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31/mar

Chicago Fire entrou esta semana com uma proposta de mudanças que não mudou ninguém. Chocada, mas não surpresa. Praticamente em todas as vezes que os envolvidos com a série querem provocar um tipo de salto ou se tem alguma doença envolvida – que se cura fácil – ou algum novato para encher o saco. Nada que realmente traga avanços. Aqui, se usaram de dois artifícios mais do mesmo, o que rendeu uma dose tímida de drama. Não sei vocês, mas eu fiquei extremamente à paisana.

 

Particularmente, o episódio foi chatíssimo. Teve alguns picos bons, mas nada mais que isso. Resultado que denuncia o fim (que já estava muito bem encerrado) da camada de ingenuidade quanto a determinados acontecimentos ditos mais drásticos e que me deixariam prontamente chorosa. Comentário que cabe à situação de Otis, que não contou – de novo – com metade da angústia que esse plot poderia render. Por estar calejada desses vieses que se resolvem logo, não foi de se surpreender o achado de um hematoma na espinha dele mais o fator da reabilitação.

 

E é quase certo que essa reabilitação de dois meses será resolvida em pouquíssimos episódios. Vamos nos lembrar da praticidade chamada salto temporal que Chicago Fire usa sem vergonha na face. Medida que nunca deixarei de dizer que é extremamente ruim para a série como um todo, pois não traz desenvolvimento aprofundado. Não traz complexidade. E estava aí outra história complexa que casaria perfeitamente com o posicionamento de Donna sobre a promoção de Boden. Otis foi capotado no horário de expediente e nem sequer tiveram o tato de amarrá-lo a situação não só do Chief, como de Casey e de Severide. Três personagens que ficaram de cara com novas chances de mudança – que sabemos que dificilmente ocorrerão porque esse universo não sai da bendita zona de conforto desde Shay.

 

Chicago Fire - 6x16 - Otis

 

Otis mergulhou em uma mudança drástica (pela segunda vez) que pedia mais rigor. Mas essa sou eu exigindo demais visto que nem aplicaram o mencionado rigor quando esse mesmo personagem se viu no dilema da suspeita de câncer. Destacaram o bombeiro em questão de novo, que soma duas problemáticas tensas que poderiam gerar o inferno na terra. Infelizmente, é drama temporário. Só para dizer que alguma coisa rola. Logo menos, ninguém se lembrará disso, pois essa terra é mágica.

 

Não desmereço o discurso de Herrmann sobre a dificuldade de bombeiros pedirem ajuda. Porém, o episódio falhou consideravelmente no que alguns roteiristas acertavam: amarrar a proposta como um todo. O clima estava propenso a mudanças e Otis terminou à parte.

 

Ele foi lembrado a todo instante, maravilhoso, mas as belas falas dos amigos e o azedume do bombeiro em não querer companhia/aceitar que foi substituído são ações vistas antes. São medidas rápidas para resolver um perrengue antes que se complique (no fator escrita). Só que, assim como o câncer, esta é outra história que precisava de tudo menos ser tratada como trivialidade.

 

Quando digo trivialidade faço menção à praticidade de resolução. Pela praticidade de resolução, mesmo que parcial, sabemos o que ocorrerá daqui para frente. Vimos tanto esse tipo de história que, automaticamente, tal plot se tornou desnecessário. É mais do mesmo.

 

Como a presença de Cordova. Precisavam mesmo usar o tipo de estratégia que não convence mais ninguém para estressar alguém do Batalhão? Pior que foi muito sem pé e nem cabeça o novato fazer pouco caso da situação de Otis. Mais um capítulo da imaturidade de Derek e amigos, que confirmaram que ainda acham bonitinho esse tipo de abordagem. Só que não.

 

De quebra, Cordova ainda está ali porque intenta estressar Dawsey. Quem merece também?

 

Nos primeiros minutos, eu acreditei que o novato marcaria um ineditismo em Chicago Fire ao não ser desagradável como todos que já visitaram o Batalhão. Ele foi até que solícito e tranquilo com as indicações de Casey. Sem contar que até digeri bem seu posicionamento de cowboy ao pedir para ser incluso nos chamados. Não vi problemas nessas questões e poderiam trabalhar a partir disso. Principalmente porque o Batalhão está calejado de gente chata a passeio. Eu mesma estou.

 

Quando a situação se transformou em malice, ao ponto de Herrmann chegar naquele limite do soco, vi o quanto compareci a bolha da ilusão. Eu realmente desacreditei que forçaram tanto para criar um caos que nem fez cócegas no coração. O que ressalta a verdade de que, embora não haja problema em trazer gente nova para a série (e é necessário porque a galera ali toda acomodada), incomoda ver a mesma coisa para atingir um mesmo propósito. Assim não dá!

 

Daí, você vê que a real mesmo da atitude de Herrmann foi para Casey agir como Capitão-futuro-Chefe. Mas, nossa, não poderiam ter feito isso de maneira que contribuísse efetivamente com algo interessante?

 

Chicago Fire - 6x16 - Boden

 

Falando em interessante, por assim dizer, curti o momento Grissom vs. Boden. Além disso, o destaque furtivo em Casey. O Capitão estava forte esta semana, centrado no intento de torná-lo o grande chefe da casa. Demonstração em dois instantes: ouvir Severide e meter textão verbal.

 

Eu realmente me animei com a possibilidade de mudanças no Batalhão. Ok que estou sendo iludida de novo, mas seria um sonho de princesa ver isso de fato ocorrer. O povo ali só ganha oferta externa e está aí algo que, assim como as doenças que surgem do nada, não vai para frente. A ideia da chefia sair e Casey assumir seria uma ótima zona de respiro para Chicago Fire, mas…

 

Mas… porque já está mais do que claro que trocas e mortes só ocorrem se alguém pedir demissão. Eu amo os personagens, mas tem horas que é tão difícil lidar com a surrealidade desse universo.

 

Boden mexeu com meus feels. Muito mais que Otis. Ele está diante de uma oferta e tanto e Donna foi supercorreta em frisar sobre a chance de sobrevivência. Seguir seu próprio caminho é o curso natural da vida, o que emendou no discurso de Grissom para Severide. Mais especificamente, o papinho de sair das sombras. O que destaca a ociosidade da galera do Batalhão, todo mundo conformado no mesmo posto – e quando rola uma troca do tipo da Stella a gente grita porque demorará mais 84 anos para algo assim se repetir. Sou a favor de troca de cargos. Sentiria falta da chefia, mas tal salto regaria Chicago Fire de um curso natural que não rola há tempos.

 

Seis anos rolando é um bom período para começar a aplicar a lei do desapego. Nunca escondi que sou a favor de troca de elenco, mas quem sou eu para erguer essa plaquinha, né?

 

Concluindo

 

Chicago Fire 6x16 - Cordova

 

Eu não tenho uma opinião cem por cento formada sobre este episódio. A única coisa certa veio do reflexo da situação de Otis: o reforçar da descrença de que drama não existe mais nessa série. Ao menos, não como nas duas primeiras temporadas. Um comentário drástico, mas como sentir pesar quando se sabe que nada daquilo tem chances de ir para frente? O mencionado personagem já terminou quase bem, por exemplo. Como levar a sério?

 

Pensamento que também se aplica ao Boden. Como crer que ele vai embora mesmo? Chicago Fire se tornou a série que só dá teaser porque não tem cumprido nada, fatos reais.

 

O que ficou de ponta solta foi Cordova e Dawson. Não tenho interesse porque é praticamente evidente sua temporalidade. Inclusive, sua intenção de causar atrito em Dawsey perto de mais um fim de temporada (que clichê). A criatividade aqui mandou um beijo e um abraço. Está difícil!

 

Não tenho muito que dizer sobre Stellaride, mas tenho sobre Grissom. Eis a história que surgiu de canto algum para chegar a canto nenhum. Toda essa encheção de saco para dar confete no final das contas? Tivessem feito isso antes, em nome da Deusa.

 

Nada realmente demais ocorreu nesta semana de Chicago Fire e sigo apática sobre o futuro.

Stefs
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