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13/jan

Seja esquisita, seja aleatória, seja quem você é

 

Este projeto nasceu em alguma data de julho de 2011. Em 06.02.2012, ele contou com uma mudança de nome e eis que o rebatismo lançou o querido Hey, Random Girl!. Até 2015, usava o Blogger para compartilhar pensamentos, resenhas, mais pensamentos e muitas coisas das quais amo muito. Com o tempo, meu conteúdo foi tomando forma, mas havia algo mais que faltava. No caso, um investimento de verdade.

 

Em 2015, recebi um sinal besta (levo muito a sério sinais, ok?): os comentários do Blogger começaram a “rejeitar” o Disqus. Tentei, insisti, mas me vi desanimada. Detalhe que afetou minhas postagens que começaram a decair. Essa situação minúscula me fez entrar em uma crise de pensamentos: ou eu manteria minha estadia no filho do Google ou me teletransportaria para o WordPress.

 

Como os comentários são a base de um blog/site, resolvi mudar porque não dava para ficar sem uma caixinha que me permitisse conversar com quem comentava (e o Blogger é eternamente falho nisso). Sem contar que mudar me ajudaria a aniquilar a ideia de que o RG era mero hobby, sendo que este cantinho me consome muita energia. Resolvi investir e cá estou em 2016 morando no WordPress.

 

Muitas pessoas sabem disso, mas acho importante relembrar: o Random Girl nasceu de um ponto de insatisfação minha com relação ao jornalismo. Foi em um momento, digamos, criança descobre que Papai Noel não existe e tem que escolher se chora ou se toma uma atitude. Resolvi tomar uma atitude, mas só depois de chorar bastante (claro!) e de tomar um vrá! de um professor que me mandou fazer um blog (e engolir o choro).

 

O blog tem 5 anos de existência e isso é muito para uma pessoa que costumava deletar tudo que expunha online. Era mais fácil para mim usar um nickname a ser eu mesma, o que acarretou um conflito que nasceu na minha época potteriana: escrevia sob a proteção de um “nome falso”. Ter o RG exigia que eu fosse unicamente Stefs Lima, fácil de pensar, mas impraticável naquele tempo. Simplesmente porque não tinha autoconfiança e não confiava no poder dos meus textos.

 

Esses anos com o RG foram de muitas dificuldades pessoais. Estar online mexia com todas as minhas inseguranças com relação aos meus textos e com a possível aproximação de trolls. Não sou a pessoa mais segura do universo e toda vez que aperto um publicar, choro sangue. Não estou de brincadeira, perguntem pras migas!

 

Tive dois pontos de partida para me manter aqui. Um veio do coração, que dizia seja você mesma. O outro veio da mente, que dizia escreva sobre coisas das quais você ama. A soma deu em ser verdadeira com o seu texto e com o que você sente, o que rendeu o conteúdo com sentimento.

 

Conteúdo com sentimento? Exatamente. Não criei esse espaço para ser negativa. Não criei esse espaço para bloquear o que realmente sinto. O jornalismo não me deu nenhuma dessas opções e é uma profissão que consegue abrir margem para frustração e amargura. Não queria, e não quero, nada disso para minha vida. E o RG me propicia, e ainda propicia, isso. Gosto de escrever tudo com base no como me sinto.

 

No início, o RG veio mais como uma penseira, como um meio para eu aliviar as experiências universitárias sempre tão frustrantes. Segui meus instintos e escrevi, sem compromissos e quando tinha tempo. Mas ainda havia receio.

 

No primeiro momento, as únicas pessoas que sabiam da existência deste blog eram amigas próximas. Até que as coisas seguiram seu próprio rumo e foi quando me assustei. Graças as resenhas, principalmente de The Vampire Diaries, os views subiram da noite para o dia. Sem divulgação (só um link no Twitter que tinha menos de 100 pessoas) e sem parcerias sensacionais. Foi tudo no dedo e sem expectativa de nada.

 

Taí um segredo para muitas coisas na vida: não botar tanta expectativa.

 

zooey

 

Uma sensação que faria qualquer blogueira feliz, mas cogitei deletar tudo e começar em outro lugar. O motivo? É meio bobo pensando agora, mas, antes, não queria ninguém se metendo no meu texto. Eram minhas opiniões, que sempre vêm de um ponto particular, e não queria ver minhas palavras desfilando por aí e sendo menosprezadas – um dos grandes traumas do curso de jornalismo em que há uma galera que pouco se importa com suas ideias.

 

Inclusive, me senti invadida. Juro pra vocês!

 

Por algum motivo, não deletei. Fiquei, mas ainda com aquele desejo insano de deletar o blog. Só que os feedbacks continuaram a vir e só me restou pensar: alguma coisa boa estou fazendo. Para uma pessoa que nunca foi levada a sério e que não tem padrinhos mágicos online, subir um blog do zero e fingir que não existe são motivos de orgulho para mim. Simplesmente por ter me mostrado que posso ir longe sem depender de ninguém (e você também pode, viu?).

 

Mudei algumas perspectivas a partir daí. Parafraseando Sophia Bush: minhas opiniões importam porque elas são minhas. Ao passar de 5 anos, priorizei eu mesma dentro do texto. Escrevi sobre coisas que gosto e com todo o sentimento do mundo. Trato os textos como amaria ver outras pessoas tratá-los. Escrevo tendo em vista o que gostaria de ler. Escrevo como uma fangirl realista sobre o que me entretém como livros, séries, celebridades, músicas e afins.

 

Não há espaço para superficialidade aqui. Tudo no Random Girl é pensado para atingir um objetivo por mais que tenha a essência do aleatório.

 

Conteúdo com sentimento é um pensamento que me norteia e é algo que o jornalismo não permite. Jornalismo mata sua criatividade caso você não atue em uma área de afinidade ou que ama muito. Jornalismo não permite ideias divergentes, a não ser que você tenha seu próprio canal para expô-las.

 

O Random Girl vem de fases importantes: encontrar sua inspiração, Excelsior e o manifesto aleatório. Este espaço nasceu para combater dezenas de sentimentos negativos (insegurança, medo da escrita, achar que não pertenço a canto algum, etc.). Tentei transformar tudo isso em algo positivo. Usei meus medos para quebrar dezenas de amarras – e preciso continuar a fazer isso porque há muito o que destravar. Os últimos meses de faculdade me ensinaram que posso sim fazer o que gosto e ir contra a maré se assim me faz feliz (TCC de Harry Potter?). E estou aqui!

 

Criar blogs, fotologs e afins foi minha válvula de escape por muitos anos. E continua a ser. Tenho meus problemas da vida real e estar aqui me faz lembrar de quem sou, do que gosto, do que pretendo, do que me motiva.

 

Do que preciso para não me desprender de eu mesma.

 

O Hey, Random Girl! agora pode ser chamado de site, mas nunca deixará de ser o blog que deu certo.

 

Who’s that girl…Stefs!

 

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O diploma diz que sou jornalista desde 2011, mas me considero blogueira desde que me entendo por gente. Também digo que sou pseudo-escritora (o livro que ainda não nasceu, mas nascerá) e ficwriter (com muito orgulho, com licença!). Não menos importante: sou uma pessoa que não funciona sem a dose diária de café e chocolate.
Nesse redemoinho, ainda sou Chapter Leader do movimento I AM THAT GIRL, uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida e que me impulsionou a criar um novo site chamado A Bela e as Feras. Atualmente, me dedico ao We Project, meu livro sem pretensões salariais, e faço pontinhas na Revista Pixel TV e no Nossa Causa.

 

 

Criar blogs sempre foi minha válvula de escape que ganhou força graças à existência de Harry Potter. A saga me fez criar muitos deles para jogar RPG e isso me impulsionou para o mundo das fanfics. Literalmente, sou uma pessoa que não para de escrever.

 

Atualmente, me dedico ao We Project, meu livro sem pretensões salariais, e faço uma pontinha no portal Be Style e no site Mix de Séries. Também sou Chapter Leader do movimento I AM THAT GIRL aqui em São Paulo e escrevo para o site do movimento (que vocês podem acessar aqui: www.iamthatgirl.com).

 

Para falar comigo, vai no Twitter que sou um robô. 24 horas online praticamente naquele site.

 

A essência do Hey, Random Girl!

 

zooey 3

 

Quem é você, de verdade?
Você não é um nome, ou uma altura, ou um peso ou um gênero.
Você não é uma idade e você não é o lugar de onde veio.
Você é seus livros favoritos e as músicas que empacam na sua mente.
Você é seus pensamentos e o que come no café nas manhãs de sábado.
Você é mil coisas, mas todo mundo escolhe ver milhões de coisas que você não é.
Você não é o lugar de onde veio.
Você é para onde vai e eu gostaria de ir também.
M.K.

 

+ Para saberem mais: Garota Aleatória | Uma História

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