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09/fev

Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa que adora expressar a opinião sobre as coisas que amo. Seja no quesito livros, música e filmes. Neste post, tratarei de séries, um universo que dedico um tempo considerável da minha vida. Garanto que ainda vivo, trabalho como qualquer outra pessoa e tento manter certa vida social. Bom, aqui na Irlanda nem tanto, mas tento sempre sair do meu casulo da ficção.

 

Desde que abracei a colaboração aqui no Random Girl, tento reencontrar minha voz. Consequentemente, minha paixão para escrever sobre o que tanto me faz bem. E isso não teria o mesmo impacto se eu mantivesse sentimentos, opiniões e pitacos somente para mim. Foi então que nasceu a ideia da coluna Maricota Indica. Tentarei, sempre que possível, trazer uma relação de preciosidades que me encantaram ultimamente ou em algum determinado momento da minha trajetória pelas vertentes da cultura que tanto amamos.

 

Hoje, listei cinco séries de curta duração. Em suma, elas possuem em média 20/25 minutos.

 

Better Things

 

Better Things

 

Tive que editar algumas partes deste texto que envolviam outro embuste (já que o tinha escrito há certo tempo). Como acredito que essa joia rara é muito melhor que isso, vamos focar no que interessa.

 

Pamela Adlon pode não ser um nome que soe na ponta da língua de todos. Dubladora nata, tendo até vencido um prêmio Emmy em 2002, em Better Things ela teve a chance de ser coautora, escritora e protagonista. Na 2ª temporada, ela ainda desempenha essas funções e dirigiu todos os episódios.

 

Better Things é uma comédia do canal FX que mostra autenticidade em seu texto e liberdade artística por detrás das câmeras. Sam é o retrato fiel de uma mãe, mulher e atriz, que tenta manter tudo nos trilhos – além de criar suas três distintas filhas. Leve e bem estruturada, cada episódio mostra o cotidiano dessa família. O acerto vem da química entre o jovem elenco e Adlon que provoca diversas emoções. O mais precioso exemplo disso vem de Eulogy, 6º episódio da 2ª temporada.

 

A série é uma clara homenagem às suas três filhas IRL e é aqui que Adlon dá voz e profundidade à sua personagem. Sua Sam é uma mulher real que qualquer uma de nós pode se identificar e por isso a coloco em primeiro lugar na lista de recomendações.

 

Independentemente de ser mãe ou de possuir instinto maternal, cada um dos conflitos e decisões tomadas pela protagonista são acreditáveis. Eles são sentidos, dada a incrível interpretação de cada integrante de uma das, senão a minha série favorita no momento.

 

Status: renovada para 3ª temporada. Estreia provável no 2º semestre deste ano.

 

Catastrophe

 

Catastrophe

 

Catastrophe é uma típica produção britânica do Channel 4 que esbanja química com seu duo principal – Sharon Horgan e Rob Delaney. Ambos criaram e estrelam essa comédia de costumes pra lá de contemporânea, que gira em torno dos acontecimentos pós-one night stand entre os protagonistas. Por meio dessa ideia, acompanhamos suas vidas entrarem em uma espiral de desencontros e de situações constrangedoras. Um desenrolar irreverente.

 

De longe, não é aquele tipo de produção que se leva a sério. Porém, o envolvimento de Horgan e de Delaney, tanto a frente quanto por detrás das câmeras, consegue criar uma atmosfera natural e bem-humorada. Vale mencionar o elenco de apoio, destacando uma integrante bem especial, vinda diretamente de uma galáxia muito distante, Carrie Fisher. Ela interpretou Mia, a excêntrica mãe de Rob. Essa, infelizmente, acabou sendo sua última aparição na televisão.

 

Enquanto a personagem Sharon lidava com um luto familiar no finale da 3ª temporada, a produção processava a perda irreparável de Fisher. Seja para revê-la mais uma vez que seja, fica aqui a dica de uma série bem singular e divertida.

 

Status: renovada para a 4ª temporada. Ainda sem data de retorno.

 

I Love Dick

 

I Love Dick

 

Kathryn Hahn foi o motivo que me fez assistir I Love Dick.

 

I Love Dick é uma adaptação do livro documental de Chris Kraus. A série foi exibida pela Amazon e escrita, dirigida e produzida por Jill Soloway, showrunner também de Transparent. Sua premissa traz Chris e a mudança acarretada a partir do momento que acompanha seu marido para uma cidade do Texas. Um lugar onde ele ganhou um novo cargo acadêmico no departamento de pesquisa.

 

Cansada da vida artística que nunca decola, ela acaba por se lançar em devaneios sexuais envolvendo Dick, patrocinador do projeto de pesquisa de seu marido. Devaneios esses manifestados por meio de cartas direcionadas a ele. Chris fantasia tão descaradamente que suas inspirações se transferem para a intimidade com seu marido. E é a estranheza esperada entre os dois que faz tudo sucumbir perante os desejos dessa personagem.

 

Sem medo de incomodar, a série dá voz à sexualidade feminina. O que traz diferentes perfis de mulheres, cada qual tentando enxergar o que efetivamente querem em relação ao que sentem.

 

Acredito que não seja uma série para todos. Independentemente disso, ela traz uma mulher insaciável pela vida e pelas expectativas nela depositadas. Chris é indecisa, confusa, intensa. Por vezes, egoísta, mas, em nenhum momento, ela se desumaniza ao nosso olhar. Pelo contrário, são seus momentos mais absurdos que ela mostra quem ela também é.

 

Status: cancelada pela Amazon após apenas uma temporada.

 

Lovesick

 

Lovesick

 

Antes de Lovesick, veio Scrotal Recall, o primeiro título desta série dado pelo Channel 4. Atrás de um ultimato nesse assunto, Tom Edge, o criador, sugeriu uma pesquisa de opinião com os telespectadores e o resultado foi unânime: ninguém se sentia à vontade em recomendar uma série com scrotal no meio. Foi então que, ao ser incorporada no cardápio da Netflix, a série ganhou um novo batismo. Desde então Lovesick começou a trilhar sua adorável e apaixonante jornada.

 

Seguindo a premissa inicial da descoberta de uma DST, no caso clamídia, Lovesick segue os passos de Dylan e sua busca embaraçosa por suas ex-namoradas. O motivo do reencontro não poderia ser mais desconfortável: ele deverá dizer a cada uma delas sobre a possibilidade de terem contraído a doença e que precisam ir ao médico.

 

Usando de narrativa atemporal, a série mescla o presente de Dylan com flashbacks de seus relacionamentos anteriores. Sabemos então como cada um se iniciou e quais são as peculiaridades que ele terá que enfrentar para dizer a verdade.

 

Protagonista que se preze não existe sem seus melhores amigos e eles são os melhores que alguém poderia ter. Os vínculos de Dylan são do período da faculdade, cujo destaque vai para Evie que ocupa o cargo de mais que amiga – e o timing do casal nunca é o mesmo.

 

Salvadora do gênero comédia romântica, gênero do qual já vinha perdendo a esperança ultimamente, essa produção inglesa possui todos os requisitos de uma ótima série. O elenco cativante, encabeçado por Johnny Flynn, Antonia Thomas e Daniel Ings, traz uma trama que mescla situações comuns do cotidiano contadas em um misto de romantismo esperançoso e de humor tipicamente britânico.

 

Lovesick é aquela preciosidade que, a partir do momento que se firma compromisso de assisti-la, você vai até o fim. Único problema é que ela deixa aquele gostinho delicioso de quero mais. É impossível não torcer e querer fazer parte desse grupo de desajustados no amor.

 

Status: Netflix liberou sua 3ª temporada no final do ano passado. Ainda é incerto se voltará para mais um ano.

 

Room 104

 

Room 104

 

Mark e Jay Duplass. Caso estes nomes estejam presentes no elenco ou creditados na equipe criativa, pode ter certeza que estarei lá para prestigiar mais uma experiência única e libertadora proveniente da mente desses irmãos. Depois do cancelamento da queridinha Togetherness, que rendera duas temporadas na HBO, os Duplass Bros se uniram mais uma vez ao gigante televisivo. Com baixo orçamento e sem gênero definido, Room 104 chegou com a proposta de aguçar a curiosidade daqueles que se dispõem a acompanhá-la, quase como uma viagem transcendental.

 

Room 104 segue a onda antológica muito presente nos canais a cabo e sua história gira em torno de acontecimentos sem conexão. Totalmente atemporais e cada episódio tem começo, meio e fim. A série também navega em diversas temáticas, sejam elas macabras, místicas, românticas, reflexivas ou provocativas.

 

Contando com um elenco distinto, entre eles Orlando Jones, Amy Landecker, James Van Der Beek, Mae Whitman e Nat Wolff, fica aqui uma indicação de experiência fora deste mundo. Totalmente fora da caixa e duvido que já tenham presenciado algo similar a esses contos dentro de um quarto de hotel de beira de estrada.

 

Bom, essa é a ambientação aparente.

 

Status: renovada pela HBO para uma 2ª temporada.

 

 

Bom, fico por aqui amados. O que acharam das indicações? Alguma dessas já acompanha? Alguma já está na sua listinha e despertou mais interesse? Compartilhe!

Mari
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