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14/abr

Gente, eu preciso de uma ajuda aqui. Este episódio de Chicago Fire, ou Chicago FBI, resgatou meu ranço sobre aquele momento de decisão em que os pupilos do Lobo resolvem colocar um grupo acima do destaque de uma determinada Chicago. Em um passado distante, Fire foi suprimida por Chicago P.D., algo que teve lógica porque se tratava de um alargamento da franquia. Passado alguns anos, a visita de Voight não deixou de ser um tantinho desagradável, já que ele não cedeu ao lance de se achar dono de qualquer espaço que ocupa.

 

Esta semana, a escolha foi o FBI. E que ranço! Decisão de viés que me fez lembrar do quanto esse mesmo grupo interferiu irritantemente em CPD. Fato que, inclusive, me recordou da saideira ridícula dada à Erin Lindsay. Além disso, de que Dick investe hoje em uma série com essa galera e não duvido nada de que tudo não tenha passado de shade.

 

Tudo parecia começar bem neste episódio até o anúncio da chegada do FBI e da sua permanência na trama. A partir daí, me perguntei como as coisas funcionariam. Qual seria o plot? Como a turma do Batalhão participaria disso? Bem, foi um roteiro de vários nada. Inclusive, repetitivo porque não é a primeira vez nesta temporada que vemos alguém do 51º pintar de undercover.

 

De quebra, não é a primeira vez que o FBI é inconveniente. A presença dos cidadãos fez apenas o favor de comprometer uma Chicago Fire já muito comprometida. Que não precisa de escalada de trama temporária, embora só tenha rolado isso na S6. De um dia comum, Boden viu seu Batalhão ser fechado do nada por um motivo nada a ver. Pesaram lá no agente em seu luto, mas, como sempre digo, não dá para se envolver com um desconhecido. Não é à toa que Herrmann trouxe a tímida dose de empatia porque ele é um humano de confiança.

 

Mas nada mais que isso.

 

Chicago Fire - Reardon

 

Mesmo com as palavras breves de Herrmann, não fiquei contente com esse papo de “perdi meu parceiro” e agora precisamos da sua casa para capturar um bandido premium. Até me sinto a senhora do coração peludo dizendo isso, mas simplesmente socaram o motivo por meio de diálogo (e eu não curto quando isso ocorre). Não desenvolveram a problemática, independentemente de ser temporária. Ficou ao nosso critério empatizar e foi difícil. Quando os roteiristas querem exacerbar a arrogância de uma turma, a coisa perde o controle e é até mesmo complicado simpatizar.

 

A boa é que não perderam o controle do texto. Meramente porque não havia trama. Não houve razão e nem moral, o que deixou esse episódio à deriva. E o resultado? Chatíssimo. Desinteressante. Deram confete aos intrusos e os trataram como as grandes estrelas para nada. Tudo bem que Reardon demonstrou um processo de transição quanto ao seu comportamento, justamente porque a camaradagem precisava brotar de algum lugar. Porém, toda aquela falta de modos em chegar e se posicionar na casa dos outros marcou um único sentimento: estresse.

 

E um estresse que não valeu a pena porque a trama, além de repetitiva, foi simplória. Prática. Sem foco.

 

É inegável que o escarcéu e a poupa do FBI não valeu o episódio. Nem o resultado. Becerra tinha o único trabalho de gerar caos e sua situação se tornou uma singela piada. Cômodo demais o cara aparecer do outro lado da rua do Batalhão para ser capturado. Pior que isso foi ver Casey e Severide retornarem ao mesmo ponto em que foram reconhecidos. Desacreditei da obviedade.

 

Chicago Fire - Dawson

 

Este episódio só teve o FBI de diferente e não me sinto enganada. Eu meio que esperava essa superioridade, mas me vejo um tanto passada quanto ao caso investigativo que nem era um caso. Não era nada! Assim, apesar de Chicago Fire estar mal das pernas nesta temporada, qualquer oferta de novidade soa bem e não foi este o caso. Não houve desenvolvimento de trama, o que automaticamente não trouxe engajamento – qualquer que fosse. Foi tudo teatral demais, inverossímil de rápido. De quebra, os dois caras negros foram alvejados à toa porque ninguém mais soube o que rolava ali. Bastou dizer que morreu um parceiro de um agente e tudo bem.

 

Não houve preocupação alguma em contar como se deu essa perda para encararmos a ação do FBI, e o próprio FBI, no Batalhão como aceitável. O único instante que pareceu lógico foi o tratamento sobre Taye, um drama que aparentava ser certeiro, mas foi largado de lado para enaltecer os intrusos. O que trouxeram neste episódio soou como perseguição e vingança, algo que Voight faria sem pensar duas vezes.

 

Ok que comentaram sobre o perigo de Becerra, um criminoso praticamente de elite, mas, ainda assim, ficou uma imensa lacuna. Afinal, esse mesmo criminoso não me pareceu nem um pouco perigoso. Pareceu-me até burro por dar tanta sopa.

 

Enfim. É muito fácil vender uma história só de um lado e nem me atrevo mais bater nessa tecla. Meramente porque é a questão de fazer um grupo herói a todo custo, mesmo que o roteiro seja um completo flop. Eis mais uma história “desenvolvida” a base de diálogo, sem nem ao menos se preocupar em mostrar o drama da situação.

 

E nada me irrita mais que dar trama por meio de diálogo. Ainda mais quando o personagem é novo. Pela Deusa, eu fico irritadíssima. Eu não consigo ceder a figuras que surgem do nada. Preciso de mais um episódio para digeri-las.

 

Tudo neste episódio foi socado e não teve conexão alguma. Nem mesmo as situações particulares dos personagens que só estavam ali para preencher a sobra do tempo fora do conflito. Sei que incêndio é caro, mas este roteiro ultrapassou todos os limites da surrealidade.

 

Este foi o episódio com aquela encheção de linguiça caprichada. Com direito a uma cena final tão amadora que me fez rir demais. Parecia que ninguém estava preparado para trocar tiro naquele espaço diminuto e a maneira como Severide e Casey se jogaram no chão só reforçou o quanto essa trama foi totalmente surreal.

 

Nada novo sob o sol.

 

Concluindo

 

Chicago Fire - Jennifer

 

Este episódio não passou de um espelho do 6×13. Para quem não se lembra, foi o crossover com Chicago P.D., que trouxe uma breve atuação disfarçada de Brett e de Gabby. Coincidentemente, contamos com Casey e Severide esta semana e é engraçado como ambos ganharam uma situação de risco e as lindas não. Engraçadíssimo mesmo!

 

Se era para gerar algum paralelo, não sei, mas Dawsey mergulha cada vez mais na zona do desgaste. Já chegou no nível de extremamente cansativo essa de ele em perigo vs. ela em perigo. Para quê fazer isso quando não desenvolvem o impacto de qualquer risco em cada um desses personagens? Com as olhadelas de Cordova, não dá para saber mais qual é a meta dos roteiristas para o shipper. Os dois desenvolveram praticamente nada nesta temporada, nem muito menos lidaram com todos os perrengues plantados desde o início da S6. Difícil.

 

Mas ainda amo meu casal. Só queria meu casal lidando com coisas diferentes.

 

Só sei que o episódio pareceu criativo, mas não foi criativo. Contudo, a gente tem que aplaudir Severide por ter dado aquela bordoada em Benny. Justo ou não, rever o papa Severide sempre é sinônimo de problema e o problema que era um se tornou dois. Apesar do posicionamento do Tenente ter sido outstanding, restou as marcas. Como mencionar que ele é incapaz de seguir adiante (outro ponto cansativo). De quebra, Jennifer sair magoada aleatoriamente. O mesmo Stella que escutou o que não merecia sobre o crush “ser a cópia do pai”.

 

E eu bem sonhava que Jennifer diria que Severide era golden boy. Eu não aguento mais o quanto arrasam esse rapaz. É claramente um ciclo vicioso que não dá mais.

 

Mas se é para destacar um drama, fico com o drama dos Severide. Houve também do menino Taye e pensei que ele funcionaria como um tipo de gancho para a trama. Infelizmente, não foi.

 

Só sei que Boden me representou demais nas caras e bocas. FBI o que tenho a ver?

Stefs
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