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24/jan

Em uma linda manhã, a primeira coisa que pensei foi em gratidão. Vi-me inundada por esse sentimento, como se tivesse dormido com um sorriso na cara depois de perceber que nadava em uma piscina de chocolate. Essa é uma palavra que tem perpetuado meus amanheceres ultimamente e que tem mobilizado sensações um tanto quanto indescritíveis em meu ser. Por pensar muito nela, este texto nada mais é que uma reflexão. De quebra, marca o retorno do Manifesto Aleatório – e este é meu momento porque queria demais retomar este projetinho, awn!

 

Gratidão. Como descrevê-la? Não sei, mas o que sei é que essa palavra tem um efeito diferente para cada pessoa. Pensando aqui em meu canto, diria que seria algo semelhante à sensação gostosa de acordar. Como é? Isso mesmo. Ali, me esticando, percebo que tudo que tenho naquele dado momento é o suficiente. Percebo que tudo está em seu devido lugar – o que não necessariamente significa que está tudo sem intempéries, mas o importante é seguir em frente.

 

Leveza também é uma característica que reconheço quando paro para pensar sobre gratidão. Sinto-me leve ao murmurar um agradecimento ao universo pelas conquistas atuais. Sinto-me aliviada, até quando, aparentemente, não há motivo para ser grata.

 

A vida é assim, cheia de altos e baixos. A diferença é, como digo, na maneira como lidamos com esses altos e baixos. O que, de certa forma, tem a ver com gratidão também. Com o ser grato nas épocas em que tudo está difícil ou um horrendo beco sem saída. Período em que se sentir gratificado se torna um tremendo desafio e perdi as contas das vezes que me vi imersa nessa brincadeira. Como em 2016, período em que estava indisponível até para lembrar do meu nome.

 

Gratidão não é um sentimento permanente, assim como tantos outros, pois requer cultivo diário. Porém, reconhecê-lo, antes mesmo do dia começar, indica que tudo está bem. Mesmo que você queira introduzir uma nuance negativa – que nem sempre tem seu controle –, bom, ruim ou mais ou menos, escolher ficar bem é reforçar o compromisso com quem somos. É se dar uma chance e dar chance para que sua trajetória não se perca do elo com a gratidão.

 

Reconhecer que o que você faz/fez é o suficiente para aquele exato momento do seu dia resulta em gratidão por si mesmo. Reconhecer que o que você tem aqui e agora é o suficiente resulta em gratidão pela sua trajetória.

 

Infelizmente, não são todas as pessoas que se sentem gratas ou que se permitem agradecer por tudo que se tem hoje. Agora. Sem receios. Um dia eu fui essa pessoa e minha mãe, às vezes, me chamava de ingrata. Fui deveras ingrata ao longo do crescimento e sempre me espanto quando me dou conta da leveza que vem depois do agradecimento. Depois de reconhecer a gratidão dentro de mim e me ver sorrindo como uma boba. Confesso que é até bonitinho.

 

Entendam o cenário: me vi extremamente grata na primeira semana de 2018. Foi nesse momento que percebi o quanto estava engolfada por esse sentimento (e, ironicamente, coincidiu com o Dia da Gratidão) que não conseguirei expor em palavras. Eu estava grata pelas oportunidades de ter novos dias para viver e de usar esses mesmos dias para recriar meu mundo. Estava grata por notar que me preocupo mais comigo. Que quero meu melhor. Que tenho um emprego a retornar. Que preciso seguir com essa minha missão ainda muito confusa de tornar meus arredores um tanto melhores.

 

Em um passado não tão distante, meus dias não tiveram/tinham muito valor. Nada era o suficiente. Eu não era o suficiente. Tudo era vazão. Quando paro para pensar, gratidão nunca se permitiu existir dentro de mim porque minhas conquistas se embasavam no que o outro tinha. Ou no que eu imaginava que era necessário para eu existir. Ou ao ver que o que fazia ainda não atendia uma expectativa da qual me cobrava exageradamente, sem nexo algum.

 

Uma dança que aponta para minha adolescência. Ao menos pelo que me recordo, não havia esse senso incrível, essa inspiração diária, de ser grata pelos amanheceres e anoiteceres. Nossos pais poderiam até cobrar, como brigar com a gente pelo desperdício de comida porque tínhamos que ser gratos por tê-la. Quem nunca ouviu isso? Gratidão para adolescentes dos anos 90 (e até os atuais, imagino) era ter algo que todo mundo tinha para pertencer a uma tribo. E gratidão nem é a palavra correta para expressar essa dita conquista. Era apenas o desejo fulminante do momento.

 

Ter o tênis do momento se tratava apenas de uma conquista com poder temporário. Não entendam o temporário como um sentimento que precisa de cultivo, pois, nesse caso, não é. Pensem em bem material adquirido com sucesso, mas que, logo menos, será esquecido para o próprio desespero dos pais. Afinal, algo mais interessante surgirá no meio do caminho.

 

E gratidão é um sentimento atemporal. Que vai criando permanências que precisam ser reavivadas diariamente. Não apenas quando tudo está nos ditos conformes.

 

Isso é uma expressão da famosa frase: não se dá o valor. Às vezes, não mensuramos o valor de pequenas coisas. Principalmente quando tudo é só trevas. Porém, devemos lembrar desse pequenino objetivo de mensurar o valor. Independente do seu tamanho e do momento. O que temos agora é caminho para a gratidão. Sempre.

 

O caminho mais efetivo para a gratidão, penso eu, é mensurarmos o nosso valor. De vez em quando faz bem admitirmos que somos estonteantemente incríveis. Inclusive, se agradecer por seguir lutando, mesmo quando a vontade é desistir. Assim, não é preciso apenas ter para agradecer. É preciso ser também. O que há dentro emana para fora, dizem estudiosos.

 

Conforme crescia, a ingratidão ganhou diferentes facetas e formas dentro de mim. Grande parte da culpa foi por ter rastejado comigo tudo de ruim que me acometera. Uma bagagem que escolhi largar depois de anos, justamente por me ajudar em absolutamente nada. Muito desse movimento negativo conquistou pungência na busca pela validação, o que me arruinou. O mundo tem seu jeito de impor que o material e o exterior são as únicas coisas que uma pessoa pode ser e oferecer.

 

E eu foquei no exterior.

 

Ao ter uma vida em reflexo do outro, por exemplo, não há mesmo espaço para a gratidão. Ora, você centraliza quem é o outro e o que o outro tem. Não tem como combater esses fatores. É cruel e irreal demais. Minimiza. Você começa uma competição de si contra o outro que não existe e que deixa passar outros fatores da sua existência que importam mais. Não quero desmerecer o carro, muitas pessoas investem porque precisam, mas é outra simbolização do quanto muitos querem o material para mostrar ao outro. Penso que nunca compreenderei a razão disso.

 

Mas posso usar de novo o exemplo do tênis desejado na adolescência. É uma questão de status. Obviamente que a gratidão não conseguiria transpassar essa barreira de aparências. Principalmente quando se percebe que nada mudou ao se comprar o tênis.

 

Minha ingratidão foi oriunda da validação – eu vivi o episódio do tênis, diga-se de passagem. O que via no espelho refletia, supostamente, na maneira como as pessoas olhavam para mim. O meu olhar sobre mim era o mais doloroso porque me cobrava coisas inatingíveis. Como ter o exterior no dito lugar porque a aparência também é sinônimo de status. Aparência é tudo. O padrão também. Eu mesma já fui a pessoa que me arrumava pelo elogio e não por mim mesma. E é outra forma de prisão.

 

Não gostava do meu exterior e trabalhei anos para “melhorá-lo”, sem saber que parte dos meus pensamentos depreciativos ecoava uma saúde mental abalada por um tipo de transtorno alimentar. Com isso, deixei de cultivar o interior e esse espaço acabou destroçado. Jamais pensei que precisava cuidar do que havia dentro de mim, uma ação que não se passa na mente de muitos adolescentes (balela essa de que o interior importa, não é?). Nem mesmo de pessoas adultas. Sempre discutia comigo mesma sobre as razões de eu não conseguir ser mais perfeita. Mais magra. Ter cabelos lisos. E havia os pontos pessoais – o que pensariam de mim, a menina com pais divorciados e que, claramente, não tem o poder aquisitivo semelhante, ou sequer próximo, ao dos coleguinhas? Da ingratidão veio a injúria. Fiquei injuriada.

 

Depois, amarga. Nem um pouco grata em boa parte da minha vida (e vale dizer que há outras circunstâncias envolvidas, muito além do tênis e do TA).

 

Pontas outrora afiadíssimas de um iceberg que movera minha infelicidade e que, automaticamente, reforçara a minha ingratidão. O meu lado direito não estava nos conformes. O meu lado avesso estava um caos desconectado e desconexo. Não havia motivo para ser feliz enquanto não estivesse magra. Ou pertencente. O que importava o resto quando ninguém me queria? Ou que importava o resto se ainda não cabia no manequim 38? Não havia motivo para agradecer pela minha existência e pelo que conquistei por apenas existir porque não alcancei à época esses e outros objetivos.

 

Um fato que sinaliza o quanto demorei para parar e realmente me enxergar. De parar de brigar comigo mesma. Para cuidar de mim. De me impor limites. De correr atrás a fim de compreender o que eu queria ser, construir, emanar, demonstrar etc. Um processo que não é firme e recorrente, pois tem suas oscilações. Penso que nunca será um processo seguro, pois a vida é nosso eterno afronte.

 

Enquanto não percebia que agradecer me eleva como pessoa, nem me preocupava com essa tal de gratidão. Mas, lembrei esses dias que, sempre ao final das passagens no diário, eu agradecia a Deus. Uma discrepância porque eu reclamava demais.

 

É bizarro como, às vezes, sacamos o quanto nossa versão mais jovem reagia no ímpeto e na simplicidade. Aquela Stefs agradecia em um pedaço de papel com o coração várias vezes partido. Tornando-se mais e mais fechada e alimentando a impressão de que era a “garota mais forte do mundo”. Até que um dia ela parou de escrever em diários porque acreditou que não havia mais nada de bom para contar.

 

E cá estamos.

 

i.n.s.a.t.i.s.f.a.ç.ã.o: sentimento de descontentamento, decepção, contrariedade.

 

 

Emoções que barram a gratidão. Normalmente, pesamos o que não temos e o que podemos ter se transforma em um futuro distante.

 

Precisamos focar nossa mente no presente. Agradecer o agora para não estender insatisfações que podem se tornar uma bola de neve.

 

Sei que há algo de errado comigo quando estou diante de um desafio e peso a insatisfação acima da pertinência do processo no geral. Nessas horas, sei que preciso agir para mudar o pensamento negativo antes que eu volte a contemplar o fundo do poço que me abrigou em 2016. Fato esse que contribuiu para me deixar mais alerta sobre essas oscilações emocionais porque está aí um submundo que não quero retornar.

 

Hoje, policio minha gratidão por questões de saúde mental também. O que respalda a minha outrora falta de visão sobre o quão importante é ser quem sou e ter o que tenho ao meu redor. Sobre o quão importante é cultivar pensamentos positivos e esvair essa energia para o mundo. Uma diferença e tanto para quem achava que ser como outras pessoas, mimicar o lifestyle delas, seria o necessário para continuar sobrevivendo. Não é verdade. Nunca foi. Mas era a mensagem que eu emanava ao mundo, o que acarretava em resultados que alongariam este post. Todos negativos.

 

Às vezes, precisamos sofrer para despertarmos. Foi o que ocorreu comigo. Várias e várias vezes. Resmunguei, tratei com ingratidão, mas, agora, e nas outras vezes, passei a encarar essas intempéries como impulsos para reescrever alguns capítulos da minha vida e pincelá-los com a gratidão do aprendizado. Algo que não acontece automaticamente. Requer muita reflexão e força de vontade para retornar ao sofrimento e compreender sua moral.

 

E nem sempre conseguimos fazer isso sozinhos. Insatisfações se tornam um tanto preocupantes se começam a ser intermitentes.

 

Que fique claro que sofrer não é uma regra geral para incitar a gratidão ou qualquer outra emoção positiva. Não é preciso se ver lá embaixo para reconhecer o quão precioso é estar aqui e agradecer pelos gracejos da vida. Em contrapartida, isso pode ocorrer e é o que chamo de reviravolta.

 

Reconhecer as cócegas da gratidão é algo ainda muito novo para mim. Fui, na maior parte da minha existência, a pessoa que trabalhava via polo negativo (e não nego que o polo negativo me rouba furiosamente tem horas). Desde então, tenho me concentrado em não me deixar percorrer esse caminho de espinhos, principalmente quando relembro o horror de 2016 (e outros anos também). Esse foi o marco em que senti tudo de ruim elevado a décima potência e nem sequer me preocupei em sentir gratidão por, ao menos, estar viva.

 

Vivi longos períodos no ciclo vicioso de enaltecer tudo de ruim dentro de mim e ao meu redor. A parte que eu disse que pega mais para o meu lado e que me derruba com gosto. Eu sou minha pior inimiga e passar a agradecer por eu ser quem sou tem amenizado demais esses combates. Honestamente, nem sei como/quando essa briga começou já que se trata de um imbatível piloto automático – o que me faz recordar da amiguinha que me deu um conselho sobre medir o bom e relembrar de tudo que fiz antes de simplesmente cogitar os maus pensamentos referentes a mim mesma. Eu não pensava em meus projetos como razões de gratidão, mas sim como fontes de falhas e de receios.

 

E não pode ser assim. Só que, às vezes, é difícil. É difícil tentar se convencer de que gratidão é um dos caminhos que alivia inseguranças. De que a gratidão é um dos meios que nos coloca de volta no trajeto. Por isso, enumerar vitórias é um colete salva-vidas porque nos relembra que, apesar do fuzuê negativo na mente, há algo mais palpável que vale a pena lutar hoje e sempre.

 

Em 2016, o que havia estagnado dentro de mim era um pedido de ajuda, mas não queria me expor. E lá estava ela, a pergunta sobre o que achariam de mim. A mimizenta desempregada que estava definhando por algo aparentemente muito fácil de solucionar. Bem, é provável.

 

Como também era uma mentira que contava a mim mesma até realmente avisar que estava viva, mas com probleminhas.

 

Antes de decidir me botar de volta no mundo, no exato primeiro dia de 2017, meu tio me encaminhou um quote impresso da Madre Teresa. Não sei qual foi a intenção da parte dele com esse ato porque eu não estava presente no momento. Minha mãe foi quem me entregou o papel e, provavelmente, ela falou sobre mim para ter ganhado a missão de me mandar uma mensagem da parte de outra pessoa que nem convivemos muito. Ela estava preocupada comigo, mas eu não sabia como conversar. Na amargura, me torno um muro intransponível.

 

Não lembro qual foi minha reação ao receber esse papel, pois o que vinha ao meu auxílio era ignorado. Mas era uma mensagem sobre enfrentar as adversidades – algo que não fazia em 2016 porque me entreguei totalmente aos meus demônios – e se manter conectado ao que importa como medida de se sentir vivo.

 

Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas… Continue, quando todos esperam que desistas. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha.

 

Encontrei essa página nos últimos dias de 2017 e compreendi a mensagem. Na verdade, compreendi a indireta. A clareza dessas palavras me impactou em cheio e me vi fazendo um retrospecto desse mencionado ano. Percebi a gratidão ali, cultivada de dentro para fora, conforme me reconectava com as pessoas queridas. Com meus projetos pessoais. Um poder que me permitiu regenerar e parar de pensar que eu não era nada e que não iria a canto algum.

 

Lá no fundinho, eu sabia que era alguém e que caminhei muito mais do que foi estipulado na voz da figura paterna.

 

Eu me transformei em 2017 e sigo me transformando para meu próprio bem. Se eu não estiver bem comigo mesma, nada ao meu redor girará e me trará positividade. Nada ao meu redor fará sentido. Nada ao meu redor será o suficiente.

 

Insatisfação, lembram?

 

Hoje, meu olhar é interior. Eu preciso estar bem por eu mesma.

 

E tudo começou na aceitação de que o que tenho agora é o suficiente. Realização que tem me ajudado a manter meu centro. Minhas intenções alinhadas. Ter força de vontade.

 

Sinto-me absurdamente leve. Leveza que emana para o mundo e só tenho conquistado coisas boas desde então. Bastou me dedicar um pouquinho todos os dias para mudar meus pensamentos sobre mim para capturar diferenças.

 

Hoje, faço de tudo para pensar no lado positivo da vida. É um dos cuidados que decidi ter comigo mesma. Tenho um caderno em que enumero as gratidões do dia, por exemplo. Às vezes, esqueço de atualizar porque preciso tomar conta dos sites ou porque só quero saber de dormir, mas é muito bom sentar para colocar na ponta da caneta o quanto é bom chegar em casa a salvo. Conseguir pegar um metrô não tão abarrotado. Lidar com minhas cadelinhas em euforia após o expediente. Agradecer pelo trabalho mesmo que não seja o ideal. Agradecer pelas pessoas. Pela existência. Pelas coisas que eu tenho e que formam uma imensidão de suficiências.

 

Receitinhas do bem.

 

Tenho um pote da felicidade desde 2015 voltado para parar com as listas de resoluções que exterminavam minha autoestima. Reverti um processo extremamente negativo devido aos insucessos para celebrar os sucessos. Cada papelzinho lançado em um pote de geleia representa a fonte mais genuína da minha gratidão porque é lá que lanço tudo que tem me ocorrido de positivo. Isso me ajudou a desviar daquela impressão de um ano fracassado sendo que conquistamos tanto, mas tanto em 365 dias, e não temos noção disso ou porque vivemos em reflexo do outro ou porque não conseguimos ver que o que temos agora é sim o suficiente.

 

Ou porque estamos insatisfeitos.

 

Ou com impasses extremamente mais sérios.

 

Seja como for, precisamos transformar esse suficiente para o bem.

 

O que rende a seguinte lição: às vezes, a gratidão nos escapa porque buscamos e nos prendemos a insatisfações que, com certeza, não merecem tanta importância. Que não devem ocupar todos os espaços da nossa vida. Damos importância demais ao que não é relevante e, com isso, travamos a nossa evolução em vários âmbitos, como o amadurecimento emocional.

 

Ultimamente, digo obrigada com uma frequência absurda. Até quando termino de subir o escadão da Vila Madalena. Isso me faz bem.

 

Dá-me conforto.

 

Dá-me propósito.

 

Agradecer torna real o que acontece ao nosso redor.

 

Lembre-se de que com pequenas coisas se constroem grandes lares.

 

O que sei é que agradecer, me permitir ler a minha lista de gratidão sempre que possível e ter um pote da felicidade, renovam meus pensamentos e minhas emoções. Renovam meu espírito. Renovam a crença em quem eu sou e no que quero criar/conduzir. Fazem-me recordar o que importa. Pequenas amostras de cultivo de gratidão que está ao alcance de qualquer um.

 

Apenas, se desligue das insatisfações. Por um dia. Sinta essa diferença.

 

Esses são meus atos de gratidão diários que não deixam a negatividade, que se desdobra quase sempre na minha mente, furar fila – ação eternamente em fase de treinamento. Preciso parar e repensar sobre o que é importante quando essa negatividade quer me dominar – o comentário negativo é mais relevante que minha crença no que tenho construído? Uma pesagem que faz a diferença, pois, com questionamentos como esse, reajo melhor. Sinto-me reconfortada. Disposta a seguir adiante porque não quero que emoções positivas escapem por entre meus dedos.

 

Algo que não é complicado de ocorrer, se querem saber. E falando assim parece lindo, mas existe uma dose de angústia no processo. Que dá força ao desejo de realmente largar tudo de mão.

 

Aí é preciso injetar a gratidão. Um sentimento que mostra que tudo que você tem é o suficiente.

 

Gratidão faz com que tudo que você tem, agora, seja o bálsamo da sua existência.

 

Por essas e outras que gratidão tem sido meu status de leveza. Apeguei-me à beça.

 

Pouco a pouco, aprendo e aprimoro meu foco de me manter na superfície. No polo positivo da vida. Afinal, eu não dava valor a quem eu era na adolescência e no início da vida jovem adulta. Nem muito menos dava crédito ao que construía. Agora, penso sempre em me colocar no centro e seguir meus instintos. Decisão que consegue afugentar um pouco os pensamentos negativos em seu nível máximo (que é quando não tenho mais controle do meu meio e me deixo levar pelo pior cenário).

 

Eu aprendo, todos os dias, a mudar meu foco – e sei que esse treinamento será para sempre e todo sempre. Isso ocorre ao relembrar das minhas conquistas e intenções. Agir com a minha verdade faz a diferença, especialmente quando recordo que passei anos sendo invisível e indiferente. Passar a agradecer, em cada freada do dia, deixou tudo visível ao meu redor. Colorido. Latente. Pungente. Tangível. Empolgante para sair da cama aos saltinhos.

 

E qual é a razão disso tudo? Simples!

 

O mundo é feito de ações pequenas.

 

De quem você é.

 

De como você intenta mover o mundo.

 

O seu mundo.

 

Como você quer mudar o seu mundo?

 

Comece agradecendo pelos dias vividos.

 

Independente de ter ocorrido algo positivo ou não.

 

Você é o suficiente e tem o suficiente para transformar a sua história.

 

Mudar o pensamento abre margem para possibilidades. Digo isso por experiência própria. Ultimamente é o que tenho feito, cultivar o que tem de melhor em mim e ao meu redor antes mesmo do Sol nascer. É minha saudação que me liberta de insatisfações e de sabotagens. É meu autorrespeito, a celebração de quem sou.

 

Ver o mundo com mais carinho. Agradecer. Permitir-se à leveza da gratidão. Uma soma que tende a ajudar porque são pequenas ações que se tornam também nossos suportes mentais e emocionais.

 

E se você tem interesse na receita sobre a leveza da gratidão, segue:

 

Pegue um pote qualquer.

 

Recorte pedaços de papel.

 

Pense no que te deixou feliz hoje e agora.

 

Escreva nos pedaços de papel. Dobre-os e bote dentro do pote.

 

Deixe-os em banho-maria até dia 31 de dezembro.

 

Abra e confira o resultado da receita.

 

Enquanto isso, agradeça. Permita-se a essa leveza. O universo tem sim muitos presentes para você. Acredite, ok? E, claro, agradeça.

 

– ̗̀  Nota da Stefs  ̖́-

•• ✿ ••

 

Este texto representa uma finalização da primeira versão do Manifesto Aleatório, lançado em 2015, cujo tema foi “o ano de ser você mesma“. Embora meus sentimentos de gratidão tenham sido embasados no meu tempo atual, essa é uma amarração de toda a trajetória até aqui. A partir do mês que vem, a proposta seguirá com “Garota Aleatória – Celebre a si mesma“.

Stefs
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