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05/maio

Estou aqui me perguntando por quais motivos este episódio de Chicago Fire existiu. Sério mesmo. Perto do fim da temporada, a série vai e me entrega um novo filler que tentou sobreviver à base da nostalgia. Sentimento que Boden bem tentou engatar na semana passada, com o resultado de vários nada, e o mesmo se repetiu aqui. Todo caso, sigo sem muitas palavras sobre os novos desdobramentos porque foi difícil se encontrar nessa bagunça.

 

E quando digo bagunça é a quantidade de plot desnecessário que só estava ali para preencher falta de real trama.

 

O episódio nem precisou chegar à sua conclusão porque me vi amarga antes disso. Mais precisamente no previously. Fiquei de testa quente ao testemunhar o padrão de quatro mulheres cujas storylines giram/giraram ao redor de um homem. Delia vs. Cruz. Brett vs. Cruz. Renee vs. Severide (aqui nem é novidade). Stella vs. Severide. Praticamente, repetiram o compasso de plot visto na dobradinha que rolou nesta temporada (aka a forçação de shipper) e o resultado não poderia ser menos que vergonhoso. Isso porque uma dessas histórias chegou como isca de revival.

 

Obviamente que menciono Renee. Sendo honesta, eu nem lembrava que essa moça um dia existiu na série. Só quando vi as fotos que a promoviam que me liguei a quem as sinopses se referiam. E, sério, tal retorno não merecia essa súbita importância que a publicidade de Chicago Fire tentou enfiar goela abaixo. Ela influenciou em nada justamente porque sua trama não foi lá aquelas coisas. A moça só existiu para ser a primeira a magoar o Tenente “seriamente” e para deixar o rastro do que viria ser o vício dos roteiristas.

 

Vício: todo ano Severide está com uma mulher para fracassar no processo.

 

Renee

 

Sua presença pode ter impactado algumas pessoas que acompanham Chicago Fire e tá tudo bem. No meu caso, vi apenas o lembrete de que nada mudou quando pensam em dar a Severide um viés de destaque. Ainda mais em fim de temporada. Sempre é romance ou a falta dele ou os pais. Segue normal e chato.

 

No passado, Renee só fez o favor de pilhar a relação Shay e Severide. Nada mais. O que não presta, eu dispenso rapidinho e está aí uma storyline que não cabe nem um pouco no famigerado “recordar é viver”. Até porque é óbvio que a personagem tem segundas intenções, muito além de querer a participação do Tenente como analista da sua investigação.

 

E não falo na maldade. Chicago Fire nunca traz ninguém novo/antigo na inocência. Vejam só o que o tão empático Grissom aprontará na dobradinha da semana que vem. Me respeitem!

 

Ao menos, a presença de Renee deu uma amarradinha de leve ao pedaço relevante deste episódio. No caso, as mudanças que começam a ocorrer na comunidade dos bombeiros. O que reforça o que comentei na semana passada: o papo de promoção estava longe de terminar. Fato que me encucou unicamente pela curiosidade de saber como dariam esse andamento. Afinal, Grissom estava decidido em não se aposentar e Boden ficou contente com seu barco. Eu praticamente considerei tudo muito bem encerrado, mas vamos fazer o quê?

 

Boden

 

Não digo que o papo de promoção voltou com força total esta semana porque não foi assim. Embora tenham largado a sensação de que o assunto havia se encerrado, instalaram uma brecha no primeiro chamado para trazê-lo à tona de novo. Para fortalecer a ideia, colocaram fragmentos da mesma mensagem na boca de alguns personagens. Para fazê-la crescer, Casey e Severide fizeram campanha para Boden. Para criar conflito, o Chief ficou estressadíssimo. Para arrematar a aceitação, aniquilaram um personagem que ninguém nunca ouviu falar. No quesito amarração, o episódio está de parabéns. A fluidez dos fatos atingiu seu propósito.

 

Em contrapartida, sério mesmo que Boden só foi pensar sobre o quanto ele seria relevante para essa comunidade graças à morte de um pai de família? A lógica rasa que tem perpetuado esta temporada e que chega ao ponto de ser ofensiva. Afinal, Derek e sua turma chamam quem assiste a série de burro. Real e oficial.

 

Do nada, acompanhamos uma morte que não choca ninguém. Já cansei de dizer que matar personagem desconhecido não faz diferença. Sem contar que é engraçado ver os roteiristas brincando de morte quando todos seus bombeiros saíram vivíssimos do incêndio que rasgou o finale da S5. Poderia ser apenas cômico, mas lamentável é uma palavra que orna melhor.

 

A perda de Paul foi previsível no instante que o descreveram como um bombeiro e o inseriram no último resgate. Ação que reforçou o quanto esta temporada (e anos anteriores da série) falhou na artimanha de matar personagens. Além disso, como os escritores seguem optando em cortar inserções que ninguém se lembrará no futuro. Shay mandou lembranças.

 

E nem consegui me deixar levar pela conversa entre Herrmann e Mouch que serviu para respaldar essa escolha conclusiva (e foi sim um cenão). Meramente porque o que mais me machucou foi ver Boden realizar que precisa dar um passo na sua carreira (de novo) devido a essa baixa (que deu aquela entristecida de leve, quase inexistente). Eu fiquei possessa feat. indignada porque foi como se o personagem nunca tivesse visto morte na vida. Como se ele nem tivesse conversado com Donna sobre a verdade de que bombeiros não são imortais.

 

Alienaram o Chief neste episódio justamente para conseguirem trazer o papo de promoção de volta. E, claro, criar clima de treta com Grissom – outro resgate já que ambos se estranharam na semana passada.

 

Foram sim bem-sucedidos no propósito, mas por meio de artifícios e de opções que vivi dizendo ao longo desta temporada: simplórias. Soa repetitivo esse meu argumento, mas não tenho culpa se a parte criativa de Chicago Fire foi esquecida no churrasco. Trouxeram mais medidas sem um pingo de complexidade e que renderão o que também já vimos: treta de gigantes que serão infantilizados pelo poder.

 

Eu espero que Boden não pague esse vexame. Seria a gota d’água.

 

Ao menos, a visão de Severide e de Casey compensou o retorno da promoção. Eles foram bem fofinhos. Ambos sinalizaram sobre a importância de não deixar talento escorado – nuance que levei para toda a realidade de Chicago Fire graças ao elenco desperdiçado – e de ampliar os horizontes. Tudo lindinho, mas será uma pena ver nada sair do lugar. O que é provável que aconteça para choque de 0 pessoas.

 

Concluindo

 

Severide e Grissom

 

O episódio se arrastou demais em sua chatice e em seu climinha mais ou menos. Chamados sem apelo. Storylines nem um pouco interessantes. Ao menos, encerraram a ladainha do Cruz.

 

Esta semana foi justamente para preparar o futuro. Para abrir e garantir as duas únicas histórias que nos levarão para uma conclusão imprevisível. E o gosto da imprevisibilidade é fortíssimo. Não nos deram nada de relevante ao longo desta temporada para quebrarmos a cabeça ou para temermos. Duas pegadas que simplesmente deixaram de existir em todos os episódios desta S6. Este não trouxe nada de intrigante e caiu na própria cilada de um típico encerramento que não abala mais. Parecia até que a turma entrou na mesa casa para testemunhar o luto de uma família, só mudando a cara dos atores envolvidos. Bizarro!

 

Os roteiristas seguiram pela estratégia que não funciona como nos tempos áureos de Chicago Fire. Não tem mais graça ver morte de gente aleatória só para engatar o papo de união e do quanto o papel de bombeiro é importante. A fórmula que outrora sacudia as estribeiras só tem trazido mais apatia.

 

E é no mais do mesmo que caminharemos para um finale em dose dupla. Não tenho tanta esperança sobre o futuro de Boden, pois nenhuma transição efetivamente ocorre em Chicago Fire. De quebra, Grissom sendo o maior 4ª série do condado já me enche de preguiça.

 

Abstenho-me de comentar algo mais sobre as quatro mulheres que marcaram presença para gerar manpain (angústia masculina). Gente, quatro personagens!!! Vocês têm ideia do que são quatro personagens interligadas a storylines masculinas? Visadas com o propósito de fazê-los crescer ou ter um instante de revelação? Eu estou frustradíssima!

 

E saio daqui batendo portas e janelas.

Stefs
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