Menu:
02/maio

Depois de dois meses tentando colocar o conteúdo prometido em dia (destinado ao mês da Mulher), nada mais justo que dar as boas-vindas adequadamente para este mês. Confesso que março e abril foram bem difíceis para manter o comprometimento com o Hey, Random Girl. O motivo? Estava de bode com este site.

 

Não um bode de detestar tudo que tem aqui. Se fosse isso, bem, era capaz que este site nem existisse mais ou estaria em status eterno de manutenção. Na verdade, foi bode de não querer publicar nada. Faltava inspiração, vontade, ou o que for, de sentar e realmente dar o que sobra do meu tempo para cuidar desta casinha.

 

Como venho dizendo, o tempo tem sido um dilema para manter tudo em dia (este site, o Bela e as Feras mais os projetos de escrita). Afinal, eu ainda preciso fazer minha marmita antes de dormir. No fim, penso que me afastar foi uma necessidade para enxergar realmente como dispor minhas energias e para eu realmente ver se ainda queria manter o RG vivo.

 

Cheguei assim no bico da encruzilhada, fatos reais.

 

Nesses dois meses, me vi unicamente interessada em chegar em casa e simplesmente vivenciar as horas que me sobram antes de ir dormir e acordar no outro dia para ir trabalhar. Não sei se realmente precisava dessa parte, mas foi a única coisa que minha mente pediu nesse período. A ideia de sentar e de revisar os textos meio que me desanimava. Dava aquela angústia de não querer e ser obrigada a fazer. Sentir-se assim é um problema sério.

 

Nada que se faz obrigado é legal. Nunca canso de dizer.

 

Cogitei que essa dificuldade de manter o site em dia se devia aos posts relacionados ao mês da Mulher. Pode ter certa influência porque muitos eu protelei a publicação porque minha mente dizia que eu precisava relê-los mais vezes. É a pegadinha da Síndrome do Impostor que faz você questionar sobre um trabalho que, em um dado momento, se tem consciência de que está ótimo. Na hora do vamos ver, os neurônios trabalham na fortíssima autocrítica. Meu caso.

 

Falar sobre feminismo e representatividade funciona na minha mente. Expor esse meu lado me deixa na pilha por medo de falar asneira. Só que eu tenho que compreender que, às vezes, é falando asneira que aprendo.

 

Na outra via, minha falta de vontade foi meramente falta de vontade. Eu só queria chegar em casa e me largar no sofá novo da sala. Aproveitar a televisão e a Netflix. Pedir uma pizza no meio da semana porque eu mereço. Nada de computador, nada de texto, nada de nada. Só quis esse tempo para mim, nem que fosse para matutar justamente sobre o tempo que claramente perdia mais as crises existenciais que nunca me deixarão em paz (um dia quem sabe).

 

Se eu for resumir esses dois meses seria desafio. Eu tive que me empurrar para botar um trabalho no ar. Um trabalho do qual me importo, mas senti medo, vergonha e afins de apertar o “publicar”. Falar de série é muito fácil. Difícil mesmo é você levantar uma bandeira que acredita, ainda mais quando se está no processo (eterno) de aprendizado. Nem sei se essa é a colocação correta, mas imagino que vocês compreendem mais ou menos onde quero chegar.

 

Eu tive que brigar com a vontade de apenas existir também. De ir e vir e me dar por satisfeita. Houve sim certo escapismo, mas meu corpo e minha mente simplesmente pararam de reagir.

 

Agora, com este retorno, eu espero reagir de novo.

 

Somando isso mais a falta de vontade, tive que fazer as coisas dentro do meu tempo e dentro do meu limite. Acho que me sinto mais leve, o que meio que confirma a parte da culpa sobre meus textos relacionados ao mês da Mulher. Por isso chego aqui sem nada programado, apenas focada em colocar no ar conteúdo que está há anos para trás.

 

O que me faz entregar o esquema de postagem daqui por diante: salvo os textos da Mari, marcados para toda sexta, as minhas postagens serão de dois textos por semana. Meu expediente gera entraves (saudade sair às 17hrs) e percebi que tenho uma hora a menos para deixar meus projetos em dia. Não dá para ir dormir meia-noite sempre porque eu trabalho com texto/revisão. E isso altera meu humor.

 

Então, já que não tem vira-tempo para me dar essa uma hora, preciso impor limites. Ainda mais quando eu escrevo mais do que acho que deveria.

 

Este mês também é mês do meu aniversário, o que me motivou a ir com mais calma ainda. Ao longo dos anos, eu mudei e este site mudou junto. Às vezes, me sinto repetitiva aqui e deve ser porque no meio do caminho eu esqueci de me ouvir mais. De ir mais devagar visto que tenho o dom de pisar no acelerador.

 

Eu tenho a santa mania de querer dar conta de tudo. Tem horas que não dá. Confesso que essa foi a primeira vez, depois de seis anos de RG, que me vi nessa situação. Para mim, nunca teve tempo ruim. Nas vezes em que parei de atualizar a casinha, os motivos eram comigo. Dessa vez, a causa foi este site. Bem, só acho que tudo estagnou e isso contribuiu para o quadro geral de angústia e de abandono.

 

Desculpa, site! Desculpa, preciosos!

 

É. O bode nasceu. O pedido da vez é ir devagar e deixar este mês fluir. Tratar o neném como se fosse um neném mesmo. Se eu recuperar a inspiração como se deve, logicamente contarei isso para vocês. ❤

 

Antes que perguntem: não tenho meta de fechá-lo, mas, se vale de algo, algumas melhorias estão sendo pensadas (e que demorarão um bocado para aparecerem porque envolve repaginação total).

 

Então, o que podemos esperar de maio?

 

Como disse, não tenho planejamento. O que eu tiver vontade de postar, postarei. Meu único compromisso ferrenho é com as resenhas-reflexões de The Bold Type. Infelizmente, atrasei mais que o normal e terei que correr antes do retorno da série. Que nenhum empecilho da vida real me tire do curso ou me darei mal.

 

Que maio seja bom pra gente!

 

Foto por: Martin Shreder.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3