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03/mar

Mais uma vez não houve morte em Chicago Fire e não choca ninguém. Sendo bem honesta com vocês, houve uma leve relutância em retornar com a série depois de praticamente um mês de hiatus. Ela simplesmente sumiu da minha zona de preocupações e isso é reflexo de uma temporada que não tem fisgado o interesse de tão morna que se encontra. Os 11 episódios anteriores não animaram e não é de se espantar que os desdobramentos desta semana mantiveram o mesmo pique.

 

Nem sei descrever como foi este dia no Batalhão. O episódio abriu emendado ao cliffhanger deixado pelo 6×11, o que revelou que tal impasse tinha o intuito de fortalecer mais o bonding entre Stella e Severide. O salto que rendeu a aproximação mais intensa para carregar essa história com uma dose de angústia sobre querer e não poder. Não sei ainda se curto essa pegada, mas ok.

 

Assim, está aí uma história que começou toda errada. Ainda torço o nariz como se não houvesse amanhã, pois Severide só enxergou Kidd em função da presença de Zach. Uma idiotice sem tamanho (sem contar no clichê desenvolvimento com péssimo gosto). O tenso é que os escritores parecem que querem construir esse romance da melhor forma possível, mas é impossível se esquecer de Stella como um objeto entre dois homens.

 

Vedando os olhos, dou certo crédito para a angústia silenciosa de Kelly. Algo que, como mencionei, nasceu com o resgate do cliffhanger do episódio anterior. Um sentimento temporário porque logo menos ele será lançado no mesmo tipo de storyline e não sei se aguentarei mais um repeteco com falso novo ponto de vista. Até porque isso ofusca suas verdadeiras intenções quanto ao futuro.

 

Na temporada passada, Severide se mostrou fisgado por um tipo de reflexo emocional sobre trabalho. Algo que se alastrou na S6 devido ao posicionamento atual de Casey. Apesar de ficar bem na sua, o Tenente demonstrou várias vezes que quer mais para si. Porém, não há alavanca para essas mudanças. Nesta semana, se pontuou novamente que o personagem quer algo, no caso um romance como Dawsey para chamar de seu, mas ninguém da sala dos roteiristas o leva a sério.

 

Desta forma, é difícil levar seus desejos a sério também. Até porque, na menor chance, lá está ele contando com as mesmas picuinhas que não o evoluem. Apenas o retrocedem.

 

Chicago Fire 6x12 - Kelly e Severide

 

No caso de Kidd, temos um grave problema de empaque no tempo. E que desperdício! Ela teve a oportunidade de resgatar Severide e mostrou que é badass sem hesitar. Sua cena de salvamento mexeu com meus feels, mais precisamente os negativos. Vi uma personagem com potencial sem algo de relevante para contar. Uma personagem que poderia enriquecer Chicago Fire, especialmente na companhia das outras mulheres da série, mas está à mercê de dois homens.

 

E isso não é legal dado a maneira como esse triângulo malfeito começou. A bombeira não tem sido respeitada desde que esta temporada começou e deixá-la na saia justa com relação ao que sente por Kelly não me faz feliz. Tudo bem que o “certo crédito” sobre a angústia dela quanto a sair debaixo do teto do Tenente é válido também, mas só de vê-la empurrada nesse relacionamento com Zach, mais para se afastar do que realmente quer, me dá nos nervos.

 

Imaginei que Stellaride vingasse esta semana, mas não foi o que ocorreu. O duro é aguentar o ponto de aceleramento, ou seja, o menino Zach. De novo, a questão de passagem de tempo fora do controle que dá a sensação de que nada avançou tanto assim. Por um momento, jurei que o cidadão a chamaria para morarem juntos e amém que isso não rolou. A situação está claramente desconfortável e seria ótimo se simplesmente parassem de empurrar Kidd nesse romance que nem é romance. O rapaz parece um abobalhado que nem consegue articular direito, sorry.

 

Apesar da reservada angústia entre Severide e Kidd ter se alastrado pelo episódio, acompanhada de um ritmo bizarramente calmo, tivemos o ponto de conflito que estava ali para… Nem eu sei! Com a ausência de chamados (porque nem contei os dois que tiveram, pelo amor), o fotojornalista ganhou destaque e a responsabilidade de gerar treta. Nate se saiu como o resultado do impacto do cliffhanger que tinha que criar mais suspense, mas a NBC sempre arrasa em sua demanda de marketing. Só que não porque a emissora entregou a cena-chave do banheiro em um sneak peek.

 

O descaso é tão grande com Chicago Fire que nem se preocupam mais em criar mistério.

 

Sou suspeita para falar de jornalista enxerido na ficção. Eles captam minha atenção, mas não foi o caso de Nate. Havia sim chances de se engajar mais com a situação, afinal, o cara surgiu do nada. Ele ganhou todos os confetes graças à foto que estampou o salto de Severide e de Casey. No fim, o fotojornalista não trouxe nada de interessante a não ser um estresse temporário.

 

Não houve como ficar horrorizada com a atitude pra lá de tacanha de Nate porque eu já sabia o que rolaria. Apesar disso, a ira de Casey foi válida, mas tudo que consegui ver foi uma tentativa flopada em mandar uma mensagem em época de Time’s Up. Boden se incumbiu de denunciar o cara enquanto havia o outro mané que claramente queria dar cobertura. Juro que revirei os olhos umas cinquenta vezes com essa história, não pelo comportamento da turma do 51º (todos excelentes na imposição de tomar providência), mas porque esse subplot foi extremamente mal construído. Deram trela para um cara famosinho, que entrou no Batalhão com o intuito de registrar a rotina, sendo que seu objetivo era assediar as mulheres daquele lugar. E o sneak peek estragou tudo!

 

Essa de tentar mandar uma mensagem me fez rir. Afinal, há muito hipócrita envolvido com as Chicagos. Usaram Nate de remetente a um momento quente em Hollywood ao ponto dele ser pego e já perder o emprego. Ótimo, mas Kidd e Brett seguem como meros objetos de desejo masculino.

 

O personagem foi criado claramente para tapar buraco porque o episódio em si pertenceu às hesitações entre Severide e Kidd. Ri com o fato desse cidadão se ferrar de verde e amarelo e depois retornar no último chamado para bancar o valentão e ser atropelado no final – para Casey salvá-lo. Instante que bem tentaram imbuir a questão de caráter sobre o fato de que todo mundo deve ser salvo, o que, dessa vez, não desceu. Mal aê, Boden!

 

Meramente porque eu não sou bombeira e pensei em outros fins que Nate merecia.

 

Outros plots

 

Chicago Fire 6x12 - Herrmann

 

Herrmann saiu da bolha de isolamento e eu disse amém. Fiquei contente, mas essa de ser coach me fez respirar fundo dez vezes. Esses roteiristas esqueceram a criatividade no churrasco.

 

Mas sempre precisam dar algo aos avulsos fazer, então, mais uma história sem pé e nem cabeça não é uma novidade. Nem compensa o estresse. O importante é esse personagem ter brilhado um pouco, apesar de não ter feito rir e nem chorar. Gosto muito dele, mas eis outro desperdício.

 

Sentimentos também válidos para a curiosidade em torno de Gerald, que deu o que fazer à Dawson e Brett. Está certo que Sylvie foi a voz potente do episódio, mostrando o que muitos chamariam de amadurecimento por, finalmente, botar a boca no trombone. Mas ainda me parece forçado. Como se ela quisesse provar um ponto. Algo que se assemelha ao fato de Kidd ainda estar com Zach.

 

O resgate de Hope segue desnecessário, mas só estava ali pedindo embasamento para um possível desfecho. A paramédica defendeu Gerald das agressões que ela passara a vivenciar da parte de quem foi sua amiga. Agora me digam: por que insistir nessa de mulher contra mulher até online? Mais um ponto de hipocrisia para a responsável em escrever o fiasco da história de Nate.

 

Concluindo

 

Chicago Fire 6x12 - Dawsey e Severide

 

Está cada vez mais bizarro uma série de bombeiros não ter incêndio. Fiquei passadíssima com o resgate da ambulância que nem foi apresentado, apenas dialogado. O último então nem se fala, mais uma pegada de trânsito que nem terminou direito devido ao Nate. Gente?

 

Sigo sem ter uma opinião precisa sobre este episódio porque não senti nenhum pico de emoção. Máximo que senti foi fofurice pelos momentos domestic! Dawsey e no final quando Severide aparece, todo carentão, para dar a olhadinha que eu dou toda vez que vejo o OTP em cena. O que rolou de tensão não tensionou e o que gerou curiosidade não chocou. Ademais, o começo foi bastante calmo e com muito passeio nos corredores como se fosse um belíssimo dia de folga. Sem incêndio, só papo de vida pessoal.

 

Provavelmente, por razões do crossover que rolará na semana que vem. E não estou empolgada.

 

E seguimos com mais uma semana de Chicago Fire aquém do esperado.

Stefs
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