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07/abr

E lá vamos nós com mais uma semana de Chicago Fire. Foi boa para vocês? Para mim sigo sem saber o que dizer. A temporada segue sem propósito algum e o que resta é aceitar.

 

Ainda sim, considero este episódio um tanto melhor aos desdobramentos da semana passada. Houve mais linearidade e o núcleo do alívio cômico não fez falta (desculpa aos personagens porque nada disso muda meus sentimentos por eles). O foco foi no ausente drama, que criou liga desde a situação de Otis até o breve tremeluzir na relação Dawsey. Foi sutil, dentro da fórmula que costumava ser certeira na série, e senti algumas fases de quentura aqui no meu coração porque amo Otis e meu OTP.

 

Quando vi as fotos promocionais deste episódio, fiquei preocupada. Se vocês pensaram em Otis, acertaram em cheio. Tensão e xingamentos mentais existiram aqui desse lado perante a ideia de que ele surgiria totalmente recuperado esta semana. Dessa vez, agradeço aos envolvidos (milagre!). Afinal, o personagem pode ter saído rápido demais do hospital (o que considero uma falha gritante), mas vê-lo daquela forma rendeu uma trincadinha em meu coração peludo. Trincadinha que me fez aceitar, ao menos 10%, sua dor de estar impossibilitado de exercer sua real função. Além disso, de falhar ao exercer o trabalho que Boden sugeriu para mantê-lo ligado ao 51º.

 

Vi-me envolvida com a história de Otis. Porém, penso que esperei um tanto demais para o que se tornou algo sem pé e nem cabeça. Como assim os pais resolveram dar um golpe, do nada? Eu hein! Só sei que o bichinho merece plots mais relevantes a esses problemas de jerico, real e oficial. O senso de fracasso dele sobre vários vieses da própria vida é tão de certa forma latente que você espera que ele seja feliz no futuro da série. Principalmente que deixe de ser a criança mais rotulada de Chicago, outra prova de que os escritores não deixam alguns personagens amadurecer. Para garantir a “fórmula”. É legal ter o alívio cômico, mas eita povo escorado.

 

Tudo numa boa até o lado ruim desse plot piscar. Como comento sempre quando tenho oportunidade, Chicago Fire não perdeu a mania de inventar crises de saúde na vida de alguns bombeiros para remediá-las em curto espaço de tempo (que para os roteiristas é longo devido aos escalafobéticos saltos temporais). Algo que rebateu nesse bombeiro que, de quebra, também contou com o mesmo padrão de lamentar pela carreira. Sendo que há tanta coisa na vida, né?

 

Às vezes, o foco atual e extremo no Batalhão prejudica as famigeradas transições. As reais transições.

 

Há outro entrave que vale mencionar que é o fato do quanto ser bombeiro é maravilhoso. Tudo um monte de herói imortal. Não dá. Com esse altar voltado ao 51º, temos personagens cada vez mais unidimensionais com histórias unilaterais. Não tenho nada contra essa pegada, até porque faz parte do contexto geral, mas, de novo, vemos um personagem inserido no mais do mesmo. E isso é lastimável porque a série tem 6 anos e o descaso da turma nesta temporada é evidente. Exausta estou.

 

Otis

 

Tive um sentimento de empatia breve para uma história breve (e que teve lá seu bom compasso). Nenhum choque. Mesmo assim, Otis me deixou tristíssima ao dar bola fora sem querer. Instante que marcou meu principal pensamento, que calhou em alguns instantes deste episódio: ele não precisava passar por nada disso. E, como agora precisa, queria que fossem mais realistas com essa situação.

 

Mais realistas? Assim, para além dessas curas fáceis, há algo mais que tem me incomodado desde que esta season começou: onde estão os psicólogos?

 

É bizarro como, desde o incêndio que mataria geral e não matou ninguém, todos estão ótimos! Ata.

 

Sério! Otis tomou um tiro gratuito que o deixou imobilizado. Que o deixará na rehab por dois meses. Cadê o apoio emocional e mental para um personagem que passa pelo segundo drama grave na vida? Isso é um serviço exclusivo só para a tríade? Assim, não deveria ser. Ainda mais em um caso como este, em que o bombeiro correu o risco de ficar paraplégico. Isso assusta e não se “cura” com uma oferta de trabalho que permite a presença ao redor dos coleguinhas. Mais do mesmo que queima etapa e deixa tudo meio conformista.

 

E, digo mais, achei deveras precoce socá-lo de novo no Batalhão. A substituição do real cuidado que Otis precisa. Não era necessária mais uma leva de complexo e nem fazê-lo se sentir menor do que já se sente.

 

Agora, Cordova. Sigo firme na crença de que não havia necessidade desse personagem existir. Tudo bem que ele estava tranquilo apesar de um tanto intrusivo (para que esse cidadão na piscina?), mas criá-lo para chacoalhar Dawsey foi 4ª série demais. Respeitem a inteligência que ainda me resta!

 

Colocar novato mala. Chefe vilão. Criar caso aleatório para Boden chegar perto de perder o emprego. Tem horas em que os roteiristas esquecem que Chicago Fire é uma série adulta. Com isso, temos essas mesmas escolhas que só refletem uma infantilidade de pensamento que não agrada mais. Até porque antes era aquele alvoroço sobre os inimigos do 51º. Hoje só fico meio meh.

 

Dawsey

 

Mas tudo tem seu lado bom e o lado bom de Cordova foi dar de presente cenas Dawsey muito lindinhas. Os injustiçados e esquecidos no churrasco dos papos de sempre, com decisões de sempre, que eu mesma não aguento mais. Aqui está outro exemplo que podia contar com histórias de vida externa. O que me faz pontuar algo muito válido dito por Gabby: chega de dramalhão.

 

Eu acharia realmente bom se o casal começasse a separar o pessoal do profissional porque, uma vez fora do Batalhão, ambos começariam a ter uma vida. Ambos levam os problemas da rotina para casa e seria maravilhoso um desligamento completo desse quesito.

 

Um pontuar de informação que fez de Gabby a rainha dos diálogos pontuais que me deixaram reflexiva e frustrada. Parecia que ela mesma dava indireta sobre o curso da série, pois os dramas são repetidos e todos não possuem outra vida a não ser a do Batalhão e a do Molly’s. O quadro que os roteiristas não mudam a pintura para dar uma inovadinha em Chicago Fire. É exaustivo ver essa turma tratar Dawsey, por exemplo, com imaturidade. Os caras duvidam da capacidade de evolução desses personagens porque, automaticamente, mexem em seu público-alvo.

 

Mas não é a série com público consolidado? Isso deveria ser motivo a mais de confiança para criar uma bagunça real, que deixasse todo mundo inconformado. É para isso que se escreve.

 

(ao menos para mim porque eu mesma a açougueira).

 

Daí, temos Severide. O que me faz lembrar que comentei recentemente do quanto se esquecem do arco familiar dele. Benny só existe para ressaltar as inseguranças do Tenente e agora veio a mãe formar um combo para causar mais estrago. Como disse sobre Otis, o personagem não merece passar por uma meleca dessas. Foi assim medonho demais!

 

Até porque aconteceu do nada, né? Para variar!

 

Honestamente, nem tenho o que dizer. De novo, se usaram da mesma imaturidade aplicada em Cordova para colocar Benny e Jennifer confortáveis demais no cafofo de Severide. Que seguissem focando em Stellaride porque esse novo plot já me deixa estressada.

 

Lá vai Severide passar por mais um processo regado de complexos. Quem aguenta ainda?

 

E quem aguentou Stella pagando papelão? A rainha merecia tão mais, socorro! A outra velha mania de levar um personagem para plot péssimo e quem está próximo junto.

 

Concluindo

 

Severide

 

Apesar dessas linhas de imaturidade, gostei da pegada do episódio sobre fazer a diferença, não importa a quem, como e quando. Otis foi fofíssimo com Zee, me apaixonei de cara. O mesmo para o dilema Dawson e Brett sobre serem paramédicas-do-plano-de-saúde. Algo que dei até amém de não ter vingado, mas arrematou a mensagem da semana sobre empatia.

 

Uma empatia que caiu até em Cordova. Esse ponto aqui me fez rir porque de novo aquele parque de diversões de vamos brigar e depois poderemos ser amigos. O cara teria se dado melhor se fosse apenas soft. Até porque soou como se nada da semana passada tivesse rolado, exclusivamente para Dawsey ter dor de cabeça. Me respeitem!

 

Gostei da reflexão de Dawson sobre troca de ambulâncias. Ninguém ali literalmente tem vida à parte, mas a culpa é de quem mesmo? @ Careca Haas cadê tua voz?

 

Gostei também dos chamados. Geraram aquela aflição temporária e casaram com as propostas da semana. Mesmo que algumas não tenham sido lá grandes coisa.

 

Enfim. Foi uma semana de causa e de efeito para Chicago Fire. Uma semana que tentou apostar no emocional de diferentes maneiras e só Otis conseguiu funcionar. Foi apreciável, porém, monótono, apoiado em histórias que claramente serão temporárias porque precisam de algo para segurar o fim de mais um ano. Além disso, foi uma trama furtiva, sinalizando para o futuro.

 

PS¹: espero mesmo que Dawsey se torne um casal de partilha depois desse plot ridículo do Cordova.

 

PS²: E, pela Deusa, lembrar que Connie não aquecerá mais nossos corações me deixou tristíssima em meu quartinho.

Stefs
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