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03/fev

E não é que ainda há um pouco de fogo em Chicago Fire? Tudo bem que ficou meio que evidente que entregaram episódios preguiçosos porque guardaram as energias para os desdobramentos desta semana. Desdobramentos que, coincidentemente, encaixaram em um timing perfeito. Ou seja, ínterim de um longo hiatus daqui para frente. Por ter sido um instante propício, nada como aplicar a mesma fórmula com algum chamado bom, que se torna palco para tragédia, e socar um cliffhanger que envolve – de novo – os homens protagonistas desta série.

 

Ao contrário da semana passada, que entregou um clima de extrema apatia, este desencadeou algumas emoções que conflitaram entre si. Resta saber se relacionado à trama ou aos repetecos ou aos absurdos que seguem envolvendo Brett e Kidd (e não aguento mais essa palhaçada). Seja qual sentimento os abordou no decorrer deste episódio, tudo não passou de uma semana entregue de mão beijada a Severide e fiquei estressadíssima várias vezes.

 

Assim, bem exausta de episódios mostrando que o cara é bom para vários nada.

 

Como disse na semana passada, a ideia de mais alguém querer salvar a alma/carreira de Severide não é uma novidade. Eu só não “esperava” que esse “intento” revelasse mais um Chefe mala-desagradável-etc. dono do pretexto de gerar estresse entre o Tenente e Casey. Um círculo vicioso deveras empurrado, mas que, feliz ou infelizmente, segurou a trama e prendeu o interesse. Aqui, aplico a teoria de salvo pelo gongo porque este episódio tinha tudo para ser mais um flop desta temporada.

 

Chicago Fire 6x11 - Severide

 

É bem verdade que fiquei possessa quando soube que haveria mais um instante de estresse entre Casey e Severide. Um sentimento que tem se fragmentado ao longo desta temporada e que nem me surpreende mais. O lado bom é que o roteirista da vez encontrou certo ponto de diferencial, não tornando Kelly um bendito traidor e nem muito menos Matt o egocêntrico que não assume seus próprios erros. Decisões extremamente importantes visto o nível deste ano de Fire.

 

A S6 grita defeitos. Em contrapartida, se é para destacar alguma âncora de salvação, cito a tríade e o quanto cada um tem pensado um tanto mais antes de tacar lenha na fogueira. Apesar de não agregar em muita coisa, se transmite a sensação de desenvolvimento.

 

Uma pena que é só a sensação mesmo. Afinal, a S6 tem piorado a citação “mais do mesmo”.

 

Foi muito bacana lançar a faísca desse novo estranhamento entre Capitão e Tenente em um chamado e prolongá-lo no decorrer da trama. Além de trazer a familiaridade em cima de um estilo de escrita que costumava ser muito de Chicago Fire, acarretou uma zona de reflexão de ambas as partes. O novo encontro de Severide com Grissom foi significativo e deu o tom para o que se desenvolveria a partir daí já que esse senhor representou o próprio coaching que quer inflar suas ambições em outra pessoa. Ao ponto de torná-la seu projetinho pessoal, algo que Kelly se negou de primeira ao tornar “eu” em “nós” em resposta ao ocorrido no resgate nº 1.

 

Uma afirmação que, sutilmente, engatou o verdadeiro significado de trabalhar no 51º. Um viés que recaiu no último resgate, ao mostrar que os bombeiros dali não querem estrelas, mas salvar a maior quantidade de vítimas possível. O que rebateu no que Matt pregou na temporada passada em cima da mesma pauta.

 

Chicago Fire 6x11 - Dawsey

 

Também souberam assentar gentilmente o estresse de Casey ao ser interrogado por Grissom. Apesar do comportamento dele ter me feito torcer o nariz, o que veio depois representou uma ótima compensação. Algo que nasceu a partir do instante em que ele pediu aconselhamento para Gabby sobre sua decisão ao nortear o primeiro chamado. De certa forma, e apesar do seu posicionamento sempre ácido na hora de provar um ponto que é seu e de ninguém mais, penso que o Capitão reconheceu seu erro. O que parece ótimo, mas tal revelação se deu – pela milésima vez – à custa da vida de alguém. No caso, o policial que teve sua memória expandida e que serviu de moral da história.

 

Assim, os policiais foram protestar lá no Batalhão para acarretar o impacto emocional da perda. Ok, funcionou direitinho. Rolou até uma curiosidade da minha parte de ver uma treta desse grupo contra os bombeiros. Uma pauta que seria bem interessante de ser explorada para tirar Chicago Fire dessa inércia. Mas esses personagens extras, especificamente um, só estavam presentes para destacar que ser líder é contribuir para a melhora dos seus colaboradores. Algo que Casey refutou duas vezes (se não me falha a memória) desde que se tornou Capitão. E tudo contra Severide, o cara que Matt não tem escutado durante os chamados que são direcionados para deixá-los no pico do estresse.

 

Isso quer dizer que o episódio teve sua intenção. Teve sua meta. Casey deu a estrelinha para Severide em reconhecimento de seu esforço. Casey foi atrás de Severide para garantir que o mesmo não corresse o risco de perder a vida. Na contramão, Severide se manteve fiel à sua opinião de não querer estrelinhas. Não boicotou Casey. E ainda teve tempo de provar seu valor ao salvar Zach.

 

Mas digo algo importante: está aí uma amizade que não precisa dessas picuinhas de 4ª série. É o mesmo tipo de ponto de vista pobre que tem se enraizado entre Brett e Kidd. Eles só sabem se estranhar enquanto elas só estão ali para tirar homem encostado das sombras. Me poupem!

 

Vale dizer também que, apesar de gostar muito de Dawsey, Severide está muito à mercê deles. Kelly acompanhou toda a saga de Dawson sobre Bria e não ganhou o destaque que merecia. O mesmo esta semana, em que a história dele estava em função da de Casey. Consegui ficar triste pelo fato desse personagem seguir sem storyline porque logo o tacham como um ser sem ambição. Claro que ele não terá ambição se os produtores não se preocupam em engatar esse tipo de interesse nele.

 

Vamos lembrar que na temporada passada tentaram vender isso. Chegaram perto, mas claro que estragariam tudo.

 

O outro lado bom é que Boden se incumbiu dessa missão de instalar o dito wake up call. Severide precisa aceitar seus créditos, mas de que adianta se o personagem só recebe história medíocre? O Chefe sempre muito pontual, suas palavras sempre lindas, mas taí algo que remeteu a Dawsey. Essa de vender diálogo e não colocar a ideia em prática. Não sei vocês, mas está chatíssimo essa falta de interesse dos roteiristas com sua tríade e sinto apenas angústia com esse desperdício.

 

Concluindo

 

Chicago Fire 6x11 - Severide e Casey

 

Houve certo rebuliço que, apesar de não ser novo, considerei deveras significativo. Perto das últimas semanas de Chicago Fire, esta foi uma grata surpresa. Ignorando muita coisa, deu para aproveitar vários instantes. E esses instantes centralizaram os dois homens da tríade dessa série.

 

Pelo milagre divino, desencadearam o conflito de uma maneira que não ficou intragável. De quebra, houve compasso, graças à amarração dos dois chamados, em que um serviu de faísca para essa treta sem cabimento, e o outro de incêndio propriamente dito, que mostrou a parceiragem inabalável entre os dois. Esse último fato, sempre muito bom de acompanhar.

 

Deu para sentir empatia pelos dois, embora eu tenha sentido aquela ínfima vontade de dar uns tapas na face de Matt. O ego do garoto se deixar vai longe e ainda bem que houve uma freada. Apesar disso, agradeço a esse cidadão por pincelar a trama com tímido estresse e tímida tensão, meus sentimentos indistinguíveis que podem remeter pela oferta na trama ou porque é repetição.

 

Considerarei os dois casos.

 

O último chamado não passou de um eco para o que rolou no finale da S5. Ao menos, foi assim que para mim funcionou com aquele cliffhanger que não choca ninguém. Depois que todo mundo sobreviveu no famigerado incêndio-you’re-my-miracle, é zombar da inteligência de quem assiste vender aniquilações que não ocorrerão em Chicago Fire. É um tanto vergonhoso, se querem saber.

 

Já virou aquela coisa de só acredito vendo, real e oficial. Aí sim ficarei chocadíssima.

 

Recuso-me a falar de Brett e de Kidd. Quem me conhece, sabe que não curti.

 

Gostei da reversão em Dawsey. Gabby teve que apoiar dessa vez e foi bem bacana.

 

E agora paro por aqui!

 

Chicago Fire retorna no dia 1 de março.

Stefs
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