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10/mar

Primeiramente, tenho que dizer que não assisti a primeira parte do crossover. Desta forma, o texto de hoje foi desenvolvido como se este episódio de Chicago Fire fosse um episódio comum, igual a tantos outros.

 

Pior que, de fato, esta não deixou de ser mais uma semana comum, como tantas outras. Digo isso porque, de novo, não houve fogo em Chicago. E olhem que a trama pedia.

 

Então que a proposta do crossover One Chicago foi trazer um jornalista cheio de ódio no coração e que não pensou duas vezes em aniquilar os causadores desse sentimento por meio de uma saga de bombas. A história em si encheu um pouquinho meus olhos, pois, apesar de negar minha profissão, muito da profissão ainda me atrai. Principalmente seu lado mais caótico que é quando me lembro que, em nome da Deusa, fui salva do vexame. Quando li a sinopse deste encontro entre irmãs, cheguei a sentir uma nesga de curiosidade. Porém, conforme apresentaram o circuito rumo à conclusão, não vi a hora de terminar. Até porque ver Jason Beghe em cena embrulhou meu estômago.

 

Honestamente, este episódio de Chicago Fire pareceu um castigo para mim. Sinto falta de vários personagens de Chicago P.D., mas a presença de Beghe tornou a minha experiência com o crossover bastante arisca. Eu mesma endossei Cruz várias vezes sobre o papel dos detetives (na malice mesmo, desculpem) porque meu ranço é real demais (culpa de quem?).

 

O desenrolar desta tramoia não foi lá grandes coisas, mas teve seus highlights. A começar por Brett e Dawson posicionadas para fazer parte do trabalho rumo à justiça pelas bombas. Um sonho de princesa que não durou tanto, o que nos faz vítimas de novo da má divulgação da NBC. Afinal, me era esperado que ambas intercalassem mais, nesta segunda parte, com a investigação. Não foi isso que ocorreu. Inclusive, não foi essa a intenção. Ao contrário de Gabby, Sylvie só foi escalada nessa posição para reavivar a chama (que não tem chama alguma) Brettonio. Mais um capítulo de lástima para essa personagem que segue tendo seus movimentos de trama dependentes de um cara.

 

Chicago Fire 6x13 - Boden e Severide

 

Quem ganhou maior destaque foi Severide e Boden. Não tenho do que reclamar. Apesar de querer as meninas nos holofotes, Kelly teve um dia um tanto recompensador ao ser centralizado em uma proposta diferente. Não tão diferente, eu sei, porque é só isso que ele faz quando não está envolvido com romance ou treta de trabalho. No mais, foi bom vê-lo focado em outro assunto, o que cabe também ao Wallace. Gostei da dinâmica de ambos.

 

Personagens lindos, mas cadê o diferencial de trama? Nem teve. Mesmo com um ritmo bom, a pontinha que CPD deixou para sua irmã mais velha não rendeu lá grandes coisas. Porém, houve picos que regaram a história com tensão e com adrenalina.

 

Aliás, a escrita estava uniforme. O pouco que conseguiram emendar com o plot central, como as preocupações de Cruz e de Stella, mostrou um roteiro até que muito bem sólido e com um ritmo até que muito bem adequado. Não houve tantas pausas para preencher com lorota, algo que passou a ocorrer quando Fire dava o pontapé na semana de crossover (salvo o último em que essa irmã reinou). Enfim, já foi o tempo que essa ideia trazia expectativa. Volto a frisar que o “evento” se tornou apenas uma trama com participações especiais. Nada mais que isso e este episódio comprova com eficácia.

 

Por um momento, achei que este crossover acenaria para o primeiro One Chicago, pois o climinha estava semelhante. Pensei que fariam isso para celebrar o aniversário de 100 capítulos de Chicago P.D., mas não. Mesmo sem ter assistido ao começo desta história, concluo que a festa foi banal apesar do bom ritmo e do bom controle dos personagens em cena. Vale dizer ilógica porque não havia necessidade de criar uma trama para unir duas Chicagos quando uma merecia todos os holofotes. Algo que rolou em Fire. Achei isso bem mancada.

 

Mas se há algo de positivo que posso dizer é que gostei de ver Chicago Fire como a última irmã neste crossover. Como ela sempre abria o evento, o que rendia encheção de linguiça, e trazia o ápice da storyline só no final do episódio, foi bom vê-la dar o tapa da conclusão. Um processo que pensei que não funcionaria, mas funcionou. Sempre resmungo de roteiro truncado e esparso nesta série, ainda mais em épocas como esta, mas, desta vez, não tenho nada a declarar. Até os instantes mais amenos se encaixaram e seguraram a sincronia dos personagens dentro de uma trama que não lhes pertencia. Talvez, porque parecia um dia comum.

 

Ninguém precisou competir por atenção. A transição dos fatos entregou um resultado dinâmico satisfatório. Pena que a proposta foi fraca. Ainda assim, seu tom foi benéfico para Chicago Fire e isso só deu certo porque se tratou de um assunto muito bem mastigado ao longo de outras temporadas desta série. Imaginem se a bombeirada (aka a tríade) nunca tivesse lidado com aprofundamento de incêndio culposo? Ia ser mico!

 

Mas nada mais mico que não ter explosão neste fim de crossover. Na verdade, o fogo mesmo. De novo, uma série de bombeiro entrega um dia sem fogo para apagar e isso fica cada vez mais grotesco. Pelo visto, gastaram todos os fogos de artifício em Chicago P.D., não é possível. Está cada vez mais incômodo ver um universo que depende de incêndios como sua fonte de ação e de drama não ter incêndios.

 

Concluindo

 

Chicago Fire - Evidência

 

Chicago Fire costumeiramente deixa seus bombeiros na mão durante este evento. Afinal, não há muito o que fazer quando os detetives assumem a situação. Contudo, até que conseguiram quebrar um pouquinho essa mencionada maldição.

 

Apesar de ter revirado os olhos em várias cenas (obviamente as que tinham o Voight, ou seja, praticamente todas), gostei do que assisti. Mas mais pelo compasso de trama porque miolo mesmo a história nem teve. Foi bom matar a saudade da face de Halstead, de Ruzek e de Burgess. Muito triste largar as crianças protegidas por causa de um embuste. A vida não é justa, não é?

 

Para não dizerem que não disse nada, Stellaride rumou para mais um passo da relação e dei amém que Zach saiu de cena. Não para liberar mais espaço, mas porque o rapaz acrescentava em nada. Como disse na semana passada, o intento de solidificar esse shipper engradece cada vez mais e tem se tornado interessante de assistir (mas ainda sigo tendo adendos).

 

Ao contrário de Brettonio que me lembra Linstead na pior fase, ou seja, só sabem tirar a roupa e é isto.

 

Chicago Fire retorna no dia 22 de março.

Stefs
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