizer algo sobre o que a paramédica faz ou deixa de fazer. Nem sei se posso dizer que foi lindíssimo ela se impor e cair fora dessa cilada porque foi o comportamento esperado para diluir os comentários. Plot pobre. Desenvolvimento pobre. Sylvie deserves better.

 

Boden foi lançado para lidar com o cunhado e rendeu o alívio cômico da semana. Sempre bom rever Donna, real e oficial, e acreditei que esse tal de investimento de Julian fosse a maior cilada. Tudo bem que ainda dá tempo de ser, mas, o importante, é que esse núcleo casou com o intento de família, da importância da comunicação e de deixar a pessoa quebrar a cara se for preciso.

 

Concluindo

 

Chicago Fire 6x08 - Dawsey

Foto bonitinha do casalzinho sim!

 

A proposta desta semana cobriu todas as brechas do episódio e foi até que uma iniciativa muito boa. Principalmente quando paramos para pensar sobre todas as tretas Dawsey, em que ambos não conversavam e escolhiam disparar farpas. De novo, houve uma demonstração de diferença entre ambos e isso me deixou contente também. Afinal, para quem empurrava com a barriga, Casey cobrar diálogo me fez gritar internamente. É evolução. Só que claro que os roteiristas precisam colocar as cobranças em prática, né? Conversar, com certeza, como também dar ao casal histórias mais maduras e/ou divertimento rotineiro. Chega de excesso de drama. Não aguento mais!

 

Bria trouxe um viés interessante, salvou uma semana em Chicago Fire, mas eu preferiria ver Dawsey de férias em Acapulco, por exemplo. Vê-los dentro de uma (mesma) nova bolha de estresse é frustrante porque podem investir mais. Mas é viver na nave da Xuxa porque esta série, penso eu, encontrou sua comodidade e assim seguirá. Sad but true!

 

Resmungos de lado, a situação acarretada pelo resgate do 6×07 trouxe instantes pertinentes a Casey e Dawson. O casal amadureceu, é inegável, mas o tenso é que a série em si não dá oportunidade para que vejamos isso. Daí, fica aquele ciclo de intenções não concretizadas – como vê-los realmente conversando. Ele quer diálogo, mas sabe que ela seguirá com o que acredita de qualquer forma – e o porém é que o Capitão fica chatíssimo. Já ela, sabe que precisa compartilhar, mas, ao mesmo tempo, segue para não ouvir conselhos. É nessa mesa de sinuca que começam atritos supérfluos. Nunca fico feliz com treta entre o OTP e, dessa vez, não será diferente.

 

E o que me deixa ainda mais estressada é que a motivação de Gabby faz transparecer que Casey é o cara mais babaca do universo. Como na época de Louie e, agora, por Bria. Matt não curtiu esse instinto de lutar pela adolescente e ela seguirá em frente. É o que ocorre quando se investe na mesma coisa. Afinal, história já vista antes, mesmos comportamentos esperados. Ninguém quer o Capitão sendo mala, mas já está quase lá.

 

Gostei deste episódio, mas ignorando muita coisa. Foi uma semana que se preocupou em montar um plot e assim explorá-lo um pouco mais. Detalhe que me deixou aliviada porque, na hora que o pai ficou perto de morrer, já estava pronta para sangrar pelos dedos. A cena de conclusão me deixou tristíssima, com o abandono dos adolescentes e tudo mais. Vamos ver o que Bria pode trazer mais à tona – e espero que não seja adoção ou abrigo (sinto que é morte). Casey ficará pistola!

 

Vamos acompanhar a sequência deste drama.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • nei tarso

    Estefs ……. Você assiste sempre ? Porque pra comentar precisa realmente assistir todas . Achar boa a atuação daquela ridícula da Gabriela ??? Quem está realmente assistiu pelo menos da 5 temporada até aqui está é de saco cheio dela . Páginas de fãs do face e Twitter comentando a mesma coisa sempre que acaba um episódio .