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12/maio

Tenho que agradecer a quem teve a ideia genial de mandar dois episódios logo de uma vez para encerrar esta temporada vergonhosa de Chicago Fire. Fizeram o favor de matar dois coelhos em uma cajadada só e sou muito grata. Afinal, não conseguiria lidar com a espera em saber o que diabos planejaram para o season finale – que claramente não se tinha nada o que esperar. Algo que se comprovou nessas quase duas horas de puro martírio.

 

Como comentei na semana passada, eu realmente não cogitei sobre o que poderia acontecer nesses dois episódios. Principalmente no finale. Por um lado, foi até bom porque minha experiência se resumiu a muito tédio e a muita indignação (nada novo sob o Sol). Tudo nesta dobradinha veio do nada, desde o chamego do filho de Renee com Severide até o aneurisma de Dawson. Em dois tempos, vi o resultado de uma temporada mal trabalhada (para não dizer que nada foi trabalhado) desde o primeiro episódio. Detentora de personagens que não lidam com nada ou que lidam com as mesmas coisas. O que não é sinônimo de desenvolvimento. No fim, entregaram um ano cansado, com um elenco cansado, com storylines desgastadas e mais um monte de OOC que nem devia tá ali.

 

O episódio 6×22 veio com a função óbvia de preparar o clima para o finale. Se ele fosse bom, esperança seria inserida com sucesso sobre o capítulo final desta temporada. Não foi o que aconteceu, pois entregaram um clima monótono, sem interesse e sem apego. Este roteiro nem precisou terminar para instalar desânimo porque nada novo ou impactante veio à tona. Praticamente, me vi diante de uma repetição do 6×21 visto que seguiram com a promoção flopada de Boden, mais a presença de Renee e a malice de Cruz vs. Brett. O único ponto de “ineditismo” foi Dawsey, que engatou o papo de ter um bebê (e o casal precisava representar o drama de todo fim de ano da série).

 

Este episódio em questão não passou também de uma imitação do 6×14 – que foi só sobre Brettonio. Pra variar, usaram-se de um chamado para que Brett se envolvesse direta ou indiretamente com alguma presença masculina. Ato que fincou que este ano de Chicago Fire só foi feito para tentar engatar um novo romance já que se esqueceram de Dawsey. Stellaride ao menos deu certo e foi a única coisa razoavelmente tragável ao longo desta S6.

 

Tudo que foi centralizado nessa paramédica veio como última esperança de fazê-la ter um par romântico (e resgatar um romance do passado) e claro que o tom do 6×22 foi extremamente irritante. Ela acabou lançada mais uma vez na direção de um who para atiçar a angústia de Cruz. Pra quê se importar com o background individual dessa personagem, não é? Parece que criaram um padrão nessas dobradinhas para que Brett se envolvesse com alguém justamente para não dar em nada. É lastimável vê-la lançada como um ioiô, perdendo cada vez uma caracterização que nem lembro mais.

 

Brett

 

Brett serve como um farol de que essa dobradinha, assim como toda temporada, se resumiu a angústia masculina. Semana passada, centralizaram todas as mulheres nas problemáticas dos homens e aqui não foi diferente. Ao longo da S6, a paramédica não desenvolveu nada e ficou presa a todas as tentativas de engatar um romance que crescesse junto com Stellaride. Ela se tornou a sombra dos homens, a “necessitada de afeto masculino”, o que não pega bem para quem entrou em Chicago Fire chutando a porta da frente. Ao menos para mim, é meio que humilhante vê-la ser rebaixada desse jeito e ver Careca Haas achando uma porcaria dessas um máximo me dá nos nervos.

 

Em poucos episódios, os produtores fizeram uma personagem adorável ser detestada. Estão felizes? Justamente por causa dessa necessidade de validação masculina, um trope que nunca sairá de moda, mas tem que saber como usá-lo. Nada deu certo para ela (e nem se preocuparam em lhe dar um drama decente), o que a fez apenas o chamariz para todas as participações masculinas. Eu não tenho nem mais palavras para expressar minha indignação nesse quesito, especialmente porque é quase certo que soarei repetitiva. Mas, nossa, insiram um palavrão aqui.

 

E fico apenas imaginando se Stellaride não tivesse vingado. É certíssimo que Kidd estaria na mesma lama, competindo com Brett por atenção de macho (lembram do fulaninho que ninguém nem lembra mais o nome?).

 

Raciocínio que até cabe na participação de Renee que seguiu centralizada em uma investigação que, como tudo nesses episódios, não prendeu o interesse. Ela acabou como outro exemplo que calha nessa necessidade dos envolvidos com Chicago Fire em fazer pouco caso das suas personagens. Torná-las umas desesperadas pelo primeiro homem que cruza a esquina. Neste caso, Derek me mandou em uma entrevista de que a ex de Severide não terminou do jeito que ele queria e que aqui havia a chance de fazer “certo” com ela. Qual é o conceito de “certo” aqui? Não entendi.

 

Assim, os próprios roteiristas aplicaram a mesma fórmula que tirou Renee de cena. Nicholas criou um afeto do nada por quem tinha acabado de conhecer e ela não perdeu tempo em empurrar a criança no colo de Severide. Para confirmar ainda mais essa tese, acharam que seria bonito criar um paralelo entre beijos. Qual era a necessidade?

 

E pra quê empurrar Stella daquele jeito? Agir como Shay um dia agiu? Pior que isso só foi vê-la estourar a privacidade de Severide ao entrar no apartamento que nem mora mais. WTF?

 

Dawson

 

Claro que Gabriela Dawson somaria a essa pilha caótica de descaso com personagem feminina. Algo escancarado no 6×23. Honestamente, essa paramédica ilustrou melhor do que ninguém o quanto os roteiristas simplesmente largaram Chicago Fire de mão. Se a S5 houve certa fluência, dando oportunidade para os personagens melhorarem, a S6 engatou retrocesso atrás de retrocesso. Dawsey tinha todas as chances de evoluir, de parar com a individualidade chatíssima, mas os escritores se usaram do baixo leque de comunicação de ambos para concluir o finale porcamente.

 

Toda aquela papagaiada de “precisamos conversar mais” para os roteiristas retornarem a dois pontos que se recusam a melhorar: o diálogo e a partilha entre ambos.

 

Da mesma forma que Stella se tornou brevemente a inimiga por chamar a atenção de Renee, Gabby caiu no mesmo. Usaram-se das “falhas” mencionadas para torná-la a maior inimiga de uma relação que parou de desenvolver. Dawsey não tinha outra pauta a não ser a gravidez e tiveram o talento de torná-la um maldito pesadelo. Considerando tudo que os dois passaram desde a virada da S5, o mínimo aqui era o casal encerrar a S6 saltitando.

 

Quando disse que tudo veio do nada nesses dois episódios é a mais pura verdade. Quem é aneurisma? Quem é Porto Rico? Quem é o humano que claramente não sabe criar drama para empurrar os personagens?

 

Não havia como quebrar Dawsey a não ser por meio da pauta de gravidez e fizeram isso da maneira mais preguiçosa do planeta. Um resultado que rebate em um ponto crucial que comentei várias vezes durante as resenhas: o fato dos personagens lidar com nada. Nenhum deles atravessa as dificuldades porque basta saltar no tempo e tudo certo.

 

Vejam bem: desde o início, o assunto gravidez não foi desenvolvido adequadamente. Além disso, contou com uma solução nada a ver e que trouxe agora um novo impasse mais nada a ver ainda. Nenhum dos envolvidos lidou diretamente com a perda ou voltou a falar sobre. Algo que se repetiu com Louie, o nome que seguiu sendo mencionado em vão.

 

E esse casal é o maior exemplo de nunca lidar com nada porque os roteiristas preferem correr com o tempo. Uma medida que, no desenrolar desta dobradinha, escancarou que há um problema muito além do gravíssimo no quesito compasso de enredo mais desenvolvimento de personagens. Os escritores se enforcaram nesses episódios. Bastou olhar para Dawson e Casey nadando em escolhas que não ornaram com sua trajetória para concluir esse ponto.

 

E que trajetória, né? Dawsey ainda mora na S5 porque na S6 só vi a sombra da S3. Algo que também comentei nas primeiras resenhas desta temporada (e a S3 é a que mais detesto, real e oficial, não perdoei ninguém).

 

Não há mais controle em Chicago Fire e a saída foi jogar qualquer coisa para ver se cola. Aneurisma? Really? Quem Derek e amigos querem convencer depois de Otis recuperado milagrosamente? Pior que Derek e amigos tentaram convencer em cima dessa impossibilidade de Gabby engravidar sendo que todo mundo se cura rapidamente nessa série. Então só Dawson não tem esse privilégio? Claro que não, gente, porque ter dó de homem é melhor. É sempre melhor tornar a protagonista uma vilã intragável e as coadjuvantes umas biscoiteiras por macho. Me ajudem!

 

A ignorância (ou o que vocês preferirem) de Derek rasgou este encerramento e quem pagou mais foi Dawsey. Ambos passaram por todos os dramas possíveis e inimagináveis para contar com essa tremenda falta de respeito. Porto Rico quem, minha Deusa? É moda despachar personagem para outro país?

 

Ideia de jerico que calha no mesmo erro que apagou Brett e Stella nesta temporada. Dawson, a esposa, se saiu apenas como trampolim para gerar angústia em seu próprio marido. Fazê-la de vilã por não querer adotar foi de uma pachorra desavergonhada – mas foi até bom porque revelou toda a meleca causada por salto temporal.

 

Uma meleca que se tornou a solução primordial desta temporada e que, logicamente, não foi benéfica. Desde a premiere da S6. Em alguns instantes, tal artifício funciona, mas, neste caso, extrapolaram limites. Bastam ver que não houve trama de continuidade, que pudesse unir até mesmo a tríade que viveu esparsa neste ano da série. Apesar de alguns episódios terem tido uma concordância de ideias e um compasso bom, pular semanas/meses danificou todo o ritmo deste ano de Chicago Fire. Comprometeu o desenvolvimento e a caracterização dos personagens.

 

Dawsey

 

Desde o episódio 1 desta temporada que essa turma não transita e não reflete sobre o que a atinge. Não tem como ignorar traumas e receios quanto ao incêndio do finale da S5, por exemplo, mas ignoraram. Dawsey foi o mais atingido por essa situação caótica e simplesmente escolheram passar o tempo para poupar que ambos atravessassem um evento de grande abalo. E por não terem trabalhado adequadamente esse drama, que serviu de isca para este ano de Chicago Fire, ganhamos uma dobradinha rasa, sem um pingo de conflito e de motivação interessante.

 

E o que uma coisa tem a ver com a outra? Eu mesma culpo a falta de desenvolvimento do incêndio da S5. A falta de cuidado emocional e mental depois desse evento fez diferença sim. Ninguém segue pleno depois de um trauma desses, mas os roteiristas fizeram todo mundo seguir inabalavelmente. Como Dawsey, cuja relação parece que não amadureceu neste finale. Reforçando o retrocesso do retrocesso. Isso porque até Gabby correu risco de morte e acabou na mesma quina com esse papo de aneurisma. Me respeitem!

 

Eu honestamente desacreditei que se usaram de motto feminista para justificar a decisão de Gabby. Um argumento que acho lindíssimo, mas foi muito mal colocado. Soou detestável meramente porque o peso não foi nada empoderador. Apenas, precisavam de uma âncora para sustentar o papel evasivo de Dawson diante da ideia de engravidar mesmo depois do diagnóstico. Foi muita cara de pau da parte dos roteiristas tentar vender empoderamento – que foi fake.

 

O que escandalizou o fato dela querer ter um bebê praticamente sozinha. Soou como se ela, e nem Casey, não tivesse aprendido nada com o passado. O que me faz repetir a questão do retrocesso. Qual era a real dificuldade de fazê-los rumar a um ponto de concordância? É a questão do diálogo + partilha, as falhas que, no fim de tudo, se tornaram um tiro contra Gabby.

 

O conceito desta temporada foi empurrar as mulheres para agirem fora de suas caracterizações em nome da angústia masculina. Os pobrezinhos de almas sofridas. Aqueles que todo mundo tem que fazer chamego. Casey caiu nessa de “pobrezinho dele” e desacreditei.

 

Compreendo a parte da preocupação com Gabby. Afinal, eu mesma ficaria se alguém que eu amo verdadeiramente apostasse em algo que pode ser letal. A afirmação do personagem sobre cobrar sua participação em uma decisão crucial foi válida, belíssima diga-se de passagem, mas veio às custas de uma argumentação que jamais eu ouviria Dawson dizer com tanta indiferença. Assim, nunca mesmo. Até porque as Chicagos nunca foram girl power e nunca se preocuparam em empoderar suas personagens.

 

E tenho dito.

 

Esse é um papo que já deveria ser simples para o shipper a essa altura de Chicago Fire. Eles não estão juntos desde que se casaram oficialmente. Ambos estão juntos há eras, mas, infelizmente, os roteiristas escolheram voltar ao climinha S3. Sério, Dawsey não tinha que regredir tanto assim em nome de quem não sabe mais o tá escrevendo.

 

Todo esse desleixo me faz querer acreditar que sua origem se deveu a falta de renovação de contrato de alguns atores. Como a própria Monica. Quando não se tem a certeza de que alguém do elenco principal permanecerá para o próximo ano, roteiristas não arriscam muito justamente para evitar que a storyline abra demais. Meramente para que não fique impossível de cobrir os rastros depois. Normalmente, quando fazem isso, o resultado é este: antinatural.

 

O que isso significa? A escolha de finalização dada a Dawsey simplesmente não orna com o desenvolvimento deles até aqui. Não orna com o tempo presente dos personagens envolvidos. Simplesmente, esticaram e esticaram a dinâmica desse shipper dentro de um limbo para dar tempo de pensar em um arremate – que culminou de ser sem pé e nem cabeça (talvez em reflexo da possível saída de Monica). Deram um nó frouxo para que seja possível desatá-lo no futuro. E para chegar ao nó frouxo, bem, o OTP ensinou nesses dois episódios. O descaso no finale para com eles foi extremamente perceptível. E com os demais da série também, vale repetir.

 

No caso de Dawsey, ver Gabby agir por conta machucou porque gravidez é uma decisão de ambas as partes (se você estiver em um relacionamento). Ela seguiu a ferro e fogo, firmando que sua personalidade é “inalterável” (sendo que Derek e amigos nitidamente não querem “mudá-la” porque supostamente perdem seu precioso conflito dentro desse núcleo). Não curti ouvi-la dizer que não precisa de Matt para determinadas decisões (sendo que nessa ele é mais do que necessário). Foi como se o amor dela não existisse ali. Foi como se nem o finale da S5 tivesse existido. Simplesmente, retornaram para a S3. Período do qual ambos discutiam por coisas imbecis.

 

Casey

 

É fato que Dawson nunca lidou bem com negativas e com ordens, mas, a essa altura do campeonato, esses traços deveriam ter se amenizado. Até amenizaram, desde a S4, mas os roteiristas resgataram uma versão da paramédica que não existe mais (e que só aflora em situações precisas, como os resgates que têm vítimas em postos de injustiça). Ainda mais porque a personagem está em um relacionamento (que não precisa mais ficar escondido e etc). Ela não lida mais com o conflito de Matt-chefe vs. Matt-noivo. Isso ficou lá na S3 e deveriam ter deixado morrer lá.

 

Mas escolheram extravasar todas as emoções dela. Até aquelas que nunca existiram. Descaracterizaram tanto Gabby que nem sei onde achar mais argumento para dialogar sobre esse ponto.

 

Torná-la distante facilitou demais para Casey ser o pau mandado da história. Ser o garotão do textão verbal cheio de amor para dar. Como disse, gostei dele dizer que os dois precisam estar juntos nisso, mas eis uma afirmação desnecessária. Como disse também, Dawsey não está junto há pouco tempo. Ambos já deveriam ter passado dessa fase.

 

Também machucou ver Casey passar por cima dos sentimentos de Gabby em nome da adoção. Ato que me fez rir amarguradamente porque nenhum roteirista se preocupou em endereçar o buraco deixado por Louie. De novo, o caso de salto temporal que não cura nada. Que não faz favor a nenhum personagem. O que se criou foi uma bola de neve, algo visto nesses dois episódios. Em poucos dias, tudo fica bem, e o shipper mostrou em cada linha de diálogo dessa dobradinha a exaustão de ser arremessado no mesmo limbo de problemas não resolvidos. A gravidez, que era para ser um momento lindo, se tornou uma claríssima roleta russa.

 

Um desserviço, sem sombra de dúvidas. E eu poderia rasgar o peito sendo que a resposta mora não apenas em Chicago Fire, mas em toda a franquia: mulher não tem vez. Em um mundo escrito por homens (arrogantes), obviamente que as mulheres sairão de seus pontos de vista (e não serão dos melhores). No geral, aqui os homens precisam ser ovacionados (o que não é nenhuma surpresa visto que ainda seguram Jason Beghe em Chicago P.D.).

 

E, pelo visto, alguém deve ter fobia de gravidez. Ou um sério caso de mama issues.

 

Ou de achar que toda mulher é histérica, como Brett dando seu show 100% nada a ver.

 

Melhorem?

 

Concluindo

 

Grissom

 

Não curti esta temporada, especialmente porque me fez lembrar da falta de compromisso da S3. Desabafei!

 

A única história fora da bolha foi a de Boden. Ainda sim não teve aprofundamento e correu dentro do esperado. O que me deixou “surpresa” foi o retorno da propina sendo que a resolução desse assunto foi mais clara que água. Enfim. Grissom se provou o maior 4ª série, sabotou o Chief e conquistou o trono. Eu já sabia!

 

E não entregaram a papelada feita por Otis por quê? Ponto de virada, gente, ponto de virada.

 

O que posso dizer mais sobre esta S6? Faltou muita iniciativa nesta temporada. Resultado? Storylines nada inéditas e empolgantes.

 

E estão aí duas coisas que esses episódios não foram: inéditos e empolgantes. Chamados mais carentes que minha vida social, personagens correndo atrás do próprio rabo, umas emendas de storyline sem um pingo de sentido, repetição de participações que mais atrapalharam que ajudaram. Eu não sei o que ocorreu com Chicago Fire, mas, particularmente, não tratar como deveria o incêndio do finale da S5 definiu totalmente o encadeamento da S6.

 

Aqui temos o quadro do descarrilamento. O que não dá confiança para a sétima temporada.

 

Obrigada a quem leu minhas resenhas e peço desculpas por qualquer coisa. Não sei se retorno na fall com este trabalhinho, pois saio de cena com 23 episódios de pura decepção. Esta não é a Chicago Fire da qual me apaixonei e é bem provável que essa versão nunca volte (#drama). Tudo depende agora da permanência ou não da Monica.

Stefs
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