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17/jul

Se existe algo que eleva minhas expectativas é ver o nome da minha atriz favorita envolvida em algum projeto. Independentemente de esnobadas do Oscar (o que é seu está guardado), Amy Adams se mantém como uma das atrizes mais completas hoje em dia. E diria que também uma das mais bem pagas da atualidade. Por trás do timbre doce e educado, se encontra uma leoa que ama sua profissão. Sua dedicação a faz se entregar de corpo e alma para todas suas personagens até então. Em Sharp Objects não seria diferente.

 

Camille Preaker é o tipo de personagem que exige bastante de quem a interpreta. Não apenas na fisicalidade, mas na carga emocional que carrega apenas com o olhar. Aqui, tanto Amy quanto a equipe criativa encontram uma nova forma para fazê-la se expressar. Dado que Flynn usa do recurso de primeira pessoa no livro, a transição para a televisão precisaria ser sútil. Ainda assim, precisaria expor com precisão a voz dessa jovem mulher.

 

Tal personagem pode ser interpretada como o tipo de protagonista que o telespectador relutaria em se aproximar. Por trás de terríveis hábitos, como doces, bebida e cigarro excessivo, existe sua despretensão com a vida em si. Desde sua linguagem corporal até sua fala sarcástica, constrói-se uma barreira intransitável. Independentemente de sua fachada, existe algo que nos atrai. Algo próximo à empatia.

 

Passado e presente

 

Sharp Objects - 1X01 - Irmãs

 

Wind Gap, dentro do universo criado por Flynn, é uma cidade do estado do Missouri, presente na região centro-oeste, na qual a autora nasceu e viveu. Mesmo que fictícia, o local traz aspectos que se assemelham com uma pacata cidade que parece ter parado no tempo. Mesclando um visual decadente e bucólico, dado a vasta área verde, a produção teve a importante missão de dar vida a esse pequeno lugar. Agindo como uma personagem, cada muro, rua, placa e relance de suas florestas nos conta algo.

 

E isso é possível somente através do olhar daquela que um dia se foi, mas precisou voltar.

 

O diretor Jean-Marc Valleé e a dupla de cinematógrafos Yves Bélanger e Ronald Plante usam de um recurso transitório para contar, de maneira fragmentada, a história de Camille Preaker. Passado e presente se fundem, quase num piscar de olhos. Tal recurso, que coloca uma cena do passado indo de encontro ao presente, mostra para nós, telespectadores, como a mente inquieta da protagonista funciona. Dentre devaneios do seu inconsciente, sutilmente somos apresentados a duas figuras pivôs para o desenvolvimento de Sharp Objects.

 

Camille, a repórter

 

Sharp Objects - 1X01 - Camille

 

Depois de acordar de mais uma aparente noite mal dormida, Camille é convocada ao seu local de trabalho. Repórter de um jornal de St. Louis, Missouri, seu editor, Frank Curry, apresenta uma proposta irrecusável. Bom, para ela nem tanto, mas trabalho é trabalho. Aqui, escolheram colocar as cidades na mesma região, diferente do livro onde a personagem mora e trabalha em Chicago.

 

Abrindo o mistério que permeará por toda a minissérie, vemos uma profissional relutante em cobrir a matéria que lhe foi designada. Wind Gap, sua cidade Natal, foi assolada pelo assassinato de uma garota seis meses atrás e pelo recente desaparecimento de mais uma.

 

“A única indústria é matadouro de porcos. Então, você tem riqueza herdada ou pobre. Qual deles é você?
Pobre de riqueza herdada.”

 

Apesar de ter como função abrir o território, apresentando a trama, o roteiro deixa margens para interpretação. Tendo que a minissérie será composta por oito episódios, não existe a necessidade de despejar todo o background de Camille. Até porque ele é fundamental para desenrolar a história a partir do momento que ela pisa em Wind Gap depois de anos distante.

 

Sua interação com Frank deu indícios que o relacionamento dos dois não é meramente profissional. Isso fica claro quando ele indica que pode ser bom para ela liberar algumas coisas e se recuperar. Existe preocupação e cuidado, agora resta saber como a série abordará o relacionamento mais saudável que ela aparenta ter.

 

Álcool e cigarro ao som de Led Zeppelin

 

Sharp Objects - 1X01 - Camille

 

Muitos podem acreditar que a ida para casa pode acarretar episódios de ansiedade e de escapismo. Isso muitas vezes faz com que a pessoa busque por coisas que a mantenham distante do que a aflige. Álcool e cigarro, principalmente consumidos em demasia, são duas das diversas saídas. No caso de Camille, a dupla A&C faz parte do seu dia a dia. Bem como sua preferência pelos anos 70, a considerar seu gosto musical.

 

Inicialmente, sua primeira ação em Wind Gap é se acomodar num motel de beira de estrada. Existe todo um ritual de reapresentação entre a personagem e a cidade. Desde a maneira cautelosa com que se move e até mesmo seu despretensioso figurino. Camille opta sempre por roupas escuras e longas e abdica do uso de maquiagem. Aqui, vemos que Amy não precisou sofrer uma transformação física drástica, além de engordar um pouco. O que aconteceu de fato foi a preocupação em retratar fielmente essa mulher, carregada de péssimos hábitos.

 

Seu olhar serve como farol a iluminar o caminho. Uma simples privada ou banheira remete a algo de seu passado. Reflexo de que precisa ser muito corajosa, ou realmente não ligar mesmo, para chegar a usar a banheira de um quarto alugado. Desprendida e submersa no seu banho, Camille é arremessada mais uma vez ao seu passado. Descoberta e liberação, se assim podemos nomear, se encontram em mais um diálogo atemporal.

 

Em busca das cores

 

Sharp Objects - 1X01 - Detetive Willis

 

Tentando se familiarizar com os acontecimentos de Wind Gap, Camille, antes mesmo de entrar na delegacia, se depara com um pôster da desaparecida – Natalie Keene. Ann Nash, a primeira vítima, já tem seu pequeno memorial próximo a uma das placas da cidade.

 

“Já tem a polícia…Quero histórias locais…Preciso de fatos e excitação.
Vou escrever uma novela.”

 

Tudo é contido e velado, havendo dificuldade em obter qualquer tipo de informação. Delegado Vickery tenta cumprir com o seu papel, não deixando nenhuma informação escapar. Mas, do outro lado, temos uma tentando recuperar seu groove, mesmo que por imposição de seu editor. Falando nele, Camille reporta o pouco que conseguiu até então, mas, já que participara da equipe de busca, espera assim encontrar uma garota morta. #toodark

 

É durante a equipe de busca que nos é apresentado outro personagem-chave em Sharp Objects. Diferente de Camille, que é uma conhecida/desconhecida, Detetive Willis é o elemento estranho em Wind Gap. Diretamente de Kansas City, ele foi chamado para auxiliar na investigação. Porém, seu jeito oposto ao do Delegado parece não agradar muito.

 

Assim como Frank Curry, suas interações com Camille servirão como base para desvendar os assassinatos. Porém, o interessante é que, mesmo intitulado como um mistério criminal, o real propósito da série não é desvendar de fato quem está por trás das atrocidades. Basta ter paciência, pois ficará claro que o fogo, que a princípio queima lentamente, atingirá seu potencial no momento certo. E, quando realmente pegar fogo, vocês entenderão sobre o quê Sharp Objects realmente se trata.

 

Família, família…

 

Sharp Objects - 1X01 - home

 

“Não suporto esse tipo de conversa perto de mim. Crianças feridas.”

 

Patricia Clarkson (Boa Noite, Boa Sorte, Maze Runner) foi escalada para viver Adora, mãe de Camille. Considerando quão camaleão Amy consegue ser no quesito idade, facilmente conseguimos enxergar a dinâmica familiar. Principalmente porque, na história, Adora teve Camille muito jovem.

 

Assim como é importante dar vida e identidade visual à Wind Gap, o mesmo se aplica ao casarão que Adora vive com seu marido Alan. Juntos, tiveram Amma, hoje com treze anos de idade.

 

Camille se ajusta conforme a situação, levando em consideração sua transparente expressão facial. Quando a vemos pisar nesse familiar território, seu olhar parece se alertar. Porém, o que mais impressiona é quão submersa fica em seus pensamentos.

 

Sua capa protetora parece querer deixá-la exposta, mas existe uma força maior que a mantém intransponível. Sua mãe, pelo contrário, adota uma postura vulnerável visto a experiência com os acontecimentos que horrorizaram a todos na cidade. Com a inesperada aparição da filha, na qual se mostra extremamente incomodada, Adora usa de seu estado emocional para bombardear as decisões que fizeram Camille voltar para Wind Gap.

 

Durante a leitura do livro, algumas das passagens surtiram mais efeito em mim. Uma delas em particular, profetizada por Camille, indagava que algumas mulheres não conseguem ser mães e outras não conseguem ser filhas. E isso servirá como alicerce para essa conturbada dinâmica familiar.

 

Duelo com os mortos

 

Sharp Objects - 1X01 - sisters

 

“E se quando você morre, uma parte sua vai para o céu e uma parte fica aqui? Só para cuidar das coisas, sabe?
Para ver o que acontece. Pra você, pra mamãe.”

 

Cada uma das interações de Camille acontece de maneira lenta e pouco explicativa conforme o timing e as escolhas do roteiro em mostrar ou não. Inteligente e crescente, o texto de Marti Noxon permite explorar, quase que tortuosamente, suas diversas nuances e cargas emocionais. Mesmo que não revelado abertamente, vemos uma protagonista lidando com fantasmas do passado. Fantasmas esses que parecem sempre rodeá-la.

 

Morte é um tema recorrente em sua vida. Mesmo que ainda não velada, sabemos que Camille carrega uma bagagem de ressentimento, más escolhas e uma perda irreparável. Fragmentos do passado se conectam com o presente, todos na presença de sua irmã mais nova, Marian. Pouco a pouco, descobrimos do elo entre as duas irmãs.

 

Por falar nelas, tenho que dizer que aguardei muito para ver Sophia Lillis interpretar Camille criança. Lembro quando assisti It – A Coisa  e até hoje não entendo como ela se parece com a Amy. Pontos para o casting perfeito de Sharp Objects.

 

Todos somos assolados emocionalmente quando pisamos na casa que crescemos e vivemos boa parte de nossas vidas. Independentemente se as memórias são boas ou ruins, cada canto conta uma história. Pisar no seu quarto, depois de alguns anos, é uma experiência estranha. Para Camille, chega a ser sufocante, levando-a a escapar, indo para o único lugar que a faz sentir ela mesma. Suas respostas sempre parecem ser encontradas num copo de bebida e, mesmo que não, existe uma relação íntima entre ela e o ato de beber. Como se beber fosse um paliativo para aquilo que tenta fugir, mesmo que sempre pareça ir de encontro.

 

Círculo de fogo

 

Sharp Objects - 1X01 - Camille

 

O que antes foi uma escapada para o bar, se transformou em mais um ácido encontro com Detetive Willis. As tentativas dele em quebrar a barreira de Camille continuam, mesmo que ela se arme até os dentes com seu sarcasmo. Os dois se encontram no mesmo beco sem saída, dado que vivem estágios diferentes com suas profissões.

 

Percepções de certo e errado não parecem afetá-la já que Camille aparenta agir por impulso em determinadas situações. Dentre essas ações esteve a abordagem a um menor de idade num bar. O irmão da garota desaparecida. Mesmo que não consiga, considerando a pressão vinda lá de St. Louis, algo diz que ela não desistirá.

 

Agora, imaginem ter que retornar para sua cidade Natal e cutucar nas feridas dos outros? Sua conexão com Wind Gap e seus habitantes é derivada de sua infância e adolescência. O que ela talvez não tenha compreendido ainda é que não está nem um pouco perto de conhecer aquelas pessoas. Dessa forma, não existe timing perfeito para invadir a privacidade de famílias destruídas por tamanha tragédia. Sua visita a casa dos Nash, família da primeira vítima, chega a ser embaraçosa. Contrário a suas conversas com as autoridades, Camille tem o primeiro vislumbre da delicadeza do caso. Somado a isso, vê uma família pouco a pouco ser esquecida já que existe outra garota desaparecida.

 

O que vai volta

 

Sharp Objects - 1X01 - Camille

 

“O ímpio é derrubado pela sua malícia, mas o justo até na sua morte acha refúgio.”

 

Temos a inocente percepção de que, mesmo após adultos, nossos pais nunca deixarão de nos ver de determinada maneira. Ao olhar deles, sempre seremos suas crianças. Dependendo da situação, quem és e o que faz implica diretamente neles. Chega a ser uma imensa responsabilidade, pois, por vezes, não conseguimos nos enxergar à parte de nossos pais. Somos muito deles devido a nossa criação, mas também somos muito de nós. De como nos formamos como indivíduos.

 

Camille teve que receber uma proposta de trabalho para assim reencontrar sua mãe. Sua relutância e afastamento são decorrentes deste abismo que habita entre elas. Cada pessoa lida com situações adversas de uma forma, mas torna-se um organismo tóxico quando nada é processado e dialogado.

 

O tom emocional manipulativo é a maneira com que Adora encontra para mostrar que precisa ter controle da situação e das pessoas ao seu redor. Perante essas crises, Camille prefere adotar uma postura passiva em vez de dar mais combustível à discussão.

 

Se a mãe acredita que tudo que a filha faz voltará para ela, vemos que, nesse caso, os Keene receberam sua Natalie de volta, mas não da maneira que tanto desejaram. Abandonada num beco, o aguardado momento mescla a horrenda revelação do corpo de Natalie junto à reação das pessoas que o encontraram. Dentre o desespero do casal que a avistou primeiro até a visível sensação de falta de ar de Camille, Wind Gap tem seu pior pesadelo concretizado: um caso de assassinatos em série. O que só comprovou a teoria de Kansas City, forma com que Camille se refere ao Detetive Willis no livro.

 

Bonequinha da Mamãe

 

Sharp Objects - 1X01 - Amma
Antes de presenciar o momento que encontraram o corpo de Natalie Keene, Camille avista um grupo de adolescentes aprontando e brincando perto do memorial feito para Ann. Para aqueles que leram o livro, sabemos que duas importantes revelações ocorrem nos primeiros capítulos. Uma delas é a primeira aparição de Amma, meia-irmã de Camille.

 

Diferente de tudo que poderia imaginar, Amma passa despercebida e nem o faro jornalístico de Preaker foi capaz de identificá-la. Amma era a garota que conversou com ela antes do início das buscas na floresta. Ela também estava próxima ao memorial de Ann, momentos antes de encontrarem o corpo de Keene. O que diferencia essa garota com a garota que finalmente conhece na casa de sua mãe é o seu exterior.

 

Considerando o quente verão, ela e o grupo de amigos andam pela cidade, matando tempo, fazendo coisas típicas de adolescentes. Porém, ao chegar em casa, é a doce garota, que usa vestidos floridos e que cuida com muito zelo da casa de bonecas que ganhou de presente de sua mãe. Só eu acho Dollhouses o presente mais bizarro possível? Talvez seja meu trauma com Pretty Little Liars falando mais alto.

 

Pela primeira vez, Marian é mencionada no presente visto que todos os flashbacks dela com Camille revelam pouco a pouco o que aconteceu. Amma aparenta ser uma garota bem precoce para sua idade. Fala sobre a falecida irmã, se é que pode chamá-la assim, com uma propriedade que chega a ser perturbadora. A garota se sente conectada a ela, mesmo nunca tendo a conhecido pessoalmente. O que mostra que sua presença é tão sentida na casa, não apenas na fala de Adora, como também no intacto quarto que a mãe recusa mexer. Como é dito no livro: é impossível competir com os mortos.

 

Amma é segura de quem é, mesmo que tenha que fingir quando está próxima a mãe. Sua reveladora conversa mostra sua carência, mas também enaltece sua forte personalidade. Principalmente quando afirma que Camille e ela são iguais. Adora sempre dizia que a filha mais velha era incorrigível e é exatamente assim que Amma se enxerga.

 

Rastejando a pele

 

Sharp Objects - 1X01 - Vanish

 

Já dizia Linkin Park: essas feridas não vão curar.

 

Mesmo que numa situação desfavorável, dado a seriedade do momento, eis que a trama começa a dar respostas sobre sua protagonista. Ciente do desenrolar central da história, é libertador e ao mesmo tempo brutal vislumbrar anos e anos de comportamentos autodestrutivos. Seu jeito largado, sarcástico, sua atitude incorrigível, como a mãe costumava dizer, e o uso de roupas compridas, são algumas das coisas que a personagem usa para se esconder. Sempre existe algo que corre por debaixo de nossa pele, mas, no caso de Camille, tudo emerge sob ela.

 

“Camille veste sua dor. Às vezes, seria libertador se todos pudessem enxergar a dor que cada um veste”. – Gillian Flynn

 

Tendo que o livro é narrado em primeira pessoa, o leitor descobre sobre o autoflagelamento graças à revelação direta e literalmente cortante de Camille. O recurso usado na série é um momento de extrema vulnerabilidade da personagem, quando se prepara para mais um banho na banheira de seu antigo quarto. Tamanha vulnerabilidade e exposição se estende aos bastidores, onde Amy passou três horas por dia nua na frente da equipe de maquiagem. Tal equipe ficou responsável por cravar sua pele com uma vasta lista de adjetivos e de palavras.

 

Sharp Objects entregou seu primeiro plot twist com sutileza e precisão. Mostrou que o efeito do roteiro em mostrar em vez de contar/explicar sempre será mais efetivo. Consequentemente, haverá mais contexto, explicando quando ela começou e qual a simbologia de cada palavra. Intento foi conseguido e o impacto de se deparar com essa revelação foi meticulosamente bem colocado ao final do episódio.

 

Concluindo

 

Com o combustível suficiente para dar início à sua jornada, a nova produção da HBO já mostra indícios de ser “a série que precisa ser conferida durante esse verão”. Considerando que as produções televisivas norte-americanas são as mais consumidas mundialmente, acompanhamos um crescente número de canais, sejam abertos, a cabo ou streaming, cada um sempre a trazer novo conteúdo constantemente.

 

Antes foi a Golden Age e agora vivemos na era da Peak TV, que nada mais é que o elevado número de produções de qualidade espalhado por diversos canais e meios de transmissão. Cada vez mais se eleva o potencial de tais produções, sendo que muitas delas, devido ao investimento, se equivalem e, por vezes, superam a produção de um longa-metragem.

 

O que Jean Marc-Vallée traz para TV é uma aula de direção e de visão. Um deleite para os amantes de séries. Junto com Gillian Flynn, que assina o roteiro, e Marti Noxon, que desenvolveu a adaptação para a TV, temos uma equipe colaborativa engajada em contar esta história. Com um elenco, encabeçado por Amy Adams, que também contribuiu como produtora executiva, o resultado só poderia ser A+.

 

Sharp Objects pode não ser o tipo de série que agrada todo mundo, mas, caso queiram sair do seu cotidiano e embarcar numa jornada perturbadora e diferente de tudo que já viram, aconselho acompanhá-la. Aqui, o que mais fascina é sua protagonista, muito mais que o mistério de quem e por quê. Camille é um turbilhão de emoções e de contradições, mas, como Flynn disse durante uma das entrevistas promocionais, existe algo de heroico nela pelo simples fato de conseguir manter sua cabeça acima da água.

 

Para aqueles que leram o livro como eu, concordam que só com este episódio pudemos sentir que a minissérie será bem fiel ao que consta nas páginas. Não apenas pelos diálogos idênticos.

 

Não leu o livro, mas foi surpreendido com a revelação visual presente nos últimos minutos? Dividam suas ideias, quero saber a opinião de vocês.

Mari
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